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curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Aos falsos Reis....© Copyright



Nas areias do tempo, erguendo- se do chão.
Um castelo que sobe soberano, sem senso...
 Um inseguro... Erguido, e durando apenas
  Um momento... A mercê do vento, em
Tombada razão...
Sobre as pedras trituradas, uma timidez,
Falsidade imponente...
A solidez das certezas, ou a fragilidade das
Incertezas?
Um forte erguido, sobre o chão das idéias
Incertas...
Um castelo, edificado na debilidade das
O infortúnio descarte das vivencias
Desmedidas...
São as incertezas da vida mal realizada, onde
Erguem-se, as Quimeras... Alçando vôo, em
Devaneios loucos... Sobre as torres dos
Tormentos...
Castelos medievais, dos vendavais devaneios...
Sobre o chão movediço, se ergue o aglomerado
De torres...  Ao redor, um fosso...
Onde os repteis, estão à espera dos desavisados,
E sonhadores... Conquistadores, esperando
 Conquistar, uma coroa de latão, e jóias de vidro...
O rei de um castelo erguido sobre a areia,
E’ um rei de cartas marcadas...
Um jogo comprado... Um reino desfigurado.
Com cavaleiros loucos, em seus cavalos esquálidos...
Este rei, usa a coroa que faz JUZ as suas razões...
E’ a imagem, de uma torpe nobreza... A distorcida
Imagem, de um ego desfigurado...
Refletindo em seu castelo... Um monumento
Decaído...
Reflexo do falso brio... Erguido sobre o pó,
Das pedras, trituradas Pelo tempo. 
Sobre as tormentas, de um reinado mal erguido...       
Areias da fragilidade humana...


Assim, e’ o reinado de um rei,  de cartas marcadas.                     By betonicou
           


                       

sexta-feira, 8 de julho de 2011

sonhos de um anjo delirante...© Copyright

Do alto da montanha contemplo o horizonte inalcançável
Pela distancia, com o olhar limitado do meu ser...
Do alto da montanha, vislumbro um por do sol
Ruborizado, escarlate, como que envergonhado pela
Beleza do luar, que mais uma vez, bate a porta de um sol
Apaixonado...
Um laranja, vermelho carmim, assim dado aos tons
Dos olhos humanos, em nuances vertigens de cada
Um...
                Do alto da montanha, visito mais perto o sol poente,  
Com seus ainda, luminosos raios ardentes... dourando
As paisagens no findar da tarde; Em dourada e colorada 
Matiz.
Do alto da montanha, no retirar ardente, revejo o luar
Em lua crescente; Em uma torrente de raios mornos, serenos...
Acariciando a vida, em banhos de luz mágica, prateada,
Embriagando-me no luar dos deslumbrados...
Ternos raios amorosos, como que abraçando, e acariciando
O amante noturno... Luar emoldurado por ébano, cravejado
 De brilhantes, e citilantes olhares incrustados no universo.
Do alto da montanha, um novo  conceito...                                                                                                                                                                        





Vejo o céu, enegrecido pela ausência
Da luz dourada, radiante, e um luar apaixonado,
Delirante. Que se derrama em chuva terna, enamorada
 Acariciando o coração de quem e’ amado, e alucinando
Os prazeres dos apaixonados... Um banho de ternos raios
Floris.
Do sublime, revejo o amanhecer frondoso do vale distante...
Revejo a paisagem ofuscante, do matinar celebrante...
Dando vazão a um plano audaz, louco delirante...
Pois do eminente, vi a dureza das pedras, e o caminhar das almas
Insensíveis!
Vi os sonhos... Desaparecendo ao longe, Perecíveis...
Alguns alcançados, e se despedem... Outros nunca alcançados,
E se diluem no horizonte... No alto sonhei ao luar,
Extasiei-me ao sol poente... E como um Ícaro moderno,
Em asas metálicas, descartando as ceras emplumadas,
O alçar do vôo ,das idéias mentalizadas... Pois do alto desatei
O desatino... Visualizei os destinos... vi toda a vida passar
Num clarão repentino! E pousei na firmeza da terra...
Voei o sonho dos Ícaros!Pois o meu destino era voar,
Pousar, viver, e amar... Contrariando assim a fatalidade
De um anjo delirante...                  By betonicou

sábado, 2 de julho de 2011

Vertentes..© Copyright



Sobre as vertentes, ha
Caminhos ardentes.
Águas que brotam,
Deste solo que chora...
O choro que implora,
Pela rocha que jorra...
Um sol escaldante,
Um calor torturante.
Uma fenda na rocha,
Uma água que jorra...
Um suor, uma fronte,
Um frescor borbulhante.
Um alivia na fonte, do
Calor devorante...

As flores se mexem ao
Vento, e a terna brisa...
O acalento suave, meigo,
A doce canção suaviza.
O coração em total ermo,
A solidão que o acerca...
 Angustias descontentes
A tristeza que a alma
Encerra...

Clamam pelas vertentes,
As multidões que viajam.
Vastas almas que choram,
Pelas rochas imploram!
Nesta rocha que se esvai.
Então se consolam...
Sorvendo então a pureza,
               Desta pedra vertente.                       By betonicou

Alma de artista .© Copyright

Ninguém e’ artista, se não carregar em si, 
as emoções necessárias em sua arte.
Ninguém eleva se, se não deixar fluir
seus Sentidos mais suaves da alma...
Ninguém condiciona sua arte, se não
ter em mãos, a matéria prima necessária.
O pintor não traz de dentro de si, sem ter
tinta e um pincel em mãos; A tela pode
Ser os murais, da própria existência...
O poeta não encanta com  versos na 
escrita, se não ter seus sentimentos
aflorados por emoções fortes, ou suaves...
Fazendo surgir de seus dedos embriagados
Pela inspiração ressurgida... Pois ela some,
E torna a aparecer em lindos, e novos
Mágicos devaneios, como um cintilar nas
Pontas dos dedos.
Assim como a matéria-prima da dança
E’ o movimento... O movimento do
Corpo que dança... Tudo envolvendo a
Sensibilidade; Sem ela as matérias-
Primas se diluiriam sem forma...
Como o barro do oleiro se dilui, ao
Ser posto na água, sem um propósito.
O ferro não ganharia forma, se não
Fosse modelado pela sensibilidade
Do artista...
Nenhum artista molda suas emoções,
Sem dar vazão a uma sensibilidade
Escondida...
Ninguém e’ artista se não carregar
Dentro de si, as formas de suas emoções.
O cantor canta, e exala a sua arte na
Forma de notas de extrema magia...
São fragmentos de sua própria alma!      By betonicou

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pássaro migrante.© Copyright


 Homem tal qual um pássaro,
Que se esquiva do vento frio...
Saindo da terra que inverna,
Para a terra aquecida de calor,
E luz...
Saindo do vale das sombras
Sombrias, uma razão...
Imigrando por caminhos,
Que aos poucos se estreitam...
Provado pelo fogo, e como a
Prata, o ouro, e a corça
Sedenta...
Caminho, frio, duro, árduo...
Um medo imenso!
E eis então um brilho intenso
Refulgência, que aponta como
Um raio, para o fim da estrada
Trilhada... Como um farol
Que serve como guia, durante
A tempestade forte, e
Sombria...
No alto mar solitário, a
Solidão se se preenche de luz...
Luz que prende o mais atento...
Um caminho, que nasce
Refulgente, fulgor intenso!
A semente que brota em terra
Seca, e sedenta... o coração...
No fim da estrada trilhada,
Em asas de águia voante...
Cavalgando o vento frio como
Aço cortante... ressoa o canto
Do pássaro migrante!
O canto da vitoria, e Fe provada...
Recebido pelo abraço de Deus...
Uma forte trovoada! Aprovando
A jornada finda.
O bem vindo à criatura, outrora
Perdido, e agora filho encontrado!
                                                                          By betonicou

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Amor arcano © Copyright


Minha magia e’ arcana...  te
Levarei para Arcádia, onde
Liberaremos nossa poesia, e
Canções em noites de extremo
Prazer... Subiremos no mais
Alto dos muros, por entre as
Estrelas... Suave menina, doce
Amor! Tu me fascinas! Tua
Visão linda me alucina...
Roubo-te dos montes dos
Deuses... Desce ate minha
Humilde vida, que jogada
Aos teus pés, se derrama em
Desejos... Minha paixão há
Muito escondida...

Derrubemos as barreiras
Tênues, dos muros eternos...
Tu La, e eu aqui, esperando
Por ti... Num abraço caloroso,
 Derreteremos o inverno, que
Há muito nos congela, e nos
Oprime... Liberemos o fogo
Da paixão de verão, que há muito
Teima em aflorar, e explodir, em
Ardente desejo de amar...
E que insiste em vir à tona, e                                                                                           Fazer no auge, esse amor
Levitar... Minha magia te traz
Dos céus...
Meus desejos terrenos,
Abraçam-te, beijam-te, em ardentes, e doces raios de verão...
                                                                                                               
By betonicou   

terça-feira, 21 de junho de 2011

neutros © Copyright

 Um ponto negro no espaço, antes
Vazio se vê.
Ali aguçando meu olhar um tanto.
O branco, com um ponto no centro,
Um encanto!
Com a imponência  que se atiça
No branco, esse ponto negro.
No espaço, antes infinito branco
Um toque de cor...
Uma folha, de papel comum ou machê
Ali agora, um ponto.
                                                                                                                                    Procura companheiras matizes irmãs, 
mas apenas se vê, ali solitário um ponto.
No universo, antes alvo, branco...                                                                           Algodão, papel... Está lá no centro,
Ou qualquer canto...

Uma visão instigante, quando se olha no
Branco...
Um ponto instigando e tomando atento
Um reino e ali, todo soberano, sem ter
Ao redor outra cor.
Todo  solitário sem ter,  com quem dividir o
Reino  reina todo o ponto , na folha de papel
 em branco. Um ponto negro no branco.

                          By betonicou