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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 5 de junho de 2012

Voz de Musa.© Copyright



Ouvir-te?! Ouvir de ti, versos risonhos... Sentir teus
Abraços largos Envolver-me nas tenazes de teus sonhos...
Os teus versos gentis, dados à poesia perene... Convertem
Em clareza, fazem da vida, um breve momento solene...
Tua fonte de versos, que vertem em águas tranqüilas...
Banham-me, em tuas vertentes cristalinas... Sagrado colírio,
Para minhas abençoadas, e claras retinas... Neste tablado, que e’ a vida...
O palco, e das artes, a galeria... Dançamos, e alegramos                                                                                   
Os passos confusos do caos, das fervidas vias das periferias...

Ouvir-te, o que balbucia em meus ouvidos, numa clareza
Às vezes ofuscada... Sentir no coração, as palavras benditas
Pronunciadas... Antes mesmo, de tua boca profetiza-las...
 Sobre os versos que fazem moradia... No alvo papel, que
Sempre espera os sentimentos escritos... Fazem-se gotas de
Esperança, e consolo... São pontos de cores, que preenchem
Os espaços dos sentimentos opacos, e vazios...

Ouvir-te sem relutar!Os teus pontos que findam cada
Noção de pensamentos... Também ouvir-te em vírgulas,
Que separam emoções, a clareza, e às vezes, das ofuscadas
Leituras sem  discernimentos...
Acolho-te, como Musa guardiã... Fonte, no estiar das estações
Dos meus sentimentos...
E na clareza dos versos, nas prosas, nos teus sinais de pingos,
 E vírgulas de vida... Tu minha Musa inspiradora! Dos mágicos
Sentidos da escrita... Inspira-me no vazio, das estações estéreis
Da triste, e rubra despedida...Bybetonicou

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ventos de nostalgia... © Copyright

Saudades!
Nostálgica sensação, de momentos passados vividos.
Sinto a faltosa alegria, do teu rosto de largos sorrisos...
O passado que acerca, o presente, em que a felicidade sorriu...
 Cria-se lagrima espessa...  Pranteiam as águas que se sentiu...
Neste mundo, onde a saudade entristece o semblante...
Divagam na minha mente, as lembranças do momento
Infante... Caminha em meus medos, o desejoso anseio
Deste saudoso, e completo instante...

E quando à saudade aperta... teu riso sereno, ainda
Vejo... No meu viver, tu ainda me cercas... Sentir
Tua falta, e’ meu consolo, mesmo que dolorido desejo...
No meu coração que um dia sentiu, e viu... A dor
Abre no coração , as suas frestas... Ai que sofrimento cruel!
 Pois tua presença, no meu peito ,bate forte, e ás pressas ...  
 No Pulsar da saudade, a dor que esmaga coração
Ressentiu... Carrego no peito, a sofrida, e enraizada
memoria ... Nossos momentos felizes, que
Outrora o meu coração viveu, e sorriu...

A felicidade era noite, e dia... Todo o passado,
Teima em doer, em crescente nostalgia...
Percorre o peito, a dor pulsante de leve melancolia...
Relembro ainda, ao som de vitrola... Cantada
Em um doce, e terna melodia...
O meu ser, todo se consola... Ouvir tua herança,
De eterna, e linda poesia... Ouvir (Hey Jude!)

As notas suaves, que abrem as portas do coração...
Atenuam essa hora incerta, de melancólica emoção...  
Revivo a beleza de tua predileta, e linda canção...
Se onde estiver, puder ouvir os soluços de 
De minha saudade... Se puderes, balbucie
Em meus ouvidos, confortos de felicidade...
Ainda bate em meu peito, o pulsar, a tua imensa,
 E cruel saudade...  Mas deixei de lado a amargura...
 Esses anseios profanos de piedade...

Essa dor tão profunda, E tu, tão perto, e distante...  
Desfaço a dor do meu peito, Tua lembrança, se faz luzente...
Ai, onde você esta...  Veja irmão amigo!  Ouço abaixo 
A tua incrustada noção... Cante teus preferidos versos comigo!
 Do teu Céu de giz... A tua canção, de querer ser forte,
 E feliz... Neste dia, celebraremos a tua forma de oração...
Que clama e diz :” Hey jude”! By betonicou
( Ao irmão que se foi.)

domingo, 6 de maio de 2012

Olhar noturno © Copyright









Meus olhos brincam no escuro e são vagos, os meus sentidos de olhar.
  Vislumbro meus ares noturnos e são singelas, as minhas janelas de sonhar. Espalho-me nos sonhos dos meus segredos e distraio-me, no universo dos meus medos.... Olhos me fitam e retorno, sem medo o fitar. Espelho as cenas na ilusão de ótica e faço voar, as minhas asas na surreal caótica.... Meus olhos brincam de entrever e também vasculha todo o espaço, esse meu ser. Voam pelos ares do meu quarto seres mágicos que são, o meu descortinar a divagar nos vazios.... Distraio-me,  nas fantasias dos meus portos seguros o vislumbrar pelas janelas, do olhar e perceber o vácuo, dos espaços sombrios…Aclaro-me dos medos, de olhar no escuro. É esse, o universo inseguro de ver meus olhos espelhos.... Os olhos que enxergo brilhantes, são meus olhos refletidos, nos escuros anseios. Apego-me nos sentidos escondidos que é, o de olhar o vazio e preenche-lo, dos divagantes e sonhadores confortos  de minha cama; fitando o negro espaço do meu ar.  Vislumbro, os seres que voam na ilusão do meu olhar brincando, um voo alto no sentido de notar.... Meus olhos, são janelas espelhos que refretem minhas sensações…Meus olhos brilham no escuro preenchendo o espaço vazio, ainda sombrio e tênue, de minhas emoções. Meus olhos refletem, a luz que no escuro teimo em enxergar.... No breu, em volta do meu leito, meus olhos claros teimam em descortinar o olhar....
 By betonicou

domingo, 22 de abril de 2012

Coração guerreiro... © Copyright






Um sonho rosa, de flores  amarelas, brancas e  vermelhas.
Um sol nascente, onde brotam e florescem as rosadas
cerejeiras. Uma sina de guerra... As espadas sibilam,
ao ar e  ecoam os gritos dementes, onde o sangue tinge de
escarlate as cores, e ali,  e´o lugar que o nascente vira poente....

Um sonho, de poesia de flores, de zen jardins...
Um sonho sereno, com catanas em suas saias esguias, 
e nas mãos um maço de flores de jasmins...
Um sonho do shamisen,  onde florescem as notas de
pétalas musicais. Um sonho nostálgico, da terra deixada
para traz. Um sonho de guerreiro, de dedilhar
canções que fazem brotar as  saudades lacrimais.

Assim nascem, os corações descontentes... Um sonho
 de paz, onde nos jardins germinam, a esperança das flores
ausentes. No solo de batalha, a espada frenética no ar vai 
Dançando a morte que espreita... Nos ares espreitam
os seres que esperam a sangrenta e triste colheita...
Choram e gritam as almas, sob a cor sangrenta do luar.

O guerreiro traz consigo, o seu fio cortante de morte e 
em seu coração, um jardim de canções e a singeleza de um
Forte... Em sua sina de guerras brotam os frutos da amargura.
A batalha,  se trava com o seu outro lado; o lado de ternura.
Traz, dentro de si a fome dos cortes,  de sangue e de  dores, 
 Junto a delicadeza, do zen jardim de flores...

São gritos, de angustia e dor .  São contrastes, com as canções
Singelas de amor. Sonhos de dois mundos...  Uma lagrima sem
Cor, ou a doce, e pura água que se esvai... São sonhos, são                                                                            

Guerras... é ódio, é amor!  Uma amizade pura, outra que trai...
Dores,  canções e flores singelas... A eterna guerra de um “Samurai”.                   Bybetonicou

segunda-feira, 9 de abril de 2012

sonhos e sereias... © Copyright



Calçando sapatos velhos e  andando sobre terra vermelhas.
Um passo, tiro os calçados, nas calçadas ao redor das areias.
Sentindo o ar serenando, ouço vozes cantantes no ar...
Um canto com seus versos chamando, invocando a magia do mar...
Chamam-me ao mar dos meus sonhos... Cantam versos gostosos
De rimar... E nos meus delírios, desejos insanos... Encanto-me com a  
Voz de sonhar... Canta, e encanta, com voz de soprano, sopra
Versos de canções de ninar...


Descalço em meu irreal mundo, vejo-me sob o sol escaldante
Refresco-me com água de coco, deixo pra traz meu ar ofegante...
Desenho meus passos na areia branca, e  ponho-me a caminhar
Cantando... Os tons de versos, que exaltam as belezas do mar.
Um Tapume separa os anseios... O real, e o irreal de sonhar.
Ouço sons dissonantes, cantantes...  São minhas fantasias com
Sereias... Neste meu mar de divagar... Ha seres que emitem  sons,
Que amenizam os medos, e fazem a falsa coragem brotar...

Caminho sobre as areias salgadas, descanso sob as sombras
De um sape... Ao longe teu sorriso benfazejo... Cantando,
Vou encontrar Você... Um barquinho de pesca, e suas tabuas
Molhadas... Descansa na calmaria da areia... Espera novas remadas...
Remando, navego em direção ao que me anseia... Nos ombros
Pendurados, meus sapatos velhos balançam ao sabor dos  ventos... ..
Meu rosto antes cansado, traz agora um semblante, e gesto, serenos...
Vou em direção aos teus versos, navegando acima das minhas ondas, e
Meus devaneios...


Alcanço, e entrego-me aos teus laços... Fantasias de meus sonhos
Delirantes... Entrego-me aos teus versos, que são belos, livres, e
Constantes... Meus sapatos surrados, e calejados de andar sob
As minhas angustiantes, quentes, e frágeis areias...                            
Vão agora à deriva, junto ao o barco acima das marés, que agora,                                                                       Fazem-se cheias...

Encontro-me no aconchego dos seus braços... São os destinos, de duas
Vidas... A minha, antes alheia...
Nadamos rumo ao fundo dos meus sonhos... Você em meus braços,
E eu, nos seus braços de sereia...
Vamos assobiando, e cantando envoltos, no meu mar de sonhos... Que
Envolve-nos, e rodeia...
Acima ouço outros versos, que exaltam a outra beleza...
A beleza que acende as paixões... Outros sonham, e cantam...
Fez-se noite... Noite  de lua cheia... By betonicou

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sonhos de fumaça © Copyright




Serpenteiam os vagões de ferro, pelas trilhas de Minas.
Às margens dos riachos cristalinos ecoam, os cânticos
das Iaras; “cantoras Carolinas”...
Ecoam pelas montanhas, seus sustenidos bramidos e
treme  todo o chão, o gigante rasteiro sobre os trilhos.
Vagueia nas trilhas serpentinas, a Maria fumaça
chamada de Trem.
Rasga as colinas de Minas a cobra de ferro, com seus
anéis que é  seu comboio, com mais de cem...
Permeiam as matas, os trilhos que são  trilhas das marias mineiras...
São veios  de jóias Incrustadas que  trazem alegrias as vidas
ribeiras.

Nos trilhos viaja a Maria,  e de sua lenha exala
a fumaça.
Leva e traz  aos recantos de Minas, as gostosuras:
O açúcar de cana, e a mais pura cachaça.
Serpenteia nas matas a vida mineira. Vários apitos
no vai e vem.
Ao longe, se vê a fumaça que a magia da terra retém . 

Nos templos áureos e  belos tempos de Minas
Cozinhando estão,  as donas das varias cozinhas.
Do sagrado fogo sobe a fumaça sobre as neblinas...
Cozinham-se  os frutos da alma e as delicias, 
de todas as casas e cantinas.
Brotos da terra das farturas. Ferve-se a cana e
forma-se  o melaço da rapadura.
Cultura gloriosa que nos retrata, e que 
no eterno tempo perdura.

Serpenteiam os vagões, por entre as matas nas
Verdejantes colinas...
Ao longe, se vê a fumaça de suas narinas...
Chega a “formosa” Maria trazendo o cheiro das matas.
O cheiro verde das campinas.
Nas estações, o destino as nossas esquinas,  onde moram
Os sons  de "mil tons" e   o cântico das “Iaras Carolinas”...
Mágicas e sonoras melodias fazem a fascinação das
riquezas de Minas ! 
As Minas, das varias e sonoras esquinas !  Levadas e trazidas
No lombo de ferro, de nossas fortes e esfumaçadas Marias. By betonicou

quarta-feira, 14 de março de 2012

Desertos e jardins...© Copyright



Sob a terra árida, de clima ardente ou gélido...
Sofrem as almas tristes. E distantes do refrigério.
Sob o jugo dos sentimentos tristes... Corações
Amargos do fel de engano...
Da primavera acinzentaram as cores, e as flores,
Ao cruel destino do abandono.
Anelam a esperança de algum brilho, nas terras
Tristes do insano... Tornam-se folhas murchas,
Secas, que caem das arvores tristes de outono.

Cobiçam por sentimentos meigos, no triste
Momento de dor, e desalentos... Carecem das
Águas Tranquilas das sombras, e das caricias
Ternas e leves, das brisas suaves dos ventos...
Cobrem-se de negros véus, a carne desnuda...
Desesperam-se, sob o triste céu cinza sem cor...
Vivem a Lembrança Amarga Infecunda... Cruéis
Sinas de dor!

Aspiram aos momentos tranquilos,
Para saírem do Próprio inferno... Nos corações
 Um sopro gélido, dos Baixos graus de intenso
Inverno... Padecem de um mal profundo... Nos  
Semblantes vazios, os medos... Oram aos céus,
Á esperança... O de Viver novamente o pleno desejo...
O de amar, e ser amado, para novamente brincar de 
 Sorrir... Reter nos corações, o orvalho, e assim voltar a
Florir...

Oram o desejo, e o anseio de pintar o tom cinza,
 De alegres tons de cor... Rever novamente o conceito,
 De novo a paz, Sentir o frescor...  Não mais confundir,
 A tempestade infernal de nome Paixão... Com a suavidade
 
 Sublime angelical, de nome terno, “E eterno Amor”. By betonicou