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curvas, retas e esquinas

domingo, 18 de setembro de 2011

Borboletas noturnas...© Copyright


Ao som das Arias, o crepúsculo ensaia o retorna da noite e sua coroa
De ébano estrelado. A sua volta,  em cores rubras e  douradas. O  cantar de um
Coro nos tons das clássicas tocadas...
Um tablado, o roçar de uma saia, no raso do chão, no rodopio frenesi,
No bailar sob a lua, esta ali, toda quente na entrega, na dança, uma magia
Da alma frenética, e desnuda...
As vozes se misturam ao som do violino, e o calor de um corpo bailado...
No suor delirante, ardor, odor, sensações e cheiros mesclados... Ao ritmo
Clássico, ou ao bailado, dos sapateados picantes...
Os ventos gritam em uivos, e sonoros aplausos! Aclamando a dançarina,
Que alça o vôo das borboletas noturnas...

Um rodopio, um salto, ponta dos pés, que apontam para o luar, querendo
Tocar, o cristal prata... Mergulhar, afogar, desabrochar no mar cinza,
Levitar pousar... O bailar no picadeiro acentua o brilhar das Graças, sob o
Pulsar dos raios da amorosa lua, e das sonatas... Ou da dourada, e graciosa
 Lua cheia das serenatas.
Entre o bailar desvairado, do brilho dançante, como que poetizando no ar,
Com as letras, de bailarina musa... Os rodopios saltitam, nos mágicos sonhos, e sons, das cordas, que pulsam, e se misturam, aos sons tirados do fôlego musical, das tubas, e companheiros musicados.   
E no dançar da alegria, a imaginação toma vida, no teclar preto e branco, das notas divinas do piano de calda... Aos gestos virtuosos, do pianista
Embriagado, pela visão do dançar enluarado, da bailarina emplumada...
Onde as flores, brotam ao tocar o chão, com seus pés de tália, e sua alegria
Voante, em asas de seda e jasmim, e o cintilar, de Aglaia...

Ao som de um violino, e os acordes de um violão, no bailar constante, de
Uma dançante paixão, Uma fogueira, um espelho, um quarto da minguante, e tão cheia lua...
Um romance bailarino, que desnuda os universos dos prazeres, misturados
A um desatar de desejos, da carne pura e nua...
O bailarino repousa em seus braços, o pouso do voar rasante da magia emplumada. . Hora, borboleta, em suavidade semblante, hora, o emplumado voar, do cisne prateado ofegante...
Oscilando entre as notas mágicas, um canto ao fundo entoa os passos...
E o retumbar de um coração acelerado, um rodopio, um passo Doublé...
Do bailar... Um corpo, que se solta aos ventos, um voar, um olhar no olhar,
Uma dança no dançar...
Firmeza singela, uma entrega, um calor... Uma pétala, uma flor, aplausos!
O céu se abriu! Um anjo dança o Ballet dos mortais...
A platéia se levanta, e se derrama em aplausos... Em deslumbre, pelo vôo pleno angelical...


Uma ave no ar, no ballet dos ventos, o vôo da magia dançante, o flutuar de um corpo pulsante, que repousa entre as notas... Um plainar suave, um mergulho em braços aconchegantes...                                     
Em um mar de emoções constantes, no bailar incessante, sob o luar idolatrado, dos entes amados
 Uma dança, uma lua, dois amantes, um calor, uma só pele nua... Êxtase, gotículas sem cor...
Uma trama, um drama, um drama na trama, de bailar, amar ao som
De um violino, a ternura da canção, no cantar...
Flutuar nos caminhos mágicos da emoção... No passo duplo, no ritmar do amor...
No teclar mágico dos dedos da ternura, divinais movimentos, conduzem a magia, da harmonia musical, nos bailes da lua...
E os dançantes, se embriagam sobre os passos, levitados pelos ventos, no pulsar eterno, dos passos bailados, no rodopiar extremo, infinitos dourados...
Aplausos! Os bailarinos dançaram os movimentos do por do sol, e o rodopiado enamorado da lua, anunciando que a vida, e’ o eterno prazer de dançar, no infinito prazer de amar...           By betonicou




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Passagens do infinito...© Copyright( Ao meu pai)

Os ventos levam, e trazem a saudade...

 

Os ventos que vieram, se foram e retornaram...
O sol em todos os seus dias dorme, e acorda em
Seu esplendente fulgor...
A saudade vem e se incrustou em minha alma...
As lembranças me trazem a calma... Relembro de
Teus cabelos grisalhos e teus conselhos, que
Amenizam a lida e ainda lapidam meus sonhos...
E a tua voz acompanha, os meus caminhos de vida...

O gorjeio de suas lembranças

A saudade que aperta o peito, o teu carinho na minha alma encerra
A dura lei da natureza do tempo e o fechar dos portões alegres,
Dos suaves sorrisos, que sempre me dera...
A chuva cai em desespero de sua partida e nosso universo
Chora as lagrimas de tua triste ida  para o mundo longínquo...
Os prantos, e cantos, se misturam em grande sinfonia de pássaros...
Que para ti entoam, os lindos tons com seus bicos de pífaros...

O retorno, aos jardins

E novamente o renascer do sol, como pássaro de fogo... Que renasce das
Cinzas em estupendo esplendor!Vida, agora nos braços de quem
Para sempre ama em toda exuberância, do universo indolor.
Agora, nos infinitos paradisíacos jardins... Resides sereno, e tranqüilo,
Com o pai amado que a todos ama. Ainda podemos bem perto senti-lo...
A lua suave e serena, nos abraça e nos consola... Uma mãe de
Ternura, e desvelo... No afago meigo aconchegante, em total carinho
Brinda-nos, no conforto de angelical melodia, de chamego e zelo...
Vindos do todo benevolente, diante de nossa tão frágil existência...
Em tua ausência Pai, as mãos de Deus nos abrandam, na calmaria serena...
Uma constante presença de amor e paz, nesta vida ainda terrena...

Um novo dia, um novo amanhã...


O amanhã nos brinda com nova paz, e reluz em luz divina...
A tua voz, nos ventos ouvimos todo atento... O gorjear dos pássaros,
Para sempre inesquecível!  Do teu rosto ali calmo, um semblante,
Todo sereno... Na Paz e na serenidade, me contento.
Os ventos que trazem a saudade levem a ti, também, o meu sorriso...
Vou devolvê-lo um dia, nos jardins, em sorrisos cintilantes de brilho...
No reencontro de entes amados, no infinito sempre querido,                                                                   um novo amanha, que nos céus haverá de vir...
Confortar-nos, em um novo, e eterno porvir...
Saudades meu velho, pai amado... Companheiro perdido...
Alegria, que ainda haverei de ver e sentir... Atua voz e as lembranças,
Serão sempre, em mim encontrados... E para sempre.
Serão jóias, tesouros, no meu peito incrustados.
 By betonicou

domingo, 14 de agosto de 2011

Espelhos orvalhados...© Copyright


Por entre as brumas, me envolvo, em ar tão denso... Procurando, como cego, tateio...
Quero encontrar, ou quero fugir? Contemplo, os espelhos embaçados...
Rodeio-me... Meus sentidos, estão confundidos... Sem som audível, ou apenas, um
Sussurrar, ao longe... Distante...
Quero sentir, ouvir, além do silêncio solitário, das incertezas... Apenas percebo,
Neste habitat, enevoado, intranquilo...
Vagar, por entre a obscuridade, e’ caminhar, por entre pensamentos esquecidos...
Vasculho, por entre o ar nubiloso, dos inertes pensamentos ofuscados
Por entre os mistérios, mas  não há escuridão... Mas, mesmo assim, nada vejo,
Neste ar quente, de vapor... De um respirar embriagado...
Quão cego, vagueio sem rumo; Dirigido pelo olhar limitado, imposto,
Pelas vidraças enfumaçadas... Um guia! Quero adentrar no espelho...
No interior das brumas, toquei objeto sem cor... Meu senso, ausente...
Situei-me com o tato, o sentido presente... Olhei, por entre as formas...
Procurei, entre tudo, que estava ali, existente...
Achei memórias, há muito esquecidas, ali, no meio das sombras...
A um palmo não vejo, no limite da realidade... Ali, se encontram pensamentos...
No canto, acanhados...

Por entre as brumas, estão os desejos de esconder, ou realçar... Refletir, a
Realidade, às vezes fria e crua;  Onde os sonhos, se chocam com presença deste ar,
Denso e confuso... As confusões que Acercam a alma, nas horas instáveis, e mal resolvidas...
Ali, se escondem, Por entre, a solitária nevoa... Dentro, do espelho orvalhado...                   
A Realidade, não pode encontrar, ou afrontar, os meus sonhos eleitos;  De estar, No meu mundo mágico, de pura utopia de vida... Após as brumas, entre os espelhos...
Um lugar mágico, 
Onde se extrai, os sons mágicos dos pífaros
... Melodias alegres, e dançantes...
Para as almas solitárias...
Além da vida, nos embaçados vitrais... Os sonhos, imaginários revividos...
Onde as musas, nos brindam com suas infindáveis, bênçãos de inspirações...
Misturando o mundo real, ao paraíso do invisível, de minha mente sonhadora...
 Uma utópica, e irreal realidade...                
  By betonicou

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dei-me uma canção de amor....© Copyright

Dei-me uma canção de amor... Que seja terno, um passeio,
Em todas, as lembranças... Um sopro de murmúrios, das
Ressonâncias, das notas musicais... Do som das sonâncias,
Revelem do interior a minha dança... Revolvendo em meu
Peito, as lembranças, e sentimentos, onde tudo alcança...
Em um brinde, de nostalgia, o encanto, das notas de magia...
O momento que tudo cria, nas dissonâncias, de um acorde
Lírico, para um coração apaixonado.

Dei-me uma canção, que relate o amor vivido, e relembrado
E no levitar das notas, a noção da leveza ao vento...
Quero ouvir murmúrios, um ouvir atento... No doce delírio, 
De novo, uma nova estação...
Um amor, ou dois amores... Um, e’ o deleite de amar... O outro
Quem sabe... Amou-se? E tudo, se dissipou ao ar... Sem,
Querer, ou premeditado... Por um deslize cruel do tempo que se foi...
Uma canção, uma melodia,  uma nota de ilusão...

Neste canto, recordar você ausente... Cantar, e sentir mais
Uma vez, a fagulha, um sopro... Nos ouvidos uma voz, um tom...
Um sussurro, uma  sensação extreme que deixaram marcas...
E que vem a tona... Marcadas na melodia, um alento...
Uma química dos prazeres  vividos, e ainda contidos... Dei-me, uma
Canção... Que seja no jazz, blues, rock Rool... Mas que me
Lembre tudo que se foi, ou tudo que ainda ficou... Ali, inerte... A 
Espera de poder ouvir as notas da saudade, destinado através dos
Tempos, a serem cantadas em melodias de rimas poéticas...

Dei-me uma canção, que se eleve aos ares do tempo, e revele as
Alturas, de um amor que subiu pelas asas de Orfeu... Onde tudo,
Pare... E o movimento, se estagne... Extasiado pelo pulsar constante,
Da magia de Melodia... Uma canção, que desprenda de todos os
Medos... Por que o bemol dos sentimentos teimou em levar
Para o mais profundo intento, a razão de um amor existido, e agora,
O fôlego do amor relembrado... E o brilho do amor revivido...

No sustenido destas notas, se elevem os sentimentos
Adormecidos. Em busca de mais uma vez sentir, o que outrora se
Sentiu... Nas alturas dos céus, flutuar alto no som...
Sentir o efeito dopante, e o destino agradável das notas em
Meus pensamentos, que um dia, se exauria...
Todos os medos se dissipem, e retorne a alegria de poder ouvir, e
Viver, no revelar das notas da magia...  Relembrar
A vida ali cantada... No blues, jazz, ou outra delicia de cantar...
 Encorajando ainda de novo, poder amar,  Ouvir, e brilhar.
Então, dei-me uma canção de amor...           By betonicou

sexta-feira, 15 de julho de 2011

verdade...© Copyright



Procurei na mãe natureza, a verdade escondida...
Minha curiosidade, muitas vezes intensa...                                                       Aguçou se então, a ansiedade contida...
Por te querer verdade, enfim, ainda fugias de mim...
Talvez venha nos ventos cortantes, pois talvez, os
Ventos do sul, e do norte tragam noticias tua...
Mas ouvi apenas, uivos e sussurros...                                                                     Então verdade... Porque foges de mim?

Na beleza das flores, procuro... Sim, nas lindas
Cores das flores! Nas montanhas imponentes,                                                     Onde esconde o sol poente.
Na vastidão dos sete mares, procurei por todos
Lugares, Mas apesar dos pesares, ainda fugia,                                                           A verdade de mim...
Verdade, onde tu estas? Venha afagar a alma
Aflita, Libertar o ego do cárcere, fazer feliz
Aquele que sofre, Pela falta que tu faz...                                                          Verdade pequena, não me Satisfaz... Então,
Porque te ocultas assim?
                                                                                                                                Do mundo hostil, da língua cortante, da espada                                                Afiada, do medo da morte, da escuridão que me
Envolve... Oh!- Não me deixes tão pobre! Não te                                                 Afastes de mim!
Verdade onde tu estas?                                                                                    Procuro no céu infinito...
Aprecio a imensidão dos céus... Talvez naquela     
Estrela que cai, Pois lancei meu desejo, em
Encontrar o que tanto almejo; Ou, quem sabe,                                                        No brilho cintilante das estrelas; Ou no prateado
Da lua; Ou, quem sabe, no sol que nasce, ou n                                                        Sol que se Poe; Por de traz das lembranças, ou no
Presente, aqui, ou no futuro por vir...                                                                 Talvez eu encontre, talvez me encontre, quem sabe                                                    A verdade enfim... Verdade, verdade, Não fujas de mim!                                                                 By betonicou
                          

Aos falsos Reis....© Copyright



Nas areias do tempo, erguendo- se do chão.
Um castelo que sobe soberano, sem senso...
 Um inseguro... Erguido, e durando apenas
  Um momento... A mercê do vento, em
Tombada razão...
Sobre as pedras trituradas, uma timidez,
Falsidade imponente...
A solidez das certezas, ou a fragilidade das
Incertezas?
Um forte erguido, sobre o chão das idéias
Incertas...
Um castelo, edificado na debilidade das
O infortúnio descarte das vivencias
Desmedidas...
São as incertezas da vida mal realizada, onde
Erguem-se, as Quimeras... Alçando vôo, em
Devaneios loucos... Sobre as torres dos
Tormentos...
Castelos medievais, dos vendavais devaneios...
Sobre o chão movediço, se ergue o aglomerado
De torres...  Ao redor, um fosso...
Onde os repteis, estão à espera dos desavisados,
E sonhadores... Conquistadores, esperando
 Conquistar, uma coroa de latão, e jóias de vidro...
O rei de um castelo erguido sobre a areia,
E’ um rei de cartas marcadas...
Um jogo comprado... Um reino desfigurado.
Com cavaleiros loucos, em seus cavalos esquálidos...
Este rei, usa a coroa que faz JUZ as suas razões...
E’ a imagem, de uma torpe nobreza... A distorcida
Imagem, de um ego desfigurado...
Refletindo em seu castelo... Um monumento
Decaído...
Reflexo do falso brio... Erguido sobre o pó,
Das pedras, trituradas Pelo tempo. 
Sobre as tormentas, de um reinado mal erguido...       
Areias da fragilidade humana...


Assim, e’ o reinado de um rei,  de cartas marcadas.                     By betonicou
           


                       

sexta-feira, 8 de julho de 2011

sonhos de um anjo delirante...© Copyright

Do alto da montanha contemplo o horizonte inalcançável
Pela distancia, com o olhar limitado do meu ser...
Do alto da montanha, vislumbro um por do sol
Ruborizado, escarlate, como que envergonhado pela
Beleza do luar, que mais uma vez, bate a porta de um sol
Apaixonado...
Um laranja, vermelho carmim, assim dado aos tons
Dos olhos humanos, em nuances vertigens de cada
Um...
                Do alto da montanha, visito mais perto o sol poente,  
Com seus ainda, luminosos raios ardentes... dourando
As paisagens no findar da tarde; Em dourada e colorada 
Matiz.
Do alto da montanha, no retirar ardente, revejo o luar
Em lua crescente; Em uma torrente de raios mornos, serenos...
Acariciando a vida, em banhos de luz mágica, prateada,
Embriagando-me no luar dos deslumbrados...
Ternos raios amorosos, como que abraçando, e acariciando
O amante noturno... Luar emoldurado por ébano, cravejado
 De brilhantes, e citilantes olhares incrustados no universo.
Do alto da montanha, um novo  conceito...                                                                                                                                                                        





Vejo o céu, enegrecido pela ausência
Da luz dourada, radiante, e um luar apaixonado,
Delirante. Que se derrama em chuva terna, enamorada
 Acariciando o coração de quem e’ amado, e alucinando
Os prazeres dos apaixonados... Um banho de ternos raios
Floris.
Do sublime, revejo o amanhecer frondoso do vale distante...
Revejo a paisagem ofuscante, do matinar celebrante...
Dando vazão a um plano audaz, louco delirante...
Pois do eminente, vi a dureza das pedras, e o caminhar das almas
Insensíveis!
Vi os sonhos... Desaparecendo ao longe, Perecíveis...
Alguns alcançados, e se despedem... Outros nunca alcançados,
E se diluem no horizonte... No alto sonhei ao luar,
Extasiei-me ao sol poente... E como um Ícaro moderno,
Em asas metálicas, descartando as ceras emplumadas,
O alçar do vôo ,das idéias mentalizadas... Pois do alto desatei
O desatino... Visualizei os destinos... vi toda a vida passar
Num clarão repentino! E pousei na firmeza da terra...
Voei o sonho dos Ícaros!Pois o meu destino era voar,
Pousar, viver, e amar... Contrariando assim a fatalidade
De um anjo delirante...                  By betonicou