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curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 22 de março de 2013

Oração à "Vida "© Copyright


Ameniza minha dor, dos açoites dos meus medos...
Guardados em porões, escondidos sentimentos.
Adentre os portões desta minha alma guardada...
Reveze essas emoções fortes, por um suspiro singelo...
Reveja os meus versos, descubra a minha palavra.
Viaje ante os meus olhos, caminhos floridos, livres dos
Medos... Liberte-me dos grilhões destes meus tristes  
Anseios... E tudo que te peço, e’ um abraço deste teu
Sentimento! Aos teus pés, rogo um novo recomeço...
Quero rever teu endereço...

Navego nos teus tons, quero de novo teus versos cantados...
 Me segura em lençóis brancos, alvos, do negro agora 
Lavados...  Me segura nas situações dos desajustados!
Enxuga-me agora, estes olhos, neste meu rosto molhado.
Ampara-me nos grotões... No cair, novamente levantado...
Conduza meus sentidos aos versos da pura inocência...
Transforme os meus gritos, esses sons da decadência...
E tudo que te peço e’ a tua canção novamente cantar...
Aos ventos, soltar os lírios... A tua musica, são flores ao ar!
Este será meu apreço...

Dilua os prantos meus...  Quero sorrisos bem ressoantes...
Daqueles livres dos anseios, dos dissabores constantes.
Entoar tua canção, rever de novo o lugar abandonado...
Saciar a minha sede, ter novamente o meu corpo, e alma,
Lavados!  Em tuas asas, voar!   No horizonte, ver teu sol
Brilhar minha esperança... Deixar o vazio, que a vida grita;  
E na canção, restaurar a linda lembrança... Porem ,  a vida
Pede aos gritos... Conduza-me pelas estradas dos abençoados!
Esses são versos contritos... Uma canção dos desesperados...
Livra-me do viver alucinado... Será este o recomeço! Bybetonicou

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flores de mármore ...© Copyright


Espeta-me a rosa e o sangue aflora, com toda essa dor. Vivo sempre carente, e do amor sou descrente. Vejo-me complexo, sem ares de nexo.... Viajo pelos vagos caminhos, atônito e perplexo. Espetam-me as palavras que são jogadas pelas bocas sujas.... Ferem-me a alma, as farpas afiadas das palavras imundas. As correntes que aprisionam, são os laços frios do abandono.... As lágrimas esvaídas de onde vejo, são folhas desgastadas, são choros enferrujados de outono. Espetam-me, esses ares que cortam minha alma, de tão frios.... Repleto está o desejoso anseio, de não lacrimar pelos sonhos vazios. Almejar ?! Vejo-me envolto de desejos leigos! Revolta-me, os desejos encarcerados, em tolos segredos... Rosas decoram meu leito de lápide, de mármore frio. Espinhos espetam meus dedos que Afloram o vermelho. Um liquido viscoso e embriagante, como o rubor dos vinhos. Vejo-me no eterno, a contemplar meu rosto sereno.... Subi aos céus em balões, fruto de um sonho singelo e pequeno. Espetam-me os pesadelos da crueldade das paixões, e ferem-me a alma, esses sopros tempestuosos das ilusões. Vejo-me perplexo! Agora, com o nexo das circunstancias enxergo meu reflexo, nas humanas intolerâncias. Espeto-me nas dores.... Porém, ainda esperançoso ofereço à vida: um maço de um perfumado buque de flores... by betonicou





sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fantasias de quixote ... © Copyright




Voe ate os céus emplumado alazão.
Voe ate a lua,  num voar de turbilhão.
Esqueça que no teu lombo montado, 
estão as asas que aos ares, já não mais agradam...
Não se esqueça  de fazer um belo voo,
pois em meus pés, tais asas já se encruaram
Desci do monte  e para trás deixei minhas
sandálias emplumadas... Montei o teu lombo alado e
carregas agora, minhas lembranças castigadas...

Voe corcel alado e  peguemos o rumo, nessa estrada
de via láctea!  Voemos pelos odores mesclados,
a esse perfume leve de acácia...
Corra ate as fronteiras da ilusão insana e 
voe ate as estrelas, longe da ganância tirana.
Voe ate os céus e  enfeite as estrelas meu
Pássaro alazão... misture  a magia de minhas
fantasias ao teu voar de insano turbilhão.
Antes voei,  abaixo do forro verde do chão 
descendo  ao inferno da submissão... Agora, um voo  
livre pelos céus, por pura e demente diversão...

Todavia   sem asas o teu lombo de vento carrega, toda a
minha lembrança!  Juntos voemos até o infinito sombrio,
onde os mistérios nos esperam, como portas de herança.
Onde nossos mistérios realmente  se completam !
No infinito pousemos num astral torrão!
Deste lugar, um grito quer ecoar pela imensidão, 
pois minha voz, ainda pode ser ouvida no vácuo
dos meus tolos devaneios! Do “Olimpo” voei 
O voo,  das aladas quimeras, dos sonhos loucos

E feios... Bybetonicou 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desencontros ... © Copyright



De vez em quando vou procurar naquele lugar
recordações para viver
De vez em quando vou vasculhar motivos para
alvorecer... O passado guarda recordações de
muitos outros verões. O estado de estar  guarda nas 
situações, sentimentais ilusões.
Deveria aprender, a desarmar eventuais explosões...
Momentos velhos, calçados velhos, um coração, um
Velho baú marrom... Deveria então remexer de novo e
encontrar nas canções, um intervalo, um tom.
A vida guarda os momentos leves... Porém retém, 
as pesadas pedras de amarguras. De vez em quando,
me pego a rever esses seixos de abstratas figuras.
Deveria aprender a vasculhar visões e rever tudo que
de bom havia sonhado. Deveria ter instruções para lidar
com o inesperado. Aprender a sorrir de novo, a sonhar
de novo,  a  chorar e rir calado.
De vez em quando vou procurar nos sebos, as canções
que no coração tiveram seus lugares guardados... Deveria ter
ouvido mais e aprendido mais. Deveria ter escutado mais
a canção dos enamorados.
Admirado mais essas notas leves,  para os desesperados.
De vez e m quando, me pego refém das certezas.
De vez em quando,  me pego a olhar as estrelas.
De vez em quando sonho  os sonhos volúveis das incertezas.
Queria ter sonhado mais e apegado mais,  aos vagos , 
Porém belos sonhos azuis... Bybetonicou

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempestades ...© Copyright



Quando chove nas ruas, a enxurrada corre...
Um salto sobre a corrente, e um lado seco socorre.
Quando o verde e o cinza se mesclam na cor
Nasce outro negro menos negro para amenizar...
E’ o alvo seco, mesmo que distante, e´o porto                                                                               
dos sonhadores.

Um farol aceso, guia no mar bravio, intenso...
O perdido aporta menos tenso, sem mascáras...
Voltando as ruas, e a chuva que nos envolve em
Prosas; Procuramos um lugar aceso, e seco para
Envolvermos sem voltas...
Nesse alagado de ruas curvas, procuramos as
Retas secas... Para mirar, e plainar as razões...

Na tempestade, muralhas vão abaixo... Eleva-se
A comoção... A poesia vem nas cores brandas, em
Arcos de anunciação...
Lá fora chove os pingos do céu... Corre aqui dentro o
Silencio de um mausoléu...
Entre os raios tocar e sentir, e’ a causa da razão...
Assustar, e’ uma desculpa para abraçar e ouvir, e falar
aos pés da emoção...Porém a timidez impera...

Enquanto chove por entre as nuvens, uma estrela
Errante rasga o céu com sua calda luminosa...
Enquanto corre as águas pelos cantos das ruas, 
uma estrela, um pedido, um desejo de prosa...
Uma chuva mansa acalma os medos.
Um farol aceso que pulsa e brilha a alma...
Lá fora, a chuva  embaça a janela dos sentidos.

Na rua um aperto, e sob a torrente, o desespero.
Cá dentro, os sentidos procuram uma saída e batem
a porta... Sobre o telhado, os sinos de mágicos efeitos
sonantes de chuva. Os céus derramam suas gotas, como
lágrimas de tormento na rua... Em frente à vidraça, pingos e
folhas se entrelaçam num balé aos ventos...
Em cada estação, um porto seguro abraça, e ampara as emoções ... Bybetonicou

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Eco e angustia...© Copyright





Ouçam o choro das matas! Fruto da destruição  
Constante... Ouçam o barulho das maquinas que
Proclamam essa ruína infestante...
Uma canção fúnebre, que as matas entoam
Aos gritos... Ouçam os gemidos tétricos que ecoam
Pelas serras dos aflitos...  O barro que se mistura ,
Ao liquido claro dos rios... Há um sangue ferrenho...
Correndo nessa destruição, que tem a ânsia dos cios...

Uma canção singela, que se encerra distante, ofegante...
Agora choram ate no eterno  as almas, pela ação degradante...
Esses tolos que  rasgam , cortam, queimam as matas, e
Secam as vertentes... Trazem à natureza , o destino mórbido da
Da fatalidade eminente...
Uma visão do rastro vazio, antes verde, agora o negro
Carvão... Ecoam os gemidos aos gritos... Jogados aos ares,
São gritos em vão...

Nessas matas, a bela saudosa vida reinava virente...
Feras, aves emplumadas, e flora... Todos os seres
Viventes... Agora um grito de tortura, e gemente...
Chora de angustia a terra... Este berço que sempre fora
Gentil! Essa sofrida mãe olha com lágrimas, o negro céu,
Antes azul anil!
Agora sob o poder da ganância, emite nefastos timbres...
Ouçam a canção de morte, dos seres outrora verdes, vivos,
E livres...Bybetonicou

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

opaco e lucido ...© Copyright








Fim de semana, e você sempre bela!
Cheiro de flores, você e’ flor primavera.
Todas as sortes com você,  são ondas de mar.
Pena de morte, com você e’ de tanto amar...

Qualquer cristal com você, e’ translucido...
Todo opaco brilha, e clareia de tão lúcido...
Todas as noites, com você tudo exagera!
Todas as manhãs, com você são cores de
Primavera... Tua meiguice e’ o que tempera
O meu jeito de sonhar...

Quem me dera à maneira de poder chegar a tempo...
Desses açoites da solidão poder fugir... Morar ate
Em uma tapera, ou no tempo... Poder morar, e respirar o ar
Da tua esfera... Todos os dias, com suas cores,
Queria eu  pintar , todos os seus modos que so
Fazem  querer provocar...

Fim de semana tudo e’ mais belo, e menos acido...
Você nas manhãs, e’ a calma, com seu olhar calmo
Plácido... Estar com você, meu vicio ; quem me dera!
Este amor que sufocado dilacera... Canto a Canção
Que em meu coração brota ... desejo lhe  encantar...


Canto as maneiras de lhe agarrar... Lanço a sorte
Onde espero poder lhe ganhar ... ... Cheiro as flores para 
Amansar essa minha fera... Sentir teu cheiro de cravo e
Canela, quem me dera poder lhe eternar ...

Toda a rua e’ rebuliço de festas... Muitos os olhos 
Miram pelas frestas... A curiosidade de qual será
A maneira de lhe agradar,... Roubaria a lua para
Para lhe ofertar, pois as flores sempre murcham...
E a lua, sempre em teu céu estrelado estará...
E’ lua cheia, esse seu espelho de olhar... Fitar seus olhos
De moça donzela... Quem me dera poder lhe tocar!

Roubar tuas cores para a minha pintura de aquarela...
Rompo as fronteiras para poder chegar a tempo,
De colher tuas flores sem medo, sem contratempos...
Chegar os dias, de estar com você na tapera...
Quem me dera poder lhe beijar!

Nos fins de semana com você, termina a espera...
E teu cheiro, e’ o meu ar na atmosfera...
Danço a canção para lhe mostrar... Descubro
Que você, e’ o meu dom de voar...
Voar em teus braços de sonhar, quem me dera

Poder cativar... Nem para sempre poderei esperar. By betonicou