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curvas, retas e esquinas

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dei-me uma canção de amor....© Copyright

Dei-me uma canção de amor... Que seja terno, um passeio,
Em todas, as lembranças... Um sopro de murmúrios, das
Ressonâncias, das notas musicais... Do som das sonâncias,
Revelem do interior a minha dança... Revolvendo em meu
Peito, as lembranças, e sentimentos, onde tudo alcança...
Em um brinde, de nostalgia, o encanto, das notas de magia...
O momento que tudo cria, nas dissonâncias, de um acorde
Lírico, para um coração apaixonado.

Dei-me uma canção, que relate o amor vivido, e relembrado
E no levitar das notas, a noção da leveza ao vento...
Quero ouvir murmúrios, um ouvir atento... No doce delírio, 
De novo, uma nova estação...
Um amor, ou dois amores... Um, e’ o deleite de amar... O outro
Quem sabe... Amou-se? E tudo, se dissipou ao ar... Sem,
Querer, ou premeditado... Por um deslize cruel do tempo que se foi...
Uma canção, uma melodia,  uma nota de ilusão...

Neste canto, recordar você ausente... Cantar, e sentir mais
Uma vez, a fagulha, um sopro... Nos ouvidos uma voz, um tom...
Um sussurro, uma  sensação extreme que deixaram marcas...
E que vem a tona... Marcadas na melodia, um alento...
Uma química dos prazeres  vividos, e ainda contidos... Dei-me, uma
Canção... Que seja no jazz, blues, rock Rool... Mas que me
Lembre tudo que se foi, ou tudo que ainda ficou... Ali, inerte... A 
Espera de poder ouvir as notas da saudade, destinado através dos
Tempos, a serem cantadas em melodias de rimas poéticas...

Dei-me uma canção, que se eleve aos ares do tempo, e revele as
Alturas, de um amor que subiu pelas asas de Orfeu... Onde tudo,
Pare... E o movimento, se estagne... Extasiado pelo pulsar constante,
Da magia de Melodia... Uma canção, que desprenda de todos os
Medos... Por que o bemol dos sentimentos teimou em levar
Para o mais profundo intento, a razão de um amor existido, e agora,
O fôlego do amor relembrado... E o brilho do amor revivido...

No sustenido destas notas, se elevem os sentimentos
Adormecidos. Em busca de mais uma vez sentir, o que outrora se
Sentiu... Nas alturas dos céus, flutuar alto no som...
Sentir o efeito dopante, e o destino agradável das notas em
Meus pensamentos, que um dia, se exauria...
Todos os medos se dissipem, e retorne a alegria de poder ouvir, e
Viver, no revelar das notas da magia...  Relembrar
A vida ali cantada... No blues, jazz, ou outra delicia de cantar...
 Encorajando ainda de novo, poder amar,  Ouvir, e brilhar.
Então, dei-me uma canção de amor...           By betonicou

sexta-feira, 15 de julho de 2011

verdade...© Copyright



Procurei na mãe natureza, a verdade escondida...
Minha curiosidade, muitas vezes intensa...                                                       Aguçou se então, a ansiedade contida...
Por te querer verdade, enfim, ainda fugias de mim...
Talvez venha nos ventos cortantes, pois talvez, os
Ventos do sul, e do norte tragam noticias tua...
Mas ouvi apenas, uivos e sussurros...                                                                     Então verdade... Porque foges de mim?

Na beleza das flores, procuro... Sim, nas lindas
Cores das flores! Nas montanhas imponentes,                                                     Onde esconde o sol poente.
Na vastidão dos sete mares, procurei por todos
Lugares, Mas apesar dos pesares, ainda fugia,                                                           A verdade de mim...
Verdade, onde tu estas? Venha afagar a alma
Aflita, Libertar o ego do cárcere, fazer feliz
Aquele que sofre, Pela falta que tu faz...                                                          Verdade pequena, não me Satisfaz... Então,
Porque te ocultas assim?
                                                                                                                                Do mundo hostil, da língua cortante, da espada                                                Afiada, do medo da morte, da escuridão que me
Envolve... Oh!- Não me deixes tão pobre! Não te                                                 Afastes de mim!
Verdade onde tu estas?                                                                                    Procuro no céu infinito...
Aprecio a imensidão dos céus... Talvez naquela     
Estrela que cai, Pois lancei meu desejo, em
Encontrar o que tanto almejo; Ou, quem sabe,                                                        No brilho cintilante das estrelas; Ou no prateado
Da lua; Ou, quem sabe, no sol que nasce, ou n                                                        Sol que se Poe; Por de traz das lembranças, ou no
Presente, aqui, ou no futuro por vir...                                                                 Talvez eu encontre, talvez me encontre, quem sabe                                                    A verdade enfim... Verdade, verdade, Não fujas de mim!                                                                 By betonicou
                          

Aos falsos Reis....© Copyright



Nas areias do tempo, erguendo- se do chão.
Um castelo que sobe soberano, sem senso...
 Um inseguro... Erguido, e durando apenas
  Um momento... A mercê do vento, em
Tombada razão...
Sobre as pedras trituradas, uma timidez,
Falsidade imponente...
A solidez das certezas, ou a fragilidade das
Incertezas?
Um forte erguido, sobre o chão das idéias
Incertas...
Um castelo, edificado na debilidade das
O infortúnio descarte das vivencias
Desmedidas...
São as incertezas da vida mal realizada, onde
Erguem-se, as Quimeras... Alçando vôo, em
Devaneios loucos... Sobre as torres dos
Tormentos...
Castelos medievais, dos vendavais devaneios...
Sobre o chão movediço, se ergue o aglomerado
De torres...  Ao redor, um fosso...
Onde os repteis, estão à espera dos desavisados,
E sonhadores... Conquistadores, esperando
 Conquistar, uma coroa de latão, e jóias de vidro...
O rei de um castelo erguido sobre a areia,
E’ um rei de cartas marcadas...
Um jogo comprado... Um reino desfigurado.
Com cavaleiros loucos, em seus cavalos esquálidos...
Este rei, usa a coroa que faz JUZ as suas razões...
E’ a imagem, de uma torpe nobreza... A distorcida
Imagem, de um ego desfigurado...
Refletindo em seu castelo... Um monumento
Decaído...
Reflexo do falso brio... Erguido sobre o pó,
Das pedras, trituradas Pelo tempo. 
Sobre as tormentas, de um reinado mal erguido...       
Areias da fragilidade humana...


Assim, e’ o reinado de um rei,  de cartas marcadas.                     By betonicou
           


                       

sexta-feira, 8 de julho de 2011

sonhos de um anjo delirante...© Copyright

Do alto da montanha contemplo o horizonte inalcançável
Pela distancia, com o olhar limitado do meu ser...
Do alto da montanha, vislumbro um por do sol
Ruborizado, escarlate, como que envergonhado pela
Beleza do luar, que mais uma vez, bate a porta de um sol
Apaixonado...
Um laranja, vermelho carmim, assim dado aos tons
Dos olhos humanos, em nuances vertigens de cada
Um...
                Do alto da montanha, visito mais perto o sol poente,  
Com seus ainda, luminosos raios ardentes... dourando
As paisagens no findar da tarde; Em dourada e colorada 
Matiz.
Do alto da montanha, no retirar ardente, revejo o luar
Em lua crescente; Em uma torrente de raios mornos, serenos...
Acariciando a vida, em banhos de luz mágica, prateada,
Embriagando-me no luar dos deslumbrados...
Ternos raios amorosos, como que abraçando, e acariciando
O amante noturno... Luar emoldurado por ébano, cravejado
 De brilhantes, e citilantes olhares incrustados no universo.
Do alto da montanha, um novo  conceito...                                                                                                                                                                        





Vejo o céu, enegrecido pela ausência
Da luz dourada, radiante, e um luar apaixonado,
Delirante. Que se derrama em chuva terna, enamorada
 Acariciando o coração de quem e’ amado, e alucinando
Os prazeres dos apaixonados... Um banho de ternos raios
Floris.
Do sublime, revejo o amanhecer frondoso do vale distante...
Revejo a paisagem ofuscante, do matinar celebrante...
Dando vazão a um plano audaz, louco delirante...
Pois do eminente, vi a dureza das pedras, e o caminhar das almas
Insensíveis!
Vi os sonhos... Desaparecendo ao longe, Perecíveis...
Alguns alcançados, e se despedem... Outros nunca alcançados,
E se diluem no horizonte... No alto sonhei ao luar,
Extasiei-me ao sol poente... E como um Ícaro moderno,
Em asas metálicas, descartando as ceras emplumadas,
O alçar do vôo ,das idéias mentalizadas... Pois do alto desatei
O desatino... Visualizei os destinos... vi toda a vida passar
Num clarão repentino! E pousei na firmeza da terra...
Voei o sonho dos Ícaros!Pois o meu destino era voar,
Pousar, viver, e amar... Contrariando assim a fatalidade
De um anjo delirante...                  By betonicou

sábado, 2 de julho de 2011

Vertentes..© Copyright



Sobre as vertentes, ha
Caminhos ardentes.
Águas que brotam,
Deste solo que chora...
O choro que implora,
Pela rocha que jorra...
Um sol escaldante,
Um calor torturante.
Uma fenda na rocha,
Uma água que jorra...
Um suor, uma fronte,
Um frescor borbulhante.
Um alivia na fonte, do
Calor devorante...

As flores se mexem ao
Vento, e a terna brisa...
O acalento suave, meigo,
A doce canção suaviza.
O coração em total ermo,
A solidão que o acerca...
 Angustias descontentes
A tristeza que a alma
Encerra...

Clamam pelas vertentes,
As multidões que viajam.
Vastas almas que choram,
Pelas rochas imploram!
Nesta rocha que se esvai.
Então se consolam...
Sorvendo então a pureza,
               Desta pedra vertente.                       By betonicou

Alma de artista .© Copyright

Ninguém e’ artista, se não carregar em si, 
as emoções necessárias em sua arte.
Ninguém eleva se, se não deixar fluir
seus Sentidos mais suaves da alma...
Ninguém condiciona sua arte, se não
ter em mãos, a matéria prima necessária.
O pintor não traz de dentro de si, sem ter
tinta e um pincel em mãos; A tela pode
Ser os murais, da própria existência...
O poeta não encanta com  versos na 
escrita, se não ter seus sentimentos
aflorados por emoções fortes, ou suaves...
Fazendo surgir de seus dedos embriagados
Pela inspiração ressurgida... Pois ela some,
E torna a aparecer em lindos, e novos
Mágicos devaneios, como um cintilar nas
Pontas dos dedos.
Assim como a matéria-prima da dança
E’ o movimento... O movimento do
Corpo que dança... Tudo envolvendo a
Sensibilidade; Sem ela as matérias-
Primas se diluiriam sem forma...
Como o barro do oleiro se dilui, ao
Ser posto na água, sem um propósito.
O ferro não ganharia forma, se não
Fosse modelado pela sensibilidade
Do artista...
Nenhum artista molda suas emoções,
Sem dar vazão a uma sensibilidade
Escondida...
Ninguém e’ artista se não carregar
Dentro de si, as formas de suas emoções.
O cantor canta, e exala a sua arte na
Forma de notas de extrema magia...
São fragmentos de sua própria alma!      By betonicou

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pássaro migrante.© Copyright


 Homem tal qual um pássaro,
Que se esquiva do vento frio...
Saindo da terra que inverna,
Para a terra aquecida de calor,
E luz...
Saindo do vale das sombras
Sombrias, uma razão...
Imigrando por caminhos,
Que aos poucos se estreitam...
Provado pelo fogo, e como a
Prata, o ouro, e a corça
Sedenta...
Caminho, frio, duro, árduo...
Um medo imenso!
E eis então um brilho intenso
Refulgência, que aponta como
Um raio, para o fim da estrada
Trilhada... Como um farol
Que serve como guia, durante
A tempestade forte, e
Sombria...
No alto mar solitário, a
Solidão se se preenche de luz...
Luz que prende o mais atento...
Um caminho, que nasce
Refulgente, fulgor intenso!
A semente que brota em terra
Seca, e sedenta... o coração...
No fim da estrada trilhada,
Em asas de águia voante...
Cavalgando o vento frio como
Aço cortante... ressoa o canto
Do pássaro migrante!
O canto da vitoria, e Fe provada...
Recebido pelo abraço de Deus...
Uma forte trovoada! Aprovando
A jornada finda.
O bem vindo à criatura, outrora
Perdido, e agora filho encontrado!
                                                                          By betonicou