Páginas

curvas, retas e esquinas

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sonhos gravitacionais © Copyright



Quero as chaves de um apartamento, pois  quero guardar
umas tranqueiras esquisitas . Quero um canto, para
para cantar e ouvir as saudades remexidas.
Uma Janela para atirar emoções... Olhar o céu e  observar as
multidões enlouquecidas... Quero um cômodo, de um
barracão.  Quero um samba, um rock do Raul ao violão.
Quero ouvir de novo na vitrola, o vinil todo arranhado, 
mas que ainda toca as canções, de um ser enamorado...
Quero as chaves  de um quartinho de  pensão, com
luz neon . Quero ouvir, no juckeBox, um vinil do Milton  e
nas paredes poder ler, um poema gravitacional de Newton.

Quero as chaves de corações bagunçados , pois quero varrer
as amarguras e abraçar esses sentimentos assustados.
Quero noites iludidas, pelas canções de ritmos acelerados.
Uma balada, um furacão e talvez, as chaves de um bar, um
copo de cuba libre, com fatias de limão.
Quero guardar num armário, todas as tolas  feridas.
Quero ouvir e dançar num baile e  viver esse desatino das
noites perdidas...
Quero as chaves de um convento,  da ordem das carmelitas e
enclausurar-me em umas das celas ouvindo do Gregório,
uma dessas musicas sacras benditas.
Quero ouvir as canções, dessas rádios  eruditas e quero um jardim
de flores coloridas, rodeado de pedras ametistas.

Quero as chaves de um lugar secreto, para esconder-me, todo por
completo... Não quero os sussurros das multidões !  De toda  
poesia da  canção poder estar repleto... Não quero acordes negros e
quero teclar a melodia nos acordeões !  Quero correr,  nessa
pista dos equilibrados... Não quero mais sofrer,  na  tosca corrida dos
desajustados. Quero as chaves de um quarto, um cigarro e um
Trago barato de Bourbon. Quero ouvir  a poesia lírica das “Águas
De março" do Tom! Quero estar  sentado  em uma varanda de pensão ouvindo 
as buzinas, de tônicas estridentes!  Ouvir, ao fundo daquela
Vitrola, as melodias dos sonhos latentes. Ouvir a canção dos
amantes diurnos e chorar a emoção,  dos noturnos inconsequentes.
Bybetonicou

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Prelúdio ...© Copyright



Estou neste escuro do universo, deitado meio turvo perplexo...
Em meio às águas escuras, sem reflexo... Ouço um bater de
Tambor, neste espaço do tempo...
Á uma corda bamba de vida, encontro-me anexo... Estou nesta
Sala de espera ate que a luz externa me descubra... Espero que
Alem dessa poça, de uma luz  o meu ser todo se cubra.
Ainda, que não possa falar ou cantar... Ou ser... Ate que eu
Amanheça... Aqui, o meu eu descansa; Ate que a externa luz
Apareça...  Se em todo o universo, existir espelhos, que possam
Refletir... Que reflitam, este meu desejo de ver, o que posso ouvir...
 Ainda que acolhido esteja neste mundo negro... Onde segurado
Esta o meu medo...
Antes da hora, do eu poder ir... No meu tempo, ainda e’ cedo...
Todos os espelhos são turvos, antes que o eu aconteça...
Todos os reflexos são escuros, antes que minha luz amanheça...
Estou neste mundo negro, neste lado de um tênue véu... Ouço
Sons fora deste meu céu... E se isso e’ céu... Imagino o que seria,
Alem deste templo de água morna.
Estou a centímetros, no macio véu... Julgo o que seria, alem da poça ...
Se eu cresço, ela entorna...
Concebo onde estou...  Se esse e’ um universo, onde repousa meus
Sonhos... Fantasio o que sou !  Vivo neste sonho de dormência...
Ansiando nascer, e proceder minha evidência... Estou aqui incrustado,
Ainda que desafogado... Ainda que confortável... Ainda que nas águas
Mansas, esteja este meu eu mergulhado...
Vejo-me aqui coberto de incertezas... Porem, embalado pela canção
De pulsares compassados ,  sei que minha hora vai chegar, sei que
 Verei reflexos ate nos espelhos, antes embaçados...
Sei que alem da escuridão, ira brilhar o amanhecer... Por que aqui,
Apenas vejo raios delicados de tons vermelhos, presentes nessas
Paredes que por hora, são os meus espelhos.
Estou aqui, deitado em águas mornas... À espera da lida, e querendo
Anseios... Estou aqui, embalado por um coração de canções de risos e
Gracejos. Ainda que o choro venha antes de qualquer sorriso, e de
Qualquer beleza que possa ver... Estou aqui à espera de um beijo,
Uma razão para o meu nascer.
Aqui no escuro, as vidraças não transpassam o que há , alem das
Águas mornas...
Aqui no escuro, ouço o compasso de minha vida dividida... Aqui no
Escuro, minha musica e’ toda nessa água benta diluída...
Bybetonicou

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Versos antagônicos...© Copyright





Versos de paixão são desfrutáveis e  são deploráveis.
São águas para a semente do cio... Versos de paixão
São revogáveis, mas são aceitáveis... São chaves para
Um buraco vazio... Versos de dor são escutáveis... São
Dementes... São frases ditas,  em tom iludido... Versos
De amor são flores, às vezes  para os inconsequentes...
Vejo a dor, nesse amor que foi preciso ser vasculhado
Nas ilusões de um rio perdido... Vejo querendo o amor,
Nessa dor inflamável... Um sofrível desejo escondido...
 Porem o amor, e’ criança rindo em repetidos estribilhos...
Canta  atroz o mórbido desejo, de amar o vazio sem
Brilhos... Versos de choros por amar na demência, de
Querer ser amado... Versos de dor por chorar,  o vazio
Demente abandonado... O que vem a ser o gostar, se o
Espaço e’ vazio demais?!O que será do espaço vazio, se
O amar e’ repleto demais?! Entoam aos ares, os cantantes
Amores plausíveis... Esquecem-se,  nas dores, nas ilusões
Desprezíveis... Porem, o amor se perde nos versos jogados
Ao ar da decadência... Porem, a dor se perde, quando se
 Acha no amor pura inocência... E entoam seus versos, os
 Menestréis que amaram demais... E entornam seus  
Venenos, os boêmios que desfrutaram, e destilaram a
  Peçonha da paixão e não amaram jamais! Versos de
 Dor são frutos, da vazia desconfiança... Versos de   
Amor são palavras divertidas... Brincadeiras puras de
Criança... Revejo a dor de amar... Retenho o dom de sonhar  
De gostar... De preencher o vazio, com o gostar de sonhar...
Versos de amor, e’ erudito, e’ puro sentimento luminar...
Versos de amor são lembranças para os benditos... Para
Sempre jogados ao ar... Este ar que exala, este meu gostar
De amar... De sonhar. Bybetonicou



sexta-feira, 29 de março de 2013

Olhar alem do sol ...© Copyright


Ainda cheiramos a flor, ainda que esta murchasse...
Ainda acalmamos a dor da ferida, antes mesmo que
Esta sarasse... Ainda cantamos, mesmo que sufoquemos
Nas emoções dos versos... Ainda vemos amor nos
Corações, às vezes, puramente adversos...
Ainda sentimos o calor que a saudade acordou
Ainda ouvimos a canção, que o amor sempre cantou...
Ainda recordamos... Ainda este mundo encanta!
Ainda sonhamos ao leve balanço do compasso da idéia
De esperança... Neste refletir sobre o que sentir...
Neste caminhar passo a passo, do gostar... Ainda
Resta o momento de brincar de sonhar... Neste
Escrever a vida no papel em branco; Manchamos as
Pagina alvas , com escuros respingar de prantos... 
Ansiamos o sentido, lançamo-nos no vazio vácuo...
Arrastamo-nos, trilhamos num escrever suave, ou
Num rastro trabalho árduo... Ainda que o sol se esconda
Por momentos...  Podemos vislumbrar seus raios no
Firmamento... Mesmo que por breve instante de luz
Dourada... Faz-nos um carinho, da alento... num
Instante, vem-nos a paz que desabrocha, numa canção de
Alvorada... Ainda, que a noite chegue, aos pés da lua, a
Serenidade medita... Ainda vislumbramos a luz, a cada alvorecer...
Dos pássaros, ouvimos o gorjeio que anuncia um novo renascer...
Neste breve instante de meditar. . Neste breve momento
Cego de tatear. Percorremos com nossos dedos, à leitura da
Vida... Num saudoso momento de recordar...  Ainda que cego
Ocular... Ainda que o coração teime em pesar, e endurecer a alma...
A esperança nos faz no dia, a dia, o refugio que fortalece e
Acalma... Ainda que os revezes, abaixe os tons da canção,
Num bemol de aflição... A vida sempre alcança um ato
Sustenido na oração... Ainda que restem pedras pelos
Caminho alça o vôo, as asas dos sonhos... Ainda que fugaz...
Faz-nos sempre pousar no doce, e terno aconchego... Ainda,
São asas de encontro com a paz...
Bybetonicou

Amor de lobo ...© Copyright



Sorri os prantos meus, numa alegria bem diferente
Revi conceitos teus, nos meus agora  estou  descrente.
Mergulho neste amor, no meu peito tão incrustado...
Procuro uma ponte que nos leve ao encontro, já desde
Muito tempo marcado. A travessia deste amor balança  
Como corda bamba, ao sabor dos ventos... Os ventos e  
Seus sinos anunciam...  São sons que batem no peito!  
Numa alegria de concertos... Pulsam ardentes, esses
Desejos que do intimo afloram... Batem á porta e querem
Adentrar os sentimentos que aos poucos nos devoram...
Pulsa forte a paixão ardente... Este teor. no âmago tão
Vagabundo... Trilham nesses caminhos os anseios mórbidos e 
Infecundos... Entornam seus venenos, os repteis que nos  
Rodeiam de desejos insanos... Acalmo na brisa do teu sorriso
Que acalma estes enganos... O coração retoma o ritmo
 Deixando de lado, o terror da paixão que deprime e
Enlouquece... E o espírito leve bate à minha porta
Mostrando as chaves do singelo... O coração de novo
Engrandece... Já não sinto,  o cruel  sofrer desta paixão  
que fere,  de calor e frio inverno... Anseio  o amor que perdure, 
até extremo do eterno... Sorriu meus desejos, agora tão
Acanhados... Sorriu um beijo teu e somos agora,  corpo e alma
Lavados... Pois tudo , são momentos, como águas que percorrem, 
Feito lobos desvairados... A desaguar na mansidão de um lago
Calmo, de sentimentos puros, de destinos entrelaçados...  Bybetonicou

sexta-feira, 22 de março de 2013

Oração à "Vida "© Copyright


Ameniza minha dor, dos açoites dos meus medos...
Guardados em porões, escondidos sentimentos.
Adentre os portões desta minha alma guardada...
Reveze essas emoções fortes, por um suspiro singelo...
Reveja os meus versos, descubra a minha palavra.
Viaje ante os meus olhos, caminhos floridos, livres dos
Medos... Liberte-me dos grilhões destes meus tristes  
Anseios... E tudo que te peço, e’ um abraço deste teu
Sentimento! Aos teus pés, rogo um novo recomeço...
Quero rever teu endereço...

Navego nos teus tons, quero de novo teus versos cantados...
 Me segura em lençóis brancos, alvos, do negro agora 
Lavados...  Me segura nas situações dos desajustados!
Enxuga-me agora, estes olhos, neste meu rosto molhado.
Ampara-me nos grotões... No cair, novamente levantado...
Conduza meus sentidos aos versos da pura inocência...
Transforme os meus gritos, esses sons da decadência...
E tudo que te peço e’ a tua canção novamente cantar...
Aos ventos, soltar os lírios... A tua musica, são flores ao ar!
Este será meu apreço...

Dilua os prantos meus...  Quero sorrisos bem ressoantes...
Daqueles livres dos anseios, dos dissabores constantes.
Entoar tua canção, rever de novo o lugar abandonado...
Saciar a minha sede, ter novamente o meu corpo, e alma,
Lavados!  Em tuas asas, voar!   No horizonte, ver teu sol
Brilhar minha esperança... Deixar o vazio, que a vida grita;  
E na canção, restaurar a linda lembrança... Porem ,  a vida
Pede aos gritos... Conduza-me pelas estradas dos abençoados!
Esses são versos contritos... Uma canção dos desesperados...
Livra-me do viver alucinado... Será este o recomeço! Bybetonicou

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flores de mármore ...© Copyright


Espeta-me a rosa e o sangue aflora, com toda essa dor. Vivo sempre carente, e do amor sou descrente. Vejo-me complexo, sem ares de nexo.... Viajo pelos vagos caminhos, atônito e perplexo. Espetam-me as palavras que são jogadas pelas bocas sujas.... Ferem-me a alma, as farpas afiadas das palavras imundas. As correntes que aprisionam, são os laços frios do abandono.... As lágrimas esvaídas de onde vejo, são folhas desgastadas, são choros enferrujados de outono. Espetam-me, esses ares que cortam minha alma, de tão frios.... Repleto está o desejoso anseio, de não lacrimar pelos sonhos vazios. Almejar ?! Vejo-me envolto de desejos leigos! Revolta-me, os desejos encarcerados, em tolos segredos... Rosas decoram meu leito de lápide, de mármore frio. Espinhos espetam meus dedos que Afloram o vermelho. Um liquido viscoso e embriagante, como o rubor dos vinhos. Vejo-me no eterno, a contemplar meu rosto sereno.... Subi aos céus em balões, fruto de um sonho singelo e pequeno. Espetam-me os pesadelos da crueldade das paixões, e ferem-me a alma, esses sopros tempestuosos das ilusões. Vejo-me perplexo! Agora, com o nexo das circunstancias enxergo meu reflexo, nas humanas intolerâncias. Espeto-me nas dores.... Porém, ainda esperançoso ofereço à vida: um maço de um perfumado buque de flores... by betonicou