Dançam os guarda chuvas, debaixo das
torrentes que descem do céu aquoso. Pulam e saltitam, as formas redondas
coloridas sobre as cabeças protegidas das lagrimas alegres do céu amoroso. Flutuam
as formas multicores, sob respingar das águas, e rodopiam os círculos, como
lindas flores acima das poças pisadas. Ao repicar dos pingos batem os tambores,
e tocam os sinos matutinos. Os movimentos vieram pela manhã, na forma aquosa
que serve a terra como luva... São lindos os respingados sons cristalinos. Os
pés saltitantes ensaiam a dança ritmada pelo cair da chuva. Debaixo dos
coloridos círculos, de nylon ou cetim dançam os versos circulares, nos bailes
de rua salpicados de pingos de gotas que não deixam cair sobre mim. O céu
enevoado derrama de seus olhos, gotas de pérola cristalina, e de suas pálpebras
molhadas pousam as lantejoulas coloridas, borboletas de suas crisálidas retinas.
No bailar alegre, do transloucado carnaval de pingos, antes sobre as cabeças
nuas, os que dançam alegres, mágicos, são as coloridas formas redondas, sobre os
tablados que fazem de todas as ruas! by betonicou
"Expresso-me, em curvas, retas e esquinas, porque sempre volto onde esqueci algo importante, sempre visualizo o horizonte, e sempre tenho um caminho a escolher. Sigo adiante, dobrando esquinas ou fazendo uma curva, mas sempre visualizando uma linha reta da vida". by betonicou © In the ones of the brightness of its commentary.
sábado, 7 de janeiro de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
Eu e Caronte...© Copyright
Passeio por entre os escombros e as ruínas, estão por toda parte.
Presencio as realidades confundidas... Ensaio meus passos, em
eternas pontes construídas...
Arco Iris sem cor, cristais opacos... Uma ponte sobre o abismo de
cacos... Um barco, um barqueiro, um preço, uma partida,
um navegar, uma aflição incontida...
Os ventos ausentes, a força dos braços descrentes. Uma visão,
uma chegada, uma dor... Terei que navegar cego, pelo rio sem cor...
Viajo pelas águas das dimensões e lá , não encontro lugar nas
margens das ilusões...
O barqueiro confuso, por eu ali estar. Onde o meu astral, não
deveria ali se encontrar. Sua moeda, antes recebida queima lhe
As mãos...
Devolver e Voltar! Essa, agora é sua única razão... Tornar ao porto da
solidão e retornar onde se fez a partida... Ao cais, onde cada alma
faz sua despedida...
Por entre os montes, no rio da morte... Navega Caronte entregue,
a sua eterna sorte... Agora confuso por um revés deverá desfazer ,
da singular alma solitária e deslocada em seu convés...
De volta à margem da partida e devolver a troca que lhe foi oferecida.
Uma moeda devolvida , outra recebida e um novo passageiro, pronto
para Partida...
Um aceno ao longe! No rio dos delírios navega o barqueiro, rumo
aos Elísios campos de lírios...
Caminho, sobre a ponte de cristais translúcidos e reluzentes,
de volta ao mundo dos vivos sensatos e dementes...
Acordando, do pesadelo torpe dos devaneios humanos...
E a certeza, de que não há lugar no cosmo, para tolos,
E terríveis enganos... Bybetonicou
domingo, 11 de dezembro de 2011
Veneno e decadência....© Copyright
A vida enlouquece... Opressão!Viver uma noite de ilusão...
Tristezas aborrecem, e ainda dizem "quem pode escolher?" Fazem
O pranto fechar os sorrisos, por tua Vontade, teu querer...
Viciam-se as mentes e corpo... Fazem noites de angustia, e
Por entre os dedos vêem seus sonhos se perderem pelo ar, em
Fumaça de tola renuncia...
Diante da escuridão que os cercam, calam-se as vozes...
Quem escutara o grito de suas lamurias? Escravizada e’
A inocência... Brotam choros, mata-se a alegria, tola violência!
Comprar a infância pelo vil metal... O caminho débil da
Destruição, puro mal... Morrem pelo caminho, os inocentes...
Entregam-se as sombras dos anjos caídos, decadentes...
Alguns se livram das vis Correntes... Essa tola imagem da morte
Lenta, da vida ausente... Ninguém pode querer algoz tão
Deprimente!
Uma gostosa expressão da vida, e’ vencer todos os medos...
Estender as mãos para o céu... Pedir que derrubassem
Teus rochedos, as muralhas, mausoléu... Agarrar a doce vida...
Alcançar o que e’ belo, Livrar-se de todos os receios... Cheirar
Gostoso o ar... Ter nas veias sangue limpo, Para viver, e Sonhar... Livrar-se dos Terríveis desesperos... Desse
Pesadelo, finalmente livre, poder acordar! By betonicou
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Fantasia...© Copyright
Caminhos verdes no mar, são frutos de
minha ilusão, e oásis no asfalto lunar,
e’ até onde vai a imaginação. A de construir pontes sobre as águas turmalinas,
e viajar nos horizontes até o palco, e no abrir das cortinas. Questionar, e
refletir, nas vidraças de águas marinhas. A fantasia flui constante no alçar
voo das asas de neblinas. Voar e revoar! Repousar nos céus! Ver as coisas
distantes e levitar sereno, no algodão das nuvens confortantes. Pousar no mundo
dos sonhos, e esse fantástico delírio do mundo lunar é onde flutuam cenas
marcantes. Viajar e contemplar as longínquas colinas, e vislumbrar de longe as
estradas, as ruas e suas diversas esquinas. Plainar por entre nuvens, onde
vertem a pureza das águas cristalinas. Navegar sobre o dorso dos ventos domando
tempestades de todas as sinas.... Desfazer as tristezas refazendo de novo os
caminhos. São verdes horizontes, onde se escreve no céu, os novos, e certeiros
destinos. Sorrisos, semblantes alegres, e imagens ternas pelo ar. Dançar por
entre as notas dos ventos no rodopiar e saltitar. Caminhos verdes sobre o mar,
são frutos de alucinação, e oásis no deserto e’ o prazer refrescante no ermo da
solidão. As águas são claras, doces e tranquilas. São Águas límpidas, onde se
pode saciar dessa fonte de alegrias divertidas. Entre os caminhos oferecidos, e
às vezes, estradas mal escolhidas.... Podemos escolher voar pelos sonhos de
criança incontida. No mundo surreal, da magica razão da inocência escondida…. Ter
símplice noção, de ser a pessoa adulta, apenas infância iludida...
by betonicou
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Hei você ! ...© Copyright
A vida. e’ um tremendo sucesso e despedida...
Melhoras de alegrias, ou mazelas escolhidas.
Flutuar ou naufragar, sobre os rios,
São escolhas de certeza refletida... Ou o cair
De uma Fe... De uma vida esquecida .
Os ponteiros do relógio se quebraram...
Os sonhos se desfizeram, e se trituraram...
Cacos de realidades que se despedaçaram...
Hei!Por que se lamentar, Se podemos reverter
Os ponteiros? A engrenagem tem que ficar
Por inteiro... O maquinar da vida, tem que Continuar seus tolos, ou belos devaneios...
.
Lamentamos o frio, o calor, a chuva, mas,
Não choramos as estações, por nos invertidas...
Eis Que sofre a sua natureza... Passo a passo,
Belezas destruídas!
Labutamos, na fabrica de nossos sonhos; um
Sonho por vez! Basta fechar os olhos, contar
Um, dois, três, e esperar acontecer...
Os ganhos, a promessa o céu, já nos fez!
Ansiedade, e’ puro transtorno de sentimentos
Estranhos...
Sorrir para a vida, e’ pura despedida dos enganos...
Sozinho é o corpo... O espírito voa pelos céus,
Abertos em asas de levezas...
E com os anjos e’ sempre um lindo, e feliz encontro;
Uma das grandes, e lindas certezas!
Sorrir, sorrir sempre!Chorar, chorar apenas, como
Expressão de alegria...
Viver, viver, sempre! Morrer, morrer... Que morram
As tristezas da vida, e as infernais agonias!Estas sim,
Já não são mais bem vindas, não mais queridas, e Para sempre, serão esquecidas! By betonicou
domingo, 27 de novembro de 2011
Helena mulher...© Copyright
Helena, que em versos, e prosas; citada
Em todas as formas... Helenas gregas,
Sutis; Helenas de um, ou vários Paris.
Tuas formas singelas iludem de vez...
O moço inocente, plebeus, ate reis!
Teus traços formosos te fazem perfeita
Mulher; que descobre paixões... Quem não
Quer-te Helena da Grécia, Helena de Tróia,
De todos os brasis? Leva contigo Paris!
Leva a inocência; tu és, inocente talvez...
No berço dos deuses, bela formosa,
Fez-se... Teu rosto, de rosa glamorosa,
Teus seios fartos, de mulher perigosa...
Talvez nem seja... Apenas inocente menina.
Pura ninfa amorosa; de olhar meigo, doce,
Cruel sina... No teu olhar, meu olhar, quem diz?
Paris, por ti guerreou Aquiles; sim,
Paris! Príncipe criança de troia.
Assim acontece, nos mundos, nas terras
De vários brasis... Helena, doce Helena!
Erro fatal de mulher, ainda feliz? By betonicou
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Sonhos de melodia...© Copyright
Viajo por entre teus sonhos e
vejo o que lá está observando as nuances de tuas cores preferidas. Vejo teu jardim
salpicado, de flores belas, suaves e coloridas. Viajo por teu mundo, e em todo
canto está repleto do mais puro encanto. Pétalas douradas começam a cair sobre nós,
em cintilante manto. Teu perfume, de sonhos que impregnam o vento faz-nos
dançar e flutuar leve em meu pensamento, onde por entre notas de ternura
ficamos livres dos ponteiros do tempo.... Sinto teu cheiro que dopa em fragrância,
de puro e leve desconcerto. Saltitamos por entre as nuvens, de teu particular mundo, e do meu me liberto.... Brincamos o amor, ali em uma ciranda de pura Inocência....
Estamos voando, no interior de tua linda e terna existência. O azul do céu de teu sonho, está repleto de
estrelas.... Tocamos o sol em abraços com a lua... Amamo-nos, Juntos em teu céu
de leveza e ternura pura.... Não existe noite, nem dia neste nosso sonho dourado. Vejo
o eterno tempo brilhante, de pura poesia em eterna sintonia ali, divinamente
ilustrado. Sopraram se os sonhos que se espalham aos ventos tênues. Pétalas de flor e serenas caem sobre nós, em
chuva de água de cheiro e perfume, de aromas perenes. Flutuamos em corpos etéreos,
na transparência de nossos sentimentos nus e dançamos em teus sonhos, no alto
das leves copas de bambus. Lançamo-nos ao vento, em suave voo de beija flor. Delírio de febre, doce paixão e agora, delicia
de amor. Voamos nas asas de multicores borboletas, por entre a realidade de
teus imaginários tons... E nos misturamos aos desejos, de sonhar e sentir teus
dons. Ainda dormente ouço a voz dos teus sonhos e viajo, em teus lindos e
sonoros sons.
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