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curvas, retas e esquinas

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Vida em prosas e versos...© Copyright


Não sei,  se são pra mim tudo que sorriu, ou ressentiu...
Não sei, se as canções alegres cantaram seus sons, para
Fazer-me sorrir...
Se os céus choraram suas águas, ou se sorriram, com seus
Raios de sol.
Se as estrelas cintilaram em sintonia construindo harmonia,
Com minha paz de sonhar...
Também não sei, se meus sonhos de amor se foram, com
Os raios de lua ao amanhecer... Ou se a paixão fora apenas
Um breve sopro de vida... Como saber?
Tudo que sei, e’ que ainda respiro, após as lutas e que ainda
Sinto paz,  após a queda de ternura...
Tenho a certeza, de que a resposta, ainda, esta na vontade de
Viver.

Não sei, se o tempo que vivo  ou viverei,  será o bastante
Para fazer-me sorrir, ou chorar vislumbrando as estrelas...
Não sei, se os caminhos seguidos foram suficientes para deixar
Para trás as tristezas.
Ou se na escuridão, me refugiei da luz, por sentir-me na
Fraqueza ameaçado, por plenas certezas...
Também não sei, se o orvalho que caiu, fora para confortar-me,
Ou Impedir que derramasse meus próprios orvalhos de lágrimas...
Ou se um dia, raios de ternura foram derramados para
Confortar-me na desilusão,  para não afogar-me em meus
Próprios rios de magoas...
Tudo que sei, e’ que a vida nos chama para viver a nossa luta,
de vencer e conquistar...
Tudo que sei que após o cair vem o levantar,  para novamente
Ousar sonhar.

Tudo que sei, e’ que a vida, e’ lutar para viver e viver, para
Lutar continuamente... E que o sol brilha sobre as cabeças
de todos...
Mas poucos fazem de suas vidas um sol...  Deprimente!
Muito ainda não sei, porque muito, ainda quero sentir.
Muito, ainda não sei e do futuro, nada sei... E muito,
Ainda está por vir...
Se tudo, são prosas e versos de amor procuro saber, 



Pois ainda, nada sei... By betonicou

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Curumim...© Copyright



Ah! - curumins, filhos das matas brasileiras, das terras
De céu azul anil.
Sorrisos largos, rostos de marcas vermelhas de pau Brasil
Brotos da terra fértil, a natureza sorriu!
Ao ver nascerem meninos, nas lindas selvas, o que e’ belo floriu.
Corram pelas trilhas das matas, brinquem com os sagüins...
Enfeitem – se com as penas das araras, imitem o canto dos
Bem- te- vis.
Caçam já, desde crianças, montam nos lombos das pacas.
Jovens guerreiros perpetuam a nobreza, e a pureza dos homens
Das matas.
Curumins, o assanhaço assanhado lhes viu , caçando e brincando
Com os jacamins... Sob as arvores centenárias, brincam o tempo
Inteiro, se divertem com os guaxinins.
Espalham-se pelas matas, e pelas selvas, correm como vento
Ligeiro...
Desbravam  o verde mar das matas, vivem-na por inteiro.
Acima troncos, das arvores floris, brincam com os saimiris...
Mergulham nas Cristalinas águas, dos jardins brasis... Bóiam
Nos cascos dos jabutis.
Inocência sagrada, de grandiosas purezas... Andam descalços
Pelas matas, com seus pés de asas ligeiras...
Alegria simples, da inocência primária juvenil... curumim
Representa a plena beleza, das matas de nosso imenso Brasil! By betonicou

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Flor tupiniquim...© Copyright



Esfregue-se em mim flor de orquídea, tão bonita de pétalas brancas. Teu sorriso de moça menina emoldurado por teus cabelos de tranças. Tal beleza me fascina, morena linda de largas ancas. Cheiro doce de canela marrom, teu corpo é todo um poema! Podias ser chamada de Iracema, mas guarda em si, o lindo nome de Jurema. Sensual e alegre, filha de seres mágicos tupi guarani. Criada nas matas, és linda ninfa tupiniquim. Fez-se moça suave e serena, doce Jurema esfregue-se em mim!

Dispa-me, com teus olhos dourados, e brilha-me com tua luz de brilhante. Você estonteante canoa enfeitada de lírios, e eu teu tripulante. Em tuas curvas de canela morena, e em teu sorriso branco marfim nasce um beijo de teus lábios vermelhos e macios, como pétalas de rosa carmim. Ando em tuas trilhas e estremeço em tuas linhas, e nos teus delirantes caminhos. Teu corpo exala cheiros exuberantes, formosa flor sem espinhos. Teus cabelos negros feitos de   tranças, sem medidas cobrem toda tua linda nudez esculpida. Cobrem-te e protegem-te, e me faço desbravador de tua linda riqueza escondida.



 Percorro teus caminhos de matas nativas, e faço minhas trilhas em belezas nunca conhecidas. Em teu paraíso, de ninfa índia morena escondo me na inocência das terras, a pouco desconhecidas... esfregue-se, e impregna-me com teu cheiro canela e forte odor de amor.  Linda donzela, cubra-me com teu corpo de mulher, e faz deste momento contente prazer de ardor. Com tua pele de veludo marrom, nos tornamos um só momento de cor.


 by betonicou

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Filho mineiro...© Copyright



O vento que vem do azul, rasteia o chão debaixo do céu.
O ar que serpenteia entre as montanhas de minas,
Preenche os espaços vazios, e nos cobre com sagrado véu.
As trilhas do novo, e belo horizonte, que iluminam com brilhantes 
Pedras de tiaras... Brilham por todos os montes, e nos riachos,
O lindo cântico das Iaras...

Retumbam os tambores nativos, e cantam seus filhos
Os hinos, que exaltam a terra mineira. Somos frutos
Da liberdade, e o orgulho de nossa bandeira.
Somos os ventos, que serpenteiam em todo lugar... Somos
A fúria dos rios, das águas que desembocam no mar, que
Vertem do coração da nação.
Somos filhos dos montes minérios, a força que ergue o pendão.

Somos a magia das cataratas tranqüilas, que descem do corpo
Mineiro...  Somos água, vento, terra fogo,  tempero forte
Do povo brasileiro.
E nas matas, onde nascem o liquido da vida, vertem
Riquezas materiais... Somos montes, rios, a força dos ventos,
Mas somos também, a calmaria das Águas termais.

Nas serras, onde vislumbramos as montanhas, rios, campos,
Vilarejos, arraiais... Somos filhos mineiros, na majestosa terra,
Dos minerais...
Sou teu filho, em teu leito vivo, e repouso... Gloriosa mãe,
 Minas Gerais. By betonicou

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sorrisos e amarguras...© Copyright

Sufocar, meus gritos na escrita de poesia, significa,
Simplificar meus medos... E talvez brincar com a
Loucura escrita, faz que os versos de todos os meus
Segredos, sejam meus brinquedos...
Procurar rosas nos jardins tristes, fazer de tudo poesia,
E das tempestades, a calmaria de todos os meus devaneios...
E o que importa, não e’ transformar espinhos em
Frutos de alegria? Revelar nos versos alegres, o querer de
Todos os meus anseios?
Quando estive, em meio a mil letras escritas, pude chorar a
Magoa ressentida...
Pude derramar nas folhas brancas, as cores de amargura,
Nas Lagrimas de tinta escorrida...  Fiz valer da poesia, os meios...
Quem ler vai reter o que e’ bom! O sorriso e as lagrimas,
Trazem em si as marcas do meu ser... Do meu tempo...
Brincar, nas lagrimas escritas, ou sorrir de algum leve contratempo...
Forrar nosso leito em lençóis brancos, sem as marcas de letras
Escurecidas...
Vestiremos de colcha de letras cetim... Dormiremos nas paginas
Alegres, ou ressentidas... o  dormir em versos, pode ser muito bom!
Escolhi dormir nas escritas de alegrias, para mim ha muitas eras
Prescritas...
Sorrir da linda amargura, e chorar as alegrias aflitas...
Será esse o despertar de segredos, das alucinações escondidas?
Exaltar-me nos momentos risonhos, e também sorrir os medos
Tristonhos!
Realmente a escrita, mescla os sentidos que sinto, e rebrilha aquilo
Que vejo,... Faz do universo das letras, um mundo particular de claros
Segredos, onde domo todos os meus medos... .By betonicou

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Razões sentimentais ...© Copyright

Uma escada azul que chegue ate os céus, ainda não encontrei...
Subi apenas, nos vendavais diferentes que amei.
Ainda quero descobrir, como chegar aos céus para viver.
Saltitar entre as estrelas, e por lá encontrar você.
Os ventos que me rodam, levam por caminhos inseguros...
Quero as notas brilhantes de lindas melodias, para atravessar
Os caminhos escuros...
Quero procurar entre as estrelas, uma razão diferente...
Dei-me, uma escada que me leve ao verdadeiro amor, aqui
Por enquanto ausente...
Procuro pelo brilho, de realidades serenas... Poder subir entre
Os degraus, das coisas suaves, e amenas...
O poeta navegou por universos de mil sois... Poderá então
O eu mortal, ouvir ao menos a canção dos rouxinóis?
Vaguear pelas estrelas, onde a saudade recordou com dor...
Momentos alegres, sublimes... A ciência do verdadeiro amor.
Das tragédias que nos cercam, em meio as tempestade do ser...
 De não ter a coragem de abraçar, essa pureza, como única
Razão de viver... Galgar entre as estrelas, onde ate meu doce
Sonho alcança... Sou pequeno, não imortal!Apenas sinto, os
Plenos sentidos de esperança...
 O poeta recordou, que vagueou por entre as realidades dos
Sonhos... Poderá então, apenas o eu mortal, deixar os momentos
Tristonhos?
Viajar por entre os mundos, onde a fantasia tudo alcança...
 Tornar realidade, meus conceitos de ternura, dos sonhos
De infância... Ainda sou criança...
Em uma escada de luzes neon, subirei para encontrar você...
Diferente, de todos os caminhos que tracei...
Refazer em todos os sentidos, as emoções lindas fundamentais...
Procurar nos céus, os sonhos de paraíso; dos prazeres sentimentais...By betonicou

sábado, 7 de janeiro de 2012

Baile das chuvas...© Copyright


Dançam os guarda chuvas, debaixo das torrentes que descem do céu aquoso. Pulam e saltitam, as formas redondas coloridas sobre as cabeças protegidas das lagrimas alegres do céu amoroso. Flutuam as formas multicores, sob respingar das águas, e rodopiam os círculos, como lindas flores acima das poças pisadas. Ao repicar dos pingos batem os tambores, e tocam os sinos matutinos. Os movimentos vieram pela manhã, na forma aquosa que serve a terra como luva... São lindos os respingados sons cristalinos. Os pés saltitantes ensaiam a dança ritmada pelo cair da chuva. Debaixo dos coloridos círculos, de nylon ou cetim dançam os versos circulares, nos bailes de rua salpicados de pingos de gotas que não deixam cair sobre mim. O céu enevoado derrama de seus olhos, gotas de pérola cristalina, e de suas pálpebras molhadas pousam as lantejoulas coloridas, borboletas de suas crisálidas retinas. No bailar alegre, do transloucado carnaval de pingos, antes sobre as cabeças nuas, os que dançam alegres, mágicos, são as coloridas formas redondas, sobre os tablados que fazem de todas as ruas! by betonicou