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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 31 de julho de 2012

vida e fatos...© Copyright




Pesquiso as folhas deste jornal querendo
O que fazer desta vida. Leio as paginas de letras
Escuras, e esses vagos brancos da escrita...
E essas fotos que expressam os fatos querem
Preencher os meus Espaços vagos... Querem
Refletir as cores que causam, os meus abstratos.

 Pesquiso as noticias velhas que trazem os
Recados da nostalgia... Abstenho-me das noticias
Novas,que causam a cruel melancolia...
Percorro as letras mazelas procurando poesias
Singelas... No jornal desta vida, são noticias e
 Choros,  de ordinárias novelas.

Leio os fatos que narram os desesperos e vejo
A vida escrita nos espelhos... São as escuras noticias
Que refletem os fatos vermelhos...
 Pesquiso a amargura descrita e leio as linhas
prescritas bordando a amarga noticia, com as
Cores vivas da vida...

Leio as letras escritas no espelho e desmancho o
que revelam segredos... Desmancho o batom
Vermelho com a força suave, e molhada dos
Nossos beijos... Divago nesses espaços escritos, e
Vejo os anúncios explícitos... Corpos, alugados, e
Vendidos... Com dinheiro se compram os desejos
Nos cios...

 Leio os folhetos das guerras, vejo ali que tudo
Encerra-se... Esses capítulos Rudes e cruéis dos
 Tempos de mazelas...
Vejo a paz também escrita e  as bandeiras brancas
que acenam a vida... Acenos gestos de amor! Com um
Abraço, e um beijo, podem comemorar
O que e’ amar sem medida... Bybetonicou

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Reflexos...© Copyright



Escondo-me das tristezas na guarida...
Escondo-me nesta carne sempre viva...
Refresco-me em teus beijos de menina...
Afogo em teus braços as magoa ainda vivas...
Destroço os medos, apego aos teus apegos...
Verei de novo através desta neblina... Teus
Segredos... Vejo em teus olhos, o reflexo dos
Medos...

Sopro aos beijos, para poder suavizar a ferida.
Faço do teu meigo, e singelo jeito, o meu jeito
De vida... Afogo teus receios, nos meus anseios...
Venço teus medos, para te causar segredos...
Realço teus desejos, e te causo anseios...
Quero de novo, enlaçar teus brinquedos...
Sou criança, viro homem, nos teus anseios
De desejos...

Me solto aos ventos, afago teus longos cabelos...
Desarranjo, este teu jeito certo de amar...
Quero eu, atirar teu sossego aos ventos...
Desarranjar teus cabelos, de tanto querer afagar...
Poder sentir de novo, o sopro alegre da esperança...
Você mulher, eu criança, sou sol, você luar.
Nesse instante, sou furacão... Você e’ brisa leve
De soprar... Escondo-me das tristezas em teus seios...
Envolver-me, sem ter receios de afogar...
Ainda de novo, neste amor poder  brincar de borbulhar...By betonicou

terça-feira, 24 de julho de 2012

Momentos de estações.© Copyright


Onde há sol, há luz, há sombras, e vento.
Quando se fere, chora-se de dor... Mas o sorriso
Vem como um sopro de alento.
Esta leve vento, que conforta como toques de
brisas... Chega à ferida da pele, com frescor   
E sensações de ternas  caricias...

Onde correm os rios, ali se espera matar a
Fome... Foge- se do calor que incendeiam as
Matas, e serras... Onde o fogo tudo consome...
Alegrias geram inveja, que causam grandes
Dores ...  Esses seres de tristeza, que esquecem  
Da singeleza forte dos amores...

Onde anoitece, nascem também as belas manhãs
Os delírios se curam nos confortáveis, e macios divãs...
Quando a seca maltrata a terra, esperam-se bênçãos
De chuva... Uma gota de alegria...
Nas memórias, há sempre pensamentos de
 Que nos trazem nostalgia... Onde há esperança   
 De nova vida, plantam-se as fecundas romãs...
Doce , e trágica  ilusão, foi morder a delicia
Das maçãs...

Onde nasce o ódio, ainda pode brotar os frutos
Do amor...
Essa singela ternura, que faz a vida ser doce,
E ser leve, com suave sabor...
Na solidão moram as terríveis, e desesperadas
Angustias... Para uma nova vida, temos que trilhar
O caminho forte das lutas...

Florescem nos jardins de primavera... No verão
Cada instante pede a brisa... Anseiam-se os frios ares,
Que refrescam os calores, que minam a lida da vida...
Enrubesce o verde, na vergonha poética de outono...
Caem-se as flores, na gélida vinda do
Abandono... Este inverno, que anseia o calor da
Providencia... Queima as folhas, com seu frio cruel de
Decadência... Cada instante, cada estação, rege a luta 
Pela preciosa Sobrevivência. By betonicou

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mulheres...© Copyright


Sentiu as flores, um vento frio e cortante...
Sentiu calores, o gélido abraço angustiante...
Cresceram jasmins nos campos áridos
De amores, e sorriu pra mim, os lábios
Doces de Dolores.
Cantou leve canção e ressoou em voz, de 
Suaves dissonâncias. Bailou a beleza dançante e  
Tocou  chacoalhando  castanholas, em frenéticas
Ressonâncias...

Dançou para mim, os gestos delicados e desnudos
De Tereza.
Ecoaram-se, em meus ouvidos, os musicais sussurros 
de pureza...
Cantou em voz doce o soprano, de versos de Serena.
Implorou pelos pecados, a angustiada voz de Madalena...

Desabrocham-se, os jardins delicados de Açucena.
Sombreiam-se, de flores, os desejos ávidos por
Helena... Escrevem-se e cantam, sobre mulheres
 objetos de Atenas... É Maria que sempre encanta,
Com seus gestos 
e santíssimas cenas...

Voam os pensamentos, nos sábios delírios de Mecenas...
Vagueiam os desejos, pelas lindas curvas enfeitiçadas das
Sirenas... São ambiciosos anseios, pelos lábios doces de   
“Iracema”...
Mulheres inspiram os delírios, de todos os amores de poemas...
Sujeitam,  as mentes férteis ao castigo de rezas, de longas novenas...
Germinam e dão os seus frutos... Os vários nomes, das heroicas
e belas Helenas...By betonicou

sábado, 30 de junho de 2012

Infância e pobreza .© Copyright




Aquele menino guerreiro tem os passos na rudeza...
Na rua, em casa, na favela da incerteza...
Aquele menino guerreiro, luta a guerra da pobreza...
Nos campos, nos canaviais, ou na periferia de crueza...
Vivendo uma luta sem igual, facões com raça no canavial.
Levanta os braços nos açoites de cortes, a cada estação.
O rosto coberto esconde a guerra da triste condição.
Nas mãos, o calejo do açoite rude da infeliz situação...

Aquele menino guerreiro, trás as marcas da vida... Ainda
Que Sejam as marcas de um sorriso... Um disfarce de alegria
Na lida... Traz no coração a pureza de criança, ainda que
Que esta fase, encontra-se perdida...
Brinca de trabalhar, esta roda de ciranda sofrida...
Quando homem vem à tona, a criança pura escondida...
Agora e’ tempo de brincar, a inocência antes esquecida...
Tempo de fantasia incontida...

Tempo de colher o que ficou, tempo de brincar o
Que se plantou...
Tempo de sorrir feliz o riso escondido... Tirar a mascara
Do riso antes, disfarce aflito...
Aquele menino guerreiro virou homem, e brinca 
O que deixou de brincar... Tudo e’ feliz, e bonito!
Traz nas mãos, as marcas, que a vida guerreira marcou... no peito
A saudade, mesmo que dura lembrança! Mas a coragem
Venho, na luta que travou...
E os lábios ainda cantam os versos, que o menino guerreiro
Cantou. Bybetonicou

domingo, 24 de junho de 2012

Anjos, e mascaras.© Copyright


Por entre as nuvens vislumbro, o olhar que brilha
E desassossega... Este fitar de azul de mar.
Longe da terra. Esses espaços vazios que precedem,
O breve instante do acordar...
Longe do beijo morno e da inocência singela...
 Os abraços que todo sentimento segreda... Neste
cantinho de sombra, ante a luz de vela que desvela
essas retinas que teimam,  em mostrar o que
Alem do véu se revela...

Neste ermo sem remo, a velejar sob as mazelas
escondidas ouso secar,  de teus olhos lagrimas
lúgubres e  incontidas...
E este olhar,  tão distante. Este vazio que tudo devora.
A inquietação que a este delicado rosto consome e 
a emoção,  do sentimento rude que deplora...

Neste momento deserto, este meu riso mais belo
deseja  sonhar-te mais feliz, mais sorridente almeja...
A solidão que este teu caminhar noturno segrega...
O contraste que o meu dia, de sol pleno revela, 
na esperança que reside o remédio,  para a triste espera.
Levo a você o sentimento profundo, sem causa,
sem espanto... Apenas da paixão. Um leve ardor
Perto do sol e no azul das estrelas, um leve toque de cor...

Vagueio,  por entre os caminhos, acima das nuvens de
Chuvas. Longe da tempestade que entorna suas gotas
de água de lamurias...
Embaçam teus olhos molhados, as sombras que rodeiam
São agruras... Fecham-se,  os olhos cansados ao verem
Tamanha agonia... Cai a mascara e  mostra-se,  a personagem vil
Melancolia... Faça se luz! Dispa-se da grinalda sombria!
Faça-se luz! Cubra-se,  do claro véu de harmonia.   Bybetonicou

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Orvalho e jardins ...© Copyright



Serenou numa noite fria... Teu calor voltou, e com olhar de lua, com ternura olhou. Teu Corpo molhado de sereno esfregou-me. Tua flor vermelha rubra sossegou-me, e teu sorriso alegre desafogou-me da tristeza. Serenou sobre mim teus olhos de deusa voando, além das tempestades que surram o viço. Sobre mim pousa teus cabelos negros afogando-me, em teu cheiro de doce feitiço. Sobre a pele crua nos derretemos nos segredos. Serenou numa manhã, nos jardins de nossa Infância, onde dançamos nossa doce ciranda desfazendo-nos, de nossos inocentes medos. Nessa brincadeira de roda, nos desmanchando em beijos. Serenaram em nossas cabeças os leves pingos de amor, nesse nosso pequeno espaço de brinquedos. Serenou sobre as pétalas brancas, o sereno rubro de desejos... Respingou sobre as flores murchas, nossos anseios ávidos de odor. Reacendeu sobre elas o fecundo farto de repentinos lampejos. Fecundaram-se no jardim, novos rebentos de flor. Orvalhou na sequidão, no deserto de nossos negros medos. Neste momento de orvalhos serenos faremos deste curto espaço de ensejos, versos claros de amor; sem anseios.  No vazio murcho das folhas de outono orvalhou Respingos de cor. Serenou, em nossos secos segredos.


Arte : soulful woman guidance cards e Gustav klimt



bybetonicou