Páginas

curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 29 de março de 2013

Olhar alem do sol ...© Copyright


Ainda cheiramos a flor, ainda que esta murchasse...
Ainda acalmamos a dor da ferida, antes mesmo que
Esta sarasse... Ainda cantamos, mesmo que sufoquemos
Nas emoções dos versos... Ainda vemos amor nos
Corações, às vezes, puramente adversos...
Ainda sentimos o calor que a saudade acordou
Ainda ouvimos a canção, que o amor sempre cantou...
Ainda recordamos... Ainda este mundo encanta!
Ainda sonhamos ao leve balanço do compasso da idéia
De esperança... Neste refletir sobre o que sentir...
Neste caminhar passo a passo, do gostar... Ainda
Resta o momento de brincar de sonhar... Neste
Escrever a vida no papel em branco; Manchamos as
Pagina alvas , com escuros respingar de prantos... 
Ansiamos o sentido, lançamo-nos no vazio vácuo...
Arrastamo-nos, trilhamos num escrever suave, ou
Num rastro trabalho árduo... Ainda que o sol se esconda
Por momentos...  Podemos vislumbrar seus raios no
Firmamento... Mesmo que por breve instante de luz
Dourada... Faz-nos um carinho, da alento... num
Instante, vem-nos a paz que desabrocha, numa canção de
Alvorada... Ainda, que a noite chegue, aos pés da lua, a
Serenidade medita... Ainda vislumbramos a luz, a cada alvorecer...
Dos pássaros, ouvimos o gorjeio que anuncia um novo renascer...
Neste breve instante de meditar. . Neste breve momento
Cego de tatear. Percorremos com nossos dedos, à leitura da
Vida... Num saudoso momento de recordar...  Ainda que cego
Ocular... Ainda que o coração teime em pesar, e endurecer a alma...
A esperança nos faz no dia, a dia, o refugio que fortalece e
Acalma... Ainda que os revezes, abaixe os tons da canção,
Num bemol de aflição... A vida sempre alcança um ato
Sustenido na oração... Ainda que restem pedras pelos
Caminho alça o vôo, as asas dos sonhos... Ainda que fugaz...
Faz-nos sempre pousar no doce, e terno aconchego... Ainda,
São asas de encontro com a paz...
Bybetonicou

Amor de lobo ...© Copyright



Sorri os prantos meus, numa alegria bem diferente
Revi conceitos teus, nos meus agora  estou  descrente.
Mergulho neste amor, no meu peito tão incrustado...
Procuro uma ponte que nos leve ao encontro, já desde
Muito tempo marcado. A travessia deste amor balança  
Como corda bamba, ao sabor dos ventos... Os ventos e  
Seus sinos anunciam...  São sons que batem no peito!  
Numa alegria de concertos... Pulsam ardentes, esses
Desejos que do intimo afloram... Batem á porta e querem
Adentrar os sentimentos que aos poucos nos devoram...
Pulsa forte a paixão ardente... Este teor. no âmago tão
Vagabundo... Trilham nesses caminhos os anseios mórbidos e 
Infecundos... Entornam seus venenos, os repteis que nos  
Rodeiam de desejos insanos... Acalmo na brisa do teu sorriso
Que acalma estes enganos... O coração retoma o ritmo
 Deixando de lado, o terror da paixão que deprime e
Enlouquece... E o espírito leve bate à minha porta
Mostrando as chaves do singelo... O coração de novo
Engrandece... Já não sinto,  o cruel  sofrer desta paixão  
que fere,  de calor e frio inverno... Anseio  o amor que perdure, 
até extremo do eterno... Sorriu meus desejos, agora tão
Acanhados... Sorriu um beijo teu e somos agora,  corpo e alma
Lavados... Pois tudo , são momentos, como águas que percorrem, 
Feito lobos desvairados... A desaguar na mansidão de um lago
Calmo, de sentimentos puros, de destinos entrelaçados...  Bybetonicou

sexta-feira, 22 de março de 2013

Oração à "Vida "© Copyright


Ameniza minha dor, dos açoites dos meus medos...
Guardados em porões, escondidos sentimentos.
Adentre os portões desta minha alma guardada...
Reveze essas emoções fortes, por um suspiro singelo...
Reveja os meus versos, descubra a minha palavra.
Viaje ante os meus olhos, caminhos floridos, livres dos
Medos... Liberte-me dos grilhões destes meus tristes  
Anseios... E tudo que te peço, e’ um abraço deste teu
Sentimento! Aos teus pés, rogo um novo recomeço...
Quero rever teu endereço...

Navego nos teus tons, quero de novo teus versos cantados...
 Me segura em lençóis brancos, alvos, do negro agora 
Lavados...  Me segura nas situações dos desajustados!
Enxuga-me agora, estes olhos, neste meu rosto molhado.
Ampara-me nos grotões... No cair, novamente levantado...
Conduza meus sentidos aos versos da pura inocência...
Transforme os meus gritos, esses sons da decadência...
E tudo que te peço e’ a tua canção novamente cantar...
Aos ventos, soltar os lírios... A tua musica, são flores ao ar!
Este será meu apreço...

Dilua os prantos meus...  Quero sorrisos bem ressoantes...
Daqueles livres dos anseios, dos dissabores constantes.
Entoar tua canção, rever de novo o lugar abandonado...
Saciar a minha sede, ter novamente o meu corpo, e alma,
Lavados!  Em tuas asas, voar!   No horizonte, ver teu sol
Brilhar minha esperança... Deixar o vazio, que a vida grita;  
E na canção, restaurar a linda lembrança... Porem ,  a vida
Pede aos gritos... Conduza-me pelas estradas dos abençoados!
Esses são versos contritos... Uma canção dos desesperados...
Livra-me do viver alucinado... Será este o recomeço! Bybetonicou

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flores de mármore ...© Copyright


Espeta-me a rosa e o sangue aflora, com toda essa dor. Vivo sempre carente, e do amor sou descrente. Vejo-me complexo, sem ares de nexo.... Viajo pelos vagos caminhos, atônito e perplexo. Espetam-me as palavras que são jogadas pelas bocas sujas.... Ferem-me a alma, as farpas afiadas das palavras imundas. As correntes que aprisionam, são os laços frios do abandono.... As lágrimas esvaídas de onde vejo, são folhas desgastadas, são choros enferrujados de outono. Espetam-me, esses ares que cortam minha alma, de tão frios.... Repleto está o desejoso anseio, de não lacrimar pelos sonhos vazios. Almejar ?! Vejo-me envolto de desejos leigos! Revolta-me, os desejos encarcerados, em tolos segredos... Rosas decoram meu leito de lápide, de mármore frio. Espinhos espetam meus dedos que Afloram o vermelho. Um liquido viscoso e embriagante, como o rubor dos vinhos. Vejo-me no eterno, a contemplar meu rosto sereno.... Subi aos céus em balões, fruto de um sonho singelo e pequeno. Espetam-me os pesadelos da crueldade das paixões, e ferem-me a alma, esses sopros tempestuosos das ilusões. Vejo-me perplexo! Agora, com o nexo das circunstancias enxergo meu reflexo, nas humanas intolerâncias. Espeto-me nas dores.... Porém, ainda esperançoso ofereço à vida: um maço de um perfumado buque de flores... by betonicou





sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fantasias de quixote ... © Copyright




Voe ate os céus emplumado alazão.
Voe ate a lua,  num voar de turbilhão.
Esqueça que no teu lombo montado, 
estão as asas que aos ares, já não mais agradam...
Não se esqueça  de fazer um belo voo,
pois em meus pés, tais asas já se encruaram
Desci do monte  e para trás deixei minhas
sandálias emplumadas... Montei o teu lombo alado e
carregas agora, minhas lembranças castigadas...

Voe corcel alado e  peguemos o rumo, nessa estrada
de via láctea!  Voemos pelos odores mesclados,
a esse perfume leve de acácia...
Corra ate as fronteiras da ilusão insana e 
voe ate as estrelas, longe da ganância tirana.
Voe ate os céus e  enfeite as estrelas meu
Pássaro alazão... misture  a magia de minhas
fantasias ao teu voar de insano turbilhão.
Antes voei,  abaixo do forro verde do chão 
descendo  ao inferno da submissão... Agora, um voo  
livre pelos céus, por pura e demente diversão...

Todavia   sem asas o teu lombo de vento carrega, toda a
minha lembrança!  Juntos voemos até o infinito sombrio,
onde os mistérios nos esperam, como portas de herança.
Onde nossos mistérios realmente  se completam !
No infinito pousemos num astral torrão!
Deste lugar, um grito quer ecoar pela imensidão, 
pois minha voz, ainda pode ser ouvida no vácuo
dos meus tolos devaneios! Do “Olimpo” voei 
O voo,  das aladas quimeras, dos sonhos loucos

E feios... Bybetonicou 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desencontros ... © Copyright



De vez em quando vou procurar naquele lugar
recordações para viver
De vez em quando vou vasculhar motivos para
alvorecer... O passado guarda recordações de
muitos outros verões. O estado de estar  guarda nas 
situações, sentimentais ilusões.
Deveria aprender, a desarmar eventuais explosões...
Momentos velhos, calçados velhos, um coração, um
Velho baú marrom... Deveria então remexer de novo e
encontrar nas canções, um intervalo, um tom.
A vida guarda os momentos leves... Porém retém, 
as pesadas pedras de amarguras. De vez em quando,
me pego a rever esses seixos de abstratas figuras.
Deveria aprender a vasculhar visões e rever tudo que
de bom havia sonhado. Deveria ter instruções para lidar
com o inesperado. Aprender a sorrir de novo, a sonhar
de novo,  a  chorar e rir calado.
De vez em quando vou procurar nos sebos, as canções
que no coração tiveram seus lugares guardados... Deveria ter
ouvido mais e aprendido mais. Deveria ter escutado mais
a canção dos enamorados.
Admirado mais essas notas leves,  para os desesperados.
De vez e m quando, me pego refém das certezas.
De vez em quando,  me pego a olhar as estrelas.
De vez em quando sonho  os sonhos volúveis das incertezas.
Queria ter sonhado mais e apegado mais,  aos vagos , 
Porém belos sonhos azuis... Bybetonicou

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempestades ...© Copyright



Quando chove nas ruas, a enxurrada corre...
Um salto sobre a corrente, e um lado seco socorre.
Quando o verde e o cinza se mesclam na cor
Nasce outro negro menos negro para amenizar...
E’ o alvo seco, mesmo que distante, e´o porto                                                                               
dos sonhadores.

Um farol aceso, guia no mar bravio, intenso...
O perdido aporta menos tenso, sem mascáras...
Voltando as ruas, e a chuva que nos envolve em
Prosas; Procuramos um lugar aceso, e seco para
Envolvermos sem voltas...
Nesse alagado de ruas curvas, procuramos as
Retas secas... Para mirar, e plainar as razões...

Na tempestade, muralhas vão abaixo... Eleva-se
A comoção... A poesia vem nas cores brandas, em
Arcos de anunciação...
Lá fora chove os pingos do céu... Corre aqui dentro o
Silencio de um mausoléu...
Entre os raios tocar e sentir, e’ a causa da razão...
Assustar, e’ uma desculpa para abraçar e ouvir, e falar
aos pés da emoção...Porém a timidez impera...

Enquanto chove por entre as nuvens, uma estrela
Errante rasga o céu com sua calda luminosa...
Enquanto corre as águas pelos cantos das ruas, 
uma estrela, um pedido, um desejo de prosa...
Uma chuva mansa acalma os medos.
Um farol aceso que pulsa e brilha a alma...
Lá fora, a chuva  embaça a janela dos sentidos.

Na rua um aperto, e sob a torrente, o desespero.
Cá dentro, os sentidos procuram uma saída e batem
a porta... Sobre o telhado, os sinos de mágicos efeitos
sonantes de chuva. Os céus derramam suas gotas, como
lágrimas de tormento na rua... Em frente à vidraça, pingos e
folhas se entrelaçam num balé aos ventos...
Em cada estação, um porto seguro abraça, e ampara as emoções ... Bybetonicou