Esfregue-se em mim flor de orquídea, tão bonita de pétalas brancas. Teu sorriso de moça menina emoldurado por teus cabelos de tranças. Tal beleza me fascina, morena linda de largas ancas. Cheiro doce de canela marrom, teu corpo é todo um poema! Podias ser chamada de Iracema, mas guarda em si, o lindo nome de Jurema. Sensual e alegre, filha de seres mágicos tupi guarani. Criada nas matas, és linda ninfa tupiniquim. Fez-se moça suave e serena, doce Jurema esfregue-se em mim!
Dispa-me, com teus olhos dourados, e brilha-me
com tua luz de brilhante. Você estonteante canoa enfeitada de lírios, e eu teu
tripulante. Em tuas curvas de canela morena, e em teu sorriso branco marfim
nasce um beijo de teus lábios vermelhos e macios, como pétalas de rosa carmim.
Ando em tuas trilhas e estremeço em tuas linhas, e nos teus delirantes
caminhos. Teu corpo exala cheiros exuberantes, formosa flor sem espinhos. Teus
cabelos negros feitos de tranças, sem medidas cobrem toda tua linda nudez
esculpida. Cobrem-te e protegem-te, e me faço desbravador de tua linda
riqueza escondida.
Percorro teus
caminhos de matas nativas, e faço minhas trilhas em belezas nunca
conhecidas. Em teu paraíso, de ninfa índia morena escondo me na inocência das
terras, a pouco desconhecidas... esfregue-se, e impregna-me com teu cheiro
canela e forte odor de amor. Linda donzela,
cubra-me com teu corpo de mulher, e faz deste momento contente prazer de ardor.
Com tua pele de
veludo marrom, nos tornamos um só momento de cor.




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