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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desencontros ... © Copyright



De vez em quando vou procurar naquele lugar
recordações para viver
De vez em quando vou vasculhar motivos para
alvorecer... O passado guarda recordações de
muitos outros verões. O estado de estar  guarda nas 
situações, sentimentais ilusões.
Deveria aprender, a desarmar eventuais explosões...
Momentos velhos, calçados velhos, um coração, um
Velho baú marrom... Deveria então remexer de novo e
encontrar nas canções, um intervalo, um tom.
A vida guarda os momentos leves... Porém retém, 
as pesadas pedras de amarguras. De vez em quando,
me pego a rever esses seixos de abstratas figuras.
Deveria aprender a vasculhar visões e rever tudo que
de bom havia sonhado. Deveria ter instruções para lidar
com o inesperado. Aprender a sorrir de novo, a sonhar
de novo,  a  chorar e rir calado.
De vez em quando vou procurar nos sebos, as canções
que no coração tiveram seus lugares guardados... Deveria ter
ouvido mais e aprendido mais. Deveria ter escutado mais
a canção dos enamorados.
Admirado mais essas notas leves,  para os desesperados.
De vez e m quando, me pego refém das certezas.
De vez em quando,  me pego a olhar as estrelas.
De vez em quando sonho  os sonhos volúveis das incertezas.
Queria ter sonhado mais e apegado mais,  aos vagos , 
Porém belos sonhos azuis... Bybetonicou

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempestades ...© Copyright



Quando chove nas ruas, a enxurrada corre...
Um salto sobre a corrente, e um lado seco socorre.
Quando o verde e o cinza se mesclam na cor
Nasce outro negro menos negro para amenizar...
E’ o alvo seco, mesmo que distante, e´o porto                                                                               
dos sonhadores.

Um farol aceso, guia no mar bravio, intenso...
O perdido aporta menos tenso, sem mascáras...
Voltando as ruas, e a chuva que nos envolve em
Prosas; Procuramos um lugar aceso, e seco para
Envolvermos sem voltas...
Nesse alagado de ruas curvas, procuramos as
Retas secas... Para mirar, e plainar as razões...

Na tempestade, muralhas vão abaixo... Eleva-se
A comoção... A poesia vem nas cores brandas, em
Arcos de anunciação...
Lá fora chove os pingos do céu... Corre aqui dentro o
Silencio de um mausoléu...
Entre os raios tocar e sentir, e’ a causa da razão...
Assustar, e’ uma desculpa para abraçar e ouvir, e falar
aos pés da emoção...Porém a timidez impera...

Enquanto chove por entre as nuvens, uma estrela
Errante rasga o céu com sua calda luminosa...
Enquanto corre as águas pelos cantos das ruas, 
uma estrela, um pedido, um desejo de prosa...
Uma chuva mansa acalma os medos.
Um farol aceso que pulsa e brilha a alma...
Lá fora, a chuva  embaça a janela dos sentidos.

Na rua um aperto, e sob a torrente, o desespero.
Cá dentro, os sentidos procuram uma saída e batem
a porta... Sobre o telhado, os sinos de mágicos efeitos
sonantes de chuva. Os céus derramam suas gotas, como
lágrimas de tormento na rua... Em frente à vidraça, pingos e
folhas se entrelaçam num balé aos ventos...
Em cada estação, um porto seguro abraça, e ampara as emoções ... Bybetonicou

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Eco e angustia...© Copyright





Ouçam o choro das matas! Fruto da destruição  
Constante... Ouçam o barulho das maquinas que
Proclamam essa ruína infestante...
Uma canção fúnebre, que as matas entoam
Aos gritos... Ouçam os gemidos tétricos que ecoam
Pelas serras dos aflitos...  O barro que se mistura ,
Ao liquido claro dos rios... Há um sangue ferrenho...
Correndo nessa destruição, que tem a ânsia dos cios...

Uma canção singela, que se encerra distante, ofegante...
Agora choram ate no eterno  as almas, pela ação degradante...
Esses tolos que  rasgam , cortam, queimam as matas, e
Secam as vertentes... Trazem à natureza , o destino mórbido da
Da fatalidade eminente...
Uma visão do rastro vazio, antes verde, agora o negro
Carvão... Ecoam os gemidos aos gritos... Jogados aos ares,
São gritos em vão...

Nessas matas, a bela saudosa vida reinava virente...
Feras, aves emplumadas, e flora... Todos os seres
Viventes... Agora um grito de tortura, e gemente...
Chora de angustia a terra... Este berço que sempre fora
Gentil! Essa sofrida mãe olha com lágrimas, o negro céu,
Antes azul anil!
Agora sob o poder da ganância, emite nefastos timbres...
Ouçam a canção de morte, dos seres outrora verdes, vivos,
E livres...Bybetonicou

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

opaco e lucido ...© Copyright








Fim de semana, e você sempre bela!
Cheiro de flores, você e’ flor primavera.
Todas as sortes com você,  são ondas de mar.
Pena de morte, com você e’ de tanto amar...

Qualquer cristal com você, e’ translucido...
Todo opaco brilha, e clareia de tão lúcido...
Todas as noites, com você tudo exagera!
Todas as manhãs, com você são cores de
Primavera... Tua meiguice e’ o que tempera
O meu jeito de sonhar...

Quem me dera à maneira de poder chegar a tempo...
Desses açoites da solidão poder fugir... Morar ate
Em uma tapera, ou no tempo... Poder morar, e respirar o ar
Da tua esfera... Todos os dias, com suas cores,
Queria eu  pintar , todos os seus modos que so
Fazem  querer provocar...

Fim de semana tudo e’ mais belo, e menos acido...
Você nas manhãs, e’ a calma, com seu olhar calmo
Plácido... Estar com você, meu vicio ; quem me dera!
Este amor que sufocado dilacera... Canto a Canção
Que em meu coração brota ... desejo lhe  encantar...


Canto as maneiras de lhe agarrar... Lanço a sorte
Onde espero poder lhe ganhar ... ... Cheiro as flores para 
Amansar essa minha fera... Sentir teu cheiro de cravo e
Canela, quem me dera poder lhe eternar ...

Toda a rua e’ rebuliço de festas... Muitos os olhos 
Miram pelas frestas... A curiosidade de qual será
A maneira de lhe agradar,... Roubaria a lua para
Para lhe ofertar, pois as flores sempre murcham...
E a lua, sempre em teu céu estrelado estará...
E’ lua cheia, esse seu espelho de olhar... Fitar seus olhos
De moça donzela... Quem me dera poder lhe tocar!

Roubar tuas cores para a minha pintura de aquarela...
Rompo as fronteiras para poder chegar a tempo,
De colher tuas flores sem medo, sem contratempos...
Chegar os dias, de estar com você na tapera...
Quem me dera poder lhe beijar!

Nos fins de semana com você, termina a espera...
E teu cheiro, e’ o meu ar na atmosfera...
Danço a canção para lhe mostrar... Descubro
Que você, e’ o meu dom de voar...
Voar em teus braços de sonhar, quem me dera

Poder cativar... Nem para sempre poderei esperar. By betonicou

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Encanto de sabiá © Copyright




Cante sem do sábia!  Cante pra renovar!
Cante e cause o milagre escondido e  cante
Os faz de conta... Essas notas alegres de ninar...
Cante o sol que aponta por detrás,  das serras
das manhãs...
Cante pelas montanhas e naquelas matas, 
de cheiro das hortelãs...
Cante no silêncio, pois eis que a tarde chega,
E sem dó, a noite apaga a tua luz...
Mas cante teu assobiar possante, faça teu voo  
Rasante!Nessas matas toque o piano de bambus...
Cante, com teu gorjeio as lindas notas: Dó, Re, Mi, Fa ,
Sol, La, Si... Maravilhe-nos, com teu fôlego de poesia, 
Às vezes, sem  de Si...
Cante, pois as minhas lágrimas são sem fronteiras, 
Com tua melodia sonante de sabiá das laranjeiras.
Cante e  encanta-me, com tuas belas plumas
Ferrugem laranja, no meu pé de limão...
Cante em cima do gado, esse bom agrado
Que dos céus vem tua musicada canção...
Derreta-me em sorrisos,  com teu gorjeio poético
Alem do rouxinol...
Brilha esse meu anoitecer profundo,
Com este belo cântico, e venha raiar 

 minha vida, com o musicar de teu sol... Bybetonicou

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Amor de tablado...© Copyright







Nas tardes de domingo façamos o que quisermos,
de tudo e afins... Mas façamos, de todas as tardes,
as tardes musicadas, nas alegres canções dos botequins.
Dos beijos e caricias, você e’ dessas mulheres que
encantam assim... Sou teu sol, você e’ a lua de prata
 que transborda de brilho e assim, cheia de graça
dança vencendo as mágoas, ao som alegre dos tamborins...

Se neste vale tudo, neste teu jeito mulher, de fazer-me
feliz... Nas tardes, também valem as praias e suas areias claras,
e me farto  de molhar nos teus beijos molhados; sabor de anis.
Nos teus carnudos lábios, de batom vermelho rosado  de flor
sufoco meu tom raivoso,  em tua  doçura e num leve ardor                                                     descubro que em nossas tardes, somos felizes; enfim!
Vivemos a felicidade nos bares, ou em lindos outros
Lugares,  ou neste  teatro  vivendo eu,  este lado "Arlequim”.

Porém,  não sabe o que dizem às vezes teus lábios
que de fel sufoca, a doçura do teu céu de mel...
Porém, não sabe nada e que o nada, sempre nos leva
a um vazio que pode haver,  por detrás de um tosco véu...
Só sabemos que as tardes nas praças, nos levam ao
ar do paraíso !  Então, porque falar das amarguras?
Nas tardes, só é belo o  teu sorriso! Nas tardes somos
livres,  de qualquer juízo ! Dancemos as musicas românticas,
no tablado molhado das tardes leves, de qualquer botequim ! 
Você “colombina”e ao redor, sempre um “Pierrô”...  
E eu, em teus braços, sempre teu amor “Arlequim”. Bybetonicou

sábado, 8 de dezembro de 2012

Situações...© Copyright


Sei que estou de passagem por realidades...
Também sei que chorar faz parte, e que
Sorrir pode ate amenizar a dor escondida...
Dura e’ a realidade da condição do humano...
Os erros são cobrados, os acertos reprimidos
E sofridos... Essa condição de aflições e alegrias...
Ser humano, e’ sonhar escondido na solidão das
Ilusões... Mas pode ser sonhar pelos vários caminhos
Que levam ao mar, ao mar das estações...

Sei que cada esquina nos leva a uma escolha...
E cada escolha nos leva a outra esquina...
E cada estação nos traz suas condições, e sentidos...
Penso que a vida, e’ como ar que vai se esvaziando...
E esse mesmo ar preenche outras vidas, que vão
Se esvaziar, e deixar seus rastros nas paisagens...
Sei que cada bolha de sabão traz em si um poema...
E que cada dente de leão, eleva ao ar suas pétalas
De leveza...
Toda rosa tem seus espinhos, e com cuidado
Pode-se colher apenas o carinho, e a delicadeza
De suas pétalas de veludo.

Há caminhos que nos levam a um abismo profundo...
Há vertentes que saciam a sede do descontente...
Há os felizes que vertem as alegrias do mundo...
Há!- eu vago nas passagens, e observo o sol poente...

E sobre o deserto, procuro um oásis de clemência...
Procuro pelas águas, nas areias desertas... Procuro
Quebrar os grilhões... Libertar-me, vagar nas descobertas...
No humano, navego por entre as corredeiras...
No espírito, vago sóbrio... Souto nas notas das canções...
Livre do baque das intempéries... Livre do aperto dos grilhões...
Há!- triste alegria e’ essa condição do humano...
 O de querer "ser, ou não ser" nas questões...
 .Bybetonicou