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curvas, retas e esquinas

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ternura, ternura...© Copyright


Quero um amor fácil, delicado, sem farpas e sem o peso da paixão...
Não encontrando farei companhia, a quem deveras me ama e não
nunca deixa  eu estar só; a solidão..
Quero a companhia singela que se quebra, diante da rudeza...
Quero este amor de muralhas que não se quebra nas incertezas...
Quero um amor tranqüilo, daqueles que adormecem os sentidos...
Um amor de jardim de céu  que floresce os corações partidos...
Quero da vida a pureza do cheiro de jasmim... Quero o silencio
Do amor sóbrio sobre mim... O amor não se ilude, não explode
em gritos... O amor não e’ paixão, esse pobre desejo dos afritos..                                                Quero a ternura de um beijo, um choque de emoções sem medos.
Quero o eterno e puro desejo, de gostar sem segredos...
Quero a doçura do mel que nasce da flor... Este amor sem as causas
que levam ao amargor... Quero um fruto macio, de sabor terno,
Delicado e  sem rancor... O amor, sempre encanta em gestos suaves,
Ternos, e límpidos... Quero a nostalgia singela, sem o silencio dos sigilos...
Pois no amor, tudo e’ às claras, sem receios, sem sentimentos fingidos...
Quero o amor das brisas, de alentos... Enganar  a vida  que e’ assim, feito
Cata-ventos... Entregue aos ares e a mercê dos ventos...
Quero um amor que ampare e amoleça os duros momentos...
Quero um amor que sare as feridas dos desapontamentos... Bybetonicou

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Desejo © Copyright


No verão, segue quente a pele nua...
Estação que transpira a pele crua...
E nas mãos, o suor que escorrega
Emoções,...  nos beijos sobem aos ares
As sensações...
Esta voz quebra o silencio dos sentidos...
Canta a voz, teu soprano nos versos de gritos...
Neste Jogo de desejos é dois sois...
Entreguem á imensidão... Infinitos...

Nos jardins, seguem as águas dos desejos...
Regam enfim, as flores vermelhas de teus beijos...
E no verde do leito, olhamos nosso céu.
Baixam as mãos no silencio descendo teu véu.
No céu azul, lindas formas de nuvens, trazem 
Ate a  mim, a ternura de poesia... E sob a chuva de
Teus beijos regem as notas de silencio, e agonia...
Lembramos que somos passageiros mortais...
Segue novo silencio, e na alegria dizemos; somos
Versos de amores Imortais!

Nossas mãos seguem as trilhas dos desejos...
Nas estações de sois, frios, flores e murchos medos,
Murcham os frutos temporãos... Nascem
No seu tempo, as estações de reais emoções...
Irreal, esse momento de desejos, e medos, onde 
Em teus beijos me perco... Somos dois seres,
Duas estações, dois segredos...
Irreais estas fontes que vertem os desejos...
As caricias de leves toques... Esta linguagem
E amor, de ternura de versos e beijos...By betonicou

terça-feira, 31 de julho de 2012

vida e fatos...© Copyright




Pesquiso as folhas deste jornal querendo
O que fazer desta vida. Leio as paginas de letras
Escuras, e esses vagos brancos da escrita...
E essas fotos que expressam os fatos querem
Preencher os meus Espaços vagos... Querem
Refletir as cores que causam, os meus abstratos.

 Pesquiso as noticias velhas que trazem os
Recados da nostalgia... Abstenho-me das noticias
Novas,que causam a cruel melancolia...
Percorro as letras mazelas procurando poesias
Singelas... No jornal desta vida, são noticias e
 Choros,  de ordinárias novelas.

Leio os fatos que narram os desesperos e vejo
A vida escrita nos espelhos... São as escuras noticias
Que refletem os fatos vermelhos...
 Pesquiso a amargura descrita e leio as linhas
prescritas bordando a amarga noticia, com as
Cores vivas da vida...

Leio as letras escritas no espelho e desmancho o
que revelam segredos... Desmancho o batom
Vermelho com a força suave, e molhada dos
Nossos beijos... Divago nesses espaços escritos, e
Vejo os anúncios explícitos... Corpos, alugados, e
Vendidos... Com dinheiro se compram os desejos
Nos cios...

 Leio os folhetos das guerras, vejo ali que tudo
Encerra-se... Esses capítulos Rudes e cruéis dos
 Tempos de mazelas...
Vejo a paz também escrita e  as bandeiras brancas
que acenam a vida... Acenos gestos de amor! Com um
Abraço, e um beijo, podem comemorar
O que e’ amar sem medida... Bybetonicou

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Reflexos...© Copyright



Escondo-me das tristezas na guarida...
Escondo-me nesta carne sempre viva...
Refresco-me em teus beijos de menina...
Afogo em teus braços as magoa ainda vivas...
Destroço os medos, apego aos teus apegos...
Verei de novo através desta neblina... Teus
Segredos... Vejo em teus olhos, o reflexo dos
Medos...

Sopro aos beijos, para poder suavizar a ferida.
Faço do teu meigo, e singelo jeito, o meu jeito
De vida... Afogo teus receios, nos meus anseios...
Venço teus medos, para te causar segredos...
Realço teus desejos, e te causo anseios...
Quero de novo, enlaçar teus brinquedos...
Sou criança, viro homem, nos teus anseios
De desejos...

Me solto aos ventos, afago teus longos cabelos...
Desarranjo, este teu jeito certo de amar...
Quero eu, atirar teu sossego aos ventos...
Desarranjar teus cabelos, de tanto querer afagar...
Poder sentir de novo, o sopro alegre da esperança...
Você mulher, eu criança, sou sol, você luar.
Nesse instante, sou furacão... Você e’ brisa leve
De soprar... Escondo-me das tristezas em teus seios...
Envolver-me, sem ter receios de afogar...
Ainda de novo, neste amor poder  brincar de borbulhar...By betonicou

terça-feira, 24 de julho de 2012

Momentos de estações.© Copyright


Onde há sol, há luz, há sombras, e vento.
Quando se fere, chora-se de dor... Mas o sorriso
Vem como um sopro de alento.
Esta leve vento, que conforta como toques de
brisas... Chega à ferida da pele, com frescor   
E sensações de ternas  caricias...

Onde correm os rios, ali se espera matar a
Fome... Foge- se do calor que incendeiam as
Matas, e serras... Onde o fogo tudo consome...
Alegrias geram inveja, que causam grandes
Dores ...  Esses seres de tristeza, que esquecem  
Da singeleza forte dos amores...

Onde anoitece, nascem também as belas manhãs
Os delírios se curam nos confortáveis, e macios divãs...
Quando a seca maltrata a terra, esperam-se bênçãos
De chuva... Uma gota de alegria...
Nas memórias, há sempre pensamentos de
 Que nos trazem nostalgia... Onde há esperança   
 De nova vida, plantam-se as fecundas romãs...
Doce , e trágica  ilusão, foi morder a delicia
Das maçãs...

Onde nasce o ódio, ainda pode brotar os frutos
Do amor...
Essa singela ternura, que faz a vida ser doce,
E ser leve, com suave sabor...
Na solidão moram as terríveis, e desesperadas
Angustias... Para uma nova vida, temos que trilhar
O caminho forte das lutas...

Florescem nos jardins de primavera... No verão
Cada instante pede a brisa... Anseiam-se os frios ares,
Que refrescam os calores, que minam a lida da vida...
Enrubesce o verde, na vergonha poética de outono...
Caem-se as flores, na gélida vinda do
Abandono... Este inverno, que anseia o calor da
Providencia... Queima as folhas, com seu frio cruel de
Decadência... Cada instante, cada estação, rege a luta 
Pela preciosa Sobrevivência. By betonicou

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mulheres...© Copyright


Sentiu as flores, um vento frio e cortante...
Sentiu calores, o gélido abraço angustiante...
Cresceram jasmins nos campos áridos
De amores, e sorriu pra mim, os lábios
Doces de Dolores.
Cantou leve canção e ressoou em voz, de 
Suaves dissonâncias. Bailou a beleza dançante e  
Tocou  chacoalhando  castanholas, em frenéticas
Ressonâncias...

Dançou para mim, os gestos delicados e desnudos
De Tereza.
Ecoaram-se, em meus ouvidos, os musicais sussurros 
de pureza...
Cantou em voz doce o soprano, de versos de Serena.
Implorou pelos pecados, a angustiada voz de Madalena...

Desabrocham-se, os jardins delicados de Açucena.
Sombreiam-se, de flores, os desejos ávidos por
Helena... Escrevem-se e cantam, sobre mulheres
 objetos de Atenas... É Maria que sempre encanta,
Com seus gestos d
e santíssimas cenas...

Voam os pensamentos, nos sábios delírios de Mecenas...
Vagueiam os desejos, pelas lindas curvas enfeitiçadas das
Sirenas... São ambiciosos anseios, pelos lábios doces de   
“Iracema”...
Mulheres inspiram os delírios, de todos os amores de poemas...
Sujeitam,  as mentes férteis ao castigo de rezas, de longas novenas...
Germinam e dão os seus frutos... Os vários nomes, das heroicas
e belas Helenas...By betonicou

sábado, 30 de junho de 2012

Infância e pobreza .© Copyright




Aquele menino guerreiro tem os passos na rudeza...
Na rua, em casa, na favela da incerteza...
Aquele menino guerreiro, luta a guerra da pobreza...
Nos campos, nos canaviais, ou na periferia de crueza...
Vivendo uma luta sem igual, facões com raça no canavial.
Levanta os braços nos açoites de cortes, a cada estação.
O rosto coberto esconde a guerra da triste condição.
Nas mãos, o calejo do açoite rude da infeliz situação...

Aquele menino guerreiro, trás as marcas da vida... Ainda
Que Sejam as marcas de um sorriso... Um disfarce de alegria
Na lida... Traz no coração a pureza de criança, ainda que
Que esta fase, encontra-se perdida...
Brinca de trabalhar, esta roda de ciranda sofrida...
Quando homem vem à tona, a criança pura escondida...
Agora e’ tempo de brincar, a inocência antes esquecida...
Tempo de fantasia incontida...

Tempo de colher o que ficou, tempo de brincar o
Que se plantou...
Tempo de sorrir feliz o riso escondido... Tirar a mascara
Do riso antes, disfarce aflito...
Aquele menino guerreiro virou homem, e brinca 
O que deixou de brincar... Tudo e’ feliz, e bonito!
Traz nas mãos, as marcas, que a vida guerreira marcou... no peito
A saudade, mesmo que dura lembrança! Mas a coragem
Venho, na luta que travou...
E os lábios ainda cantam os versos, que o menino guerreiro
Cantou. Bybetonicou