Espeta-me a rosa e o sangue aflora, com toda essa dor.
Vivo sempre carente, e do amor sou descrente. Vejo-me complexo, sem ares de nexo....
Viajo pelos vagos caminhos, atônito e perplexo. Espetam-me as palavras que são
jogadas pelas bocas sujas.... Ferem-me a alma, as farpas afiadas das palavras
imundas. As correntes que aprisionam, são os laços frios do abandono.... As lágrimas
esvaídas de onde vejo, são folhas desgastadas, são choros enferrujados de
outono. Espetam-me, esses ares que cortam minha alma, de tão frios....
Repleto está o desejoso anseio, de não lacrimar pelos sonhos vazios. Almejar ?!
Vejo-me envolto de desejos leigos! Revolta-me, os desejos encarcerados, em
tolos segredos... Rosas decoram meu leito de lápide, de mármore frio.
Espinhos espetam meus dedos que Afloram o vermelho. Um liquido viscoso e
embriagante, como o rubor dos vinhos. Vejo-me no eterno, a contemplar meu rosto
sereno.... Subi aos céus em balões, fruto de um sonho singelo e pequeno.
Espetam-me os pesadelos da crueldade das paixões, e ferem-me a alma, esses
sopros tempestuosos das ilusões. Vejo-me perplexo! Agora, com o nexo das
circunstancias enxergo meu reflexo, nas humanas intolerâncias. Espeto-me nas
dores.... Porém, ainda esperançoso ofereço à vida: um maço de um perfumado
buque de flores... by betonicou
"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Fantasias de quixote ... © Copyright
Voe ate os céus emplumado alazão.
Voe ate a lua, num voar de turbilhão.
Esqueça que no teu lombo montado,
estão as asas que aos ares, já não mais agradam...
Não se esqueça de fazer um belo voo,
pois em meus pés, tais asas já se encruaram
Desci do monte e para trás deixei minhas
sandálias emplumadas... Montei o teu lombo alado e
carregas agora, minhas lembranças castigadas...
Voe corcel alado e peguemos o rumo, nessa estrada
de via láctea! Voemos pelos odores mesclados,
a esse perfume leve de acácia...
Corra ate as fronteiras da ilusão insana e
voe ate as estrelas, longe da ganância tirana.
Voe ate os céus e enfeite as estrelas meu
Pássaro alazão... misture a magia de minhas
fantasias ao teu voar de insano turbilhão.
Antes voei, abaixo do forro verde do chão
descendo ao inferno da submissão... Agora, um voo
livre pelos céus, por pura e demente diversão...
Todavia sem asas o teu lombo de vento carrega, toda a
minha lembrança! Juntos voemos até o infinito sombrio,
onde os mistérios nos esperam, como portas de herança.
Onde nossos mistérios realmente se completam !
No infinito pousemos num astral torrão!
Deste lugar, um grito quer ecoar pela imensidão,
pois minha voz, ainda pode ser ouvida no vácuo
dos meus tolos devaneios! Do “Olimpo” voei
O voo, das aladas quimeras, dos sonhos loucos
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Desencontros ... © Copyright
recordações para viver
De vez em quando vou vasculhar motivos para
alvorecer... O passado guarda recordações de
muitos outros verões. O estado de estar guarda nas
situações, sentimentais ilusões.
Deveria aprender, a desarmar eventuais explosões...
Momentos velhos, calçados velhos, um coração, um
Velho baú marrom... Deveria então remexer de novo e
encontrar nas canções, um intervalo, um tom.
A vida guarda os momentos leves... Porém retém,
as pesadas pedras de amarguras. De vez em quando,
me pego a rever esses seixos de abstratas figuras.
Deveria aprender a vasculhar visões e rever tudo que
de bom havia sonhado. Deveria ter instruções para lidar
com o inesperado. Aprender a sorrir de novo, a sonhar
de novo, a chorar e rir calado.
De vez em quando vou procurar nos sebos, as canções
que no coração tiveram seus lugares guardados... Deveria ter
ouvido mais e aprendido mais. Deveria ter escutado mais
a canção dos enamorados.
Admirado mais essas notas leves, para os desesperados.
De vez e m quando, me pego refém das certezas.
De vez em quando, me pego a olhar as estrelas.
De vez em quando sonho os sonhos volúveis das incertezas.
Queria ter sonhado mais e apegado mais, aos vagos ,
Porém belos sonhos azuis... Bybetonicou
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Tempestades ...© Copyright
Quando chove nas ruas, a enxurrada corre...
Um salto sobre a corrente, e um lado seco socorre.
Quando o verde e o cinza se mesclam na cor
Nasce outro negro menos negro para amenizar...
E’ o alvo seco, mesmo que distante, e´o porto
dos sonhadores.
Um farol aceso, guia no mar bravio, intenso...
O perdido aporta menos tenso, sem mascáras...
Voltando as ruas, e a chuva que nos envolve em
Prosas; Procuramos um lugar aceso, e seco para
Envolvermos sem voltas...
Nesse alagado de ruas curvas, procuramos as
Retas secas... Para mirar, e plainar as razões...
Na tempestade, muralhas vão abaixo... Eleva-se
A comoção... A poesia vem nas cores brandas, em
Arcos de anunciação...
Lá fora chove os pingos do céu... Corre aqui dentro o
Silencio de um mausoléu...
Entre os raios tocar e sentir, e’ a causa da razão...
Assustar, e’ uma desculpa para abraçar e ouvir, e falar
aos pés da emoção...Porém a timidez impera...
Enquanto chove por entre as nuvens, uma estrela
Errante rasga o céu com sua calda luminosa...
Enquanto corre as águas pelos cantos das ruas,
uma estrela, um pedido, um desejo de prosa...
Uma chuva mansa acalma os medos.
Um farol aceso que pulsa e brilha a alma...
Lá fora, a chuva embaça a janela dos sentidos.
Na rua um aperto, e sob a torrente, o desespero.
Cá dentro, os sentidos procuram uma saída e batem
a porta... Sobre o telhado, os sinos de mágicos efeitos
sonantes de chuva. Os céus derramam suas gotas, como
lágrimas de tormento na rua... Em frente à vidraça, pingos e
folhas se entrelaçam num balé aos ventos...
Em cada estação, um porto seguro abraça, e ampara as emoções ... Bybetonicou
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Eco e angustia...© Copyright
Ouçam o choro das matas! Fruto da destruição
Constante... Ouçam o barulho das maquinas que
Proclamam essa ruína infestante...
Uma canção fúnebre, que as matas entoam
Aos gritos... Ouçam os gemidos tétricos que ecoam
Pelas serras dos aflitos...
O barro que se mistura ,
Ao liquido claro dos rios... Há um sangue ferrenho...
Correndo nessa destruição, que tem a ânsia dos cios...
Uma canção singela, que se encerra distante, ofegante...
Agora choram ate no eterno as almas, pela ação degradante...
Esses tolos que rasgam , cortam, queimam as matas, e
Secam as vertentes... Trazem à natureza , o destino mórbido da
Da fatalidade eminente...
Uma visão do rastro vazio, antes verde, agora o negro
Carvão... Ecoam os gemidos aos gritos... Jogados aos ares,
São gritos em vão...
Nessas matas, a bela saudosa vida reinava virente...
Feras, aves emplumadas, e flora... Todos os seres
Viventes... Agora um grito de tortura, e gemente...
Chora de angustia a terra... Este berço que sempre fora
Gentil! Essa sofrida mãe olha com lágrimas, o negro céu,
Antes azul anil!
Agora sob o poder da ganância, emite nefastos timbres...
Ouçam a canção de morte, dos seres outrora verdes, vivos,
E livres...Bybetonicou
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
opaco e lucido ...© Copyright
Cheiro de flores, você e’ flor primavera.
Todas as sortes com você, são ondas de mar.
Pena de morte, com você e’ de tanto amar...
Qualquer cristal com você, e’ translucido...
Todo opaco brilha, e clareia de tão lúcido...
Todas as noites, com você tudo exagera!
Todas as manhãs, com você são cores de
Primavera... Tua meiguice e’ o que tempera
O meu jeito de sonhar...
Quem me dera à maneira de poder chegar a tempo...
Desses açoites da solidão poder fugir... Morar ate
Em uma tapera, ou no tempo... Poder morar, e respirar o ar
Da tua esfera... Todos os dias, com suas cores,
Queria eu pintar , todos os seus modos que so
Fazem querer provocar...
Fim de semana tudo e’ mais belo, e menos acido...
Você nas manhãs, e’ a calma, com seu olhar calmo
Plácido... Estar com você, meu vicio ; quem me dera!
Este amor que sufocado dilacera... Canto a Canção
Que em meu coração brota ... desejo lhe encantar...
Canto as maneiras de lhe agarrar... Lanço a sorte
Onde espero poder lhe ganhar ... ... Cheiro as flores para
Amansar essa minha fera... Sentir teu cheiro de cravo e
Canela, quem me dera poder lhe eternar ...
Toda a rua e’ rebuliço de festas... Muitos os olhos
Miram pelas frestas... A curiosidade de qual será
A maneira de lhe agradar,... Roubaria a lua para
Para lhe ofertar, pois as flores sempre murcham...
E a lua, sempre em teu céu estrelado estará...
E’ lua cheia, esse seu espelho de olhar... Fitar seus olhos
De moça donzela... Quem me dera poder lhe tocar!
Roubar tuas cores para a minha pintura de aquarela...
Rompo as fronteiras para poder chegar a tempo,
De colher tuas flores sem medo, sem contratempos...
Chegar os dias, de estar com você na tapera...
Quem me dera poder lhe beijar!
Nos fins de semana com você, termina a espera...
E teu cheiro, e’ o meu ar na atmosfera...
Danço a canção para lhe mostrar... Descubro
Que você, e’ o meu dom de voar...
Voar em teus braços de sonhar, quem me dera
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Encanto de sabia ...© Copyright
Cante sem do sábia! Cante pra renovar!
Cante e cause o milagre escondido e cante
Os faz de conta... Essas notas alegres de ninar...
Cante o sol que aponta por detrás, das serras
das manhãs...
Cante pelas montanhas e naquelas matas,
de cheiro das hortelãs...
Cante no silêncio, pois eis que a tarde chega,
E sem dó, a noite apaga a tua luz...
Mas cante teu assobiar possante, faça teu voo
Rasante!Nessas matas toque o piano de bambus...
Cante, com teu gorjeio as lindas notas: Dó, Re, Mi, Fa ,
Sol, La, Si... Maravilhe-nos, com teu fôlego de poesia,
Às vezes, sem Dó de Si...
Cante, pois as minhas lágrimas são sem fronteiras,
Com tua melodia sonante de sábia das laranjeiras...
Cante e encanta-me, com tuas belas plumas
Ferrugem laranja, no meu pé de limão...
Cante em cima do gado, esse bom agrado
Que dos céus vem tua musicada canção...
Derreta-me em sorrisos, com teu gorjeio poético
Alem do rouxinol...
Brilha esse meu anoitecer profundo,
Com este belo cântico, e venha raiar
minha vida, com o musicar de teu sol... Bybetonicou
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