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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mulheres...© Copyright


Sentiu as flores, um vento frio e cortante...
Sentiu calores, o gélido abraço angustiante...
Cresceram jasmins nos campos áridos
De amores, e sorriu pra mim, os lábios
Doces de Dolores.
Cantou leve canção e ressoou em voz, de 
Suaves dissonâncias. Bailou a beleza dançante e  
Tocou  chacoalhando  castanholas, em frenéticas
Ressonâncias...

Dançou para mim, os gestos delicados e desnudos
De Tereza.
Ecoaram-se, em meus ouvidos, os musicais sussurros 
de pureza...
Cantou em voz doce o soprano, de versos de Serena.
Implorou pelos pecados, a angustiada voz de Madalena...

Desabrocham-se, os jardins delicados de Açucena.
Sombreiam-se, de flores, os desejos ávidos por
Helena... Escrevem-se e cantam, sobre mulheres
 objetos de Atenas... É Maria que sempre encanta,
Com seus gestos 
e santíssimas cenas...

Voam os pensamentos, nos sábios delírios de Mecenas...
Vagueiam os desejos, pelas lindas curvas enfeitiçadas das
Sirenas... São ambiciosos anseios, pelos lábios doces de   
“Iracema”...
Mulheres inspiram os delírios, de todos os amores de poemas...
Sujeitam,  as mentes férteis ao castigo de rezas, de longas novenas...
Germinam e dão os seus frutos... Os vários nomes, das heroicas
e belas Helenas...By betonicou

sábado, 30 de junho de 2012

Infância e pobreza .© Copyright




Aquele menino guerreiro tem os passos na rudeza...
Na rua, em casa, na favela da incerteza...
Aquele menino guerreiro, luta a guerra da pobreza...
Nos campos, nos canaviais, ou na periferia de crueza...
Vivendo uma luta sem igual, facões com raça no canavial.
Levanta os braços nos açoites de cortes, a cada estação.
O rosto coberto esconde a guerra da triste condição.
Nas mãos, o calejo do açoite rude da infeliz situação...

Aquele menino guerreiro, trás as marcas da vida... Ainda
Que Sejam as marcas de um sorriso... Um disfarce de alegria
Na lida... Traz no coração a pureza de criança, ainda que
Que esta fase, encontra-se perdida...
Brinca de trabalhar, esta roda de ciranda sofrida...
Quando homem vem à tona, a criança pura escondida...
Agora e’ tempo de brincar, a inocência antes esquecida...
Tempo de fantasia incontida...

Tempo de colher o que ficou, tempo de brincar o
Que se plantou...
Tempo de sorrir feliz o riso escondido... Tirar a mascara
Do riso antes, disfarce aflito...
Aquele menino guerreiro virou homem, e brinca 
O que deixou de brincar... Tudo e’ feliz, e bonito!
Traz nas mãos, as marcas, que a vida guerreira marcou... no peito
A saudade, mesmo que dura lembrança! Mas a coragem
Venho, na luta que travou...
E os lábios ainda cantam os versos, que o menino guerreiro
Cantou. Bybetonicou

domingo, 24 de junho de 2012

Anjos, e mascaras.© Copyright


Por entre as nuvens vislumbro, o olhar que brilha
E desassossega... Este fitar de azul de mar.
Longe da terra. Esses espaços vazios que precedem,
O breve instante do acordar...
Longe do beijo morno e da inocência singela...
 Os abraços que todo sentimento segreda... Neste
cantinho de sombra, ante a luz de vela que desvela
essas retinas que teimam,  em mostrar o que
Alem do véu se revela...

Neste ermo sem remo, a velejar sob as mazelas
escondidas ouso secar,  de teus olhos lagrimas
lúgubres e  incontidas...
E este olhar,  tão distante. Este vazio que tudo devora.
A inquietação que a este delicado rosto consome e 
a emoção,  do sentimento rude que deplora...

Neste momento deserto, este meu riso mais belo
deseja  sonhar-te mais feliz, mais sorridente almeja...
A solidão que este teu caminhar noturno segrega...
O contraste que o meu dia, de sol pleno revela, 
na esperança que reside o remédio,  para a triste espera.
Levo a você o sentimento profundo, sem causa,
sem espanto... Apenas da paixão. Um leve ardor
Perto do sol e no azul das estrelas, um leve toque de cor...

Vagueio,  por entre os caminhos, acima das nuvens de
Chuvas. Longe da tempestade que entorna suas gotas
de água de lamurias...
Embaçam teus olhos molhados, as sombras que rodeiam
São agruras... Fecham-se,  os olhos cansados ao verem
Tamanha agonia... Cai a mascara e  mostra-se,  a personagem vil
Melancolia... Faça se luz! Dispa-se da grinalda sombria!
Faça-se luz! Cubra-se,  do claro véu de harmonia.   Bybetonicou

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Orvalho e jardins ...© Copyright



Serenou numa noite fria... Teu calor voltou, e com olhar de lua, com ternura olhou. Teu Corpo molhado de sereno esfregou-me. Tua flor vermelha rubra sossegou-me, e teu sorriso alegre desafogou-me da tristeza. Serenou sobre mim teus olhos de deusa voando, além das tempestades que surram o viço. Sobre mim pousa teus cabelos negros afogando-me, em teu cheiro de doce feitiço. Sobre a pele crua nos derretemos nos segredos. Serenou numa manhã, nos jardins de nossa Infância, onde dançamos nossa doce ciranda desfazendo-nos, de nossos inocentes medos. Nessa brincadeira de roda, nos desmanchando em beijos. Serenaram em nossas cabeças os leves pingos de amor, nesse nosso pequeno espaço de brinquedos. Serenou sobre as pétalas brancas, o sereno rubro de desejos... Respingou sobre as flores murchas, nossos anseios ávidos de odor. Reacendeu sobre elas o fecundo farto de repentinos lampejos. Fecundaram-se no jardim, novos rebentos de flor. Orvalhou na sequidão, no deserto de nossos negros medos. Neste momento de orvalhos serenos faremos deste curto espaço de ensejos, versos claros de amor; sem anseios.  No vazio murcho das folhas de outono orvalhou Respingos de cor. Serenou, em nossos secos segredos.


Arte : soulful woman guidance cards e Gustav klimt



bybetonicou

terça-feira, 5 de junho de 2012

Voz de Musa.© Copyright



Ouvir-te?! Ouvir de ti, versos risonhos... Sentir teus
Abraços largos Envolver-me nas tenazes de teus sonhos...
Os teus versos gentis, dados à poesia perene... Convertem
Em clareza, fazem da vida, um breve momento solene...
Tua fonte de versos, que vertem em águas tranqüilas...
Banham-me, em tuas vertentes cristalinas... Sagrado colírio,
Para minhas abençoadas, e claras retinas... Neste tablado, que e’ a vida...
O palco, e das artes, a galeria... Dançamos, e alegramos                                                                                   
Os passos confusos do caos, das fervidas vias das periferias...

Ouvir-te, o que balbucia em meus ouvidos, numa clareza
Às vezes ofuscada... Sentir no coração, as palavras benditas
Pronunciadas... Antes mesmo, de tua boca profetiza-las...
 Sobre os versos que fazem moradia... No alvo papel, que
Sempre espera os sentimentos escritos... Fazem-se gotas de
Esperança, e consolo... São pontos de cores, que preenchem
Os espaços dos sentimentos opacos, e vazios...

Ouvir-te sem relutar!Os teus pontos que findam cada
Noção de pensamentos... Também ouvir-te em vírgulas,
Que separam emoções, a clareza, e às vezes, das ofuscadas
Leituras sem  discernimentos...
Acolho-te, como Musa guardiã... Fonte, no estiar das estações
Dos meus sentimentos...
E na clareza dos versos, nas prosas, nos teus sinais de pingos,
 E vírgulas de vida... Tu minha Musa inspiradora! Dos mágicos
Sentidos da escrita... Inspira-me no vazio, das estações estéreis
Da triste, e rubra despedida...Bybetonicou

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ventos de nostalgia... © Copyright

Saudades!
Nostálgica sensação, de momentos passados vividos.
Sinto a faltosa alegria, do teu rosto de largos sorrisos...
O passado que acerca, o presente, em que a felicidade sorriu...
 Cria-se lagrima espessa...  Pranteiam as águas que se sentiu...
Neste mundo, onde a saudade entristece o semblante...
Divagam na minha mente, as lembranças do momento
Infante... Caminha em meus medos, o desejoso anseio
Deste saudoso, e completo instante...

E quando à saudade aperta... teu riso sereno, ainda
Vejo... No meu viver, tu ainda me cercas... Sentir
Tua falta, e’ meu consolo, mesmo que dolorido desejo...
No meu coração que um dia sentiu, e viu... A dor
Abre no coração , as suas frestas... Ai que sofrimento cruel!
 Pois tua presença, no meu peito ,bate forte, e ás pressas ...  
 No Pulsar da saudade, a dor que esmaga coração
Ressentiu... Carrego no peito, a sofrida, e enraizada
memoria ... Nossos momentos felizes, que
Outrora o meu coração viveu, e sorriu...

A felicidade era noite, e dia... Todo o passado,
Teima em doer, em crescente nostalgia...
Percorre o peito, a dor pulsante de leve melancolia...
Relembro ainda, ao som de vitrola... Cantada
Em um doce, e terna melodia...
O meu ser, todo se consola... Ouvir tua herança,
De eterna, e linda poesia... Ouvir (Hey Jude!)

As notas suaves, que abrem as portas do coração...
Atenuam essa hora incerta, de melancólica emoção...  
Revivo a beleza de tua predileta, e linda canção...
Se onde estiver, puder ouvir os soluços de 
De minha saudade... Se puderes, balbucie
Em meus ouvidos, confortos de felicidade...
Ainda bate em meu peito, o pulsar, a tua imensa,
 E cruel saudade...  Mas deixei de lado a amargura...
 Esses anseios profanos de piedade...

Essa dor tão profunda, E tu, tão perto, e distante...  
Desfaço a dor do meu peito, Tua lembrança, se faz luzente...
Ai, onde você esta...  Veja irmão amigo!  Ouço abaixo 
A tua incrustada noção... Cante teus preferidos versos comigo!
 Do teu Céu de giz... A tua canção, de querer ser forte,
 E feliz... Neste dia, celebraremos a tua forma de oração...
Que clama e diz :” Hey jude”! By betonicou
( Ao irmão que se foi.)

domingo, 6 de maio de 2012

Olhar noturno © Copyright









Meus olhos brincam no escuro e são vagos, os meus sentidos de olhar.
  Vislumbro meus ares noturnos e são singelas, as minhas janelas de sonhar. Espalho-me nos sonhos dos meus segredos e distraio-me, no universo dos meus medos.... Olhos me fitam e retorno, sem medo o fitar. Espelho as cenas na ilusão de ótica e faço voar, as minhas asas na surreal caótica.... Meus olhos brincam de entrever e também vasculha todo o espaço, esse meu ser. Voam pelos ares do meu quarto seres mágicos que são, o meu descortinar a divagar nos vazios.... Distraio-me,  nas fantasias dos meus portos seguros o vislumbrar pelas janelas, do olhar e perceber o vácuo, dos espaços sombrios…Aclaro-me dos medos, de olhar no escuro. É esse, o universo inseguro de ver meus olhos espelhos.... Os olhos que enxergo brilhantes, são meus olhos refletidos, nos escuros anseios. Apego-me nos sentidos escondidos que é, o de olhar o vazio e preenche-lo, dos divagantes e sonhadores confortos  de minha cama; fitando o negro espaço do meu ar.  Vislumbro, os seres que voam na ilusão do meu olhar brincando, um voo alto no sentido de notar.... Meus olhos, são janelas espelhos que refretem minhas sensações…Meus olhos brilham no escuro preenchendo o espaço vazio, ainda sombrio e tênue, de minhas emoções. Meus olhos refletem, a luz que no escuro teimo em enxergar.... No breu, em volta do meu leito, meus olhos claros teimam em descortinar o olhar....
 By betonicou