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curvas, retas e esquinas

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Renascimento © Copyright

Derramar tão cedo,  com flores prestes a nascer,  é entregar a vida a um começo.  Espelhar  a vida, com o sol despontando no amanhecer,  e os  amarelos canários e pardos pardais  anunciando, é como uma prece daquela calma e as brisas, são carinhos que tocam toda a alma.  Se derramar tão cedo, é como uma oração ao renascer e enxergar a vida, a cada começo. Ver chegando o sol todo brilhando,  e´ a vida da alma e se for chuva, e´ o mar de cima  acariciando e fazendo, de tudo que tão bem conheço....  E todos esses jeitos, são notas de uma canção e quando chega a noite, tudo se transforma, de novo em oração. E tornar a dormir, como num ventre prestes a renascer, e tornar a ver o recomeço! São as cortinas dessa vida. É singela  cantiga leve e  poesia, tão bem definida.!   Se derramar de novo e acordar o que vem nascer, são as puras mães anunciando, e cada renascer reluz e refrete, como um espelho.  E as manhãs, são canções que proclamam minha vida, tua vida, nossa vida.
By betonicou Arte: Maria Pace-Wynters e Claudia tremblay

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Idas e vindas © Copyright

Tudo fica do lado de lá, na despedida. A noite termina e a lua se apaga; é dia! E o coração fica todo   descompassado quando diz: estou chegando!  Lá da janela, eu pude avistar gente que vem do lado de lá e minha porta, toda se abre para quem   quer sair e outra, para quem quer   voltar. E tem gente que vem de todo lugar querendo a trilhar nessa vida, mas não quer ficar; talvez tenha medo. Todos os dias, e´ partir para outro dia e tem as noites, quando lua brilha e tem a grande, de cor pálida que diz: ainda e´ cedo!  É que vem chegando aquela manhã, naquele ato de voltar, mas pode me dar aquele abraço e antes que o dia chegue, eu quero mesmo é esse apertado espaço do sossego. Tem lá na estação, gente saindo e que chega, de todo lugar. Tem pessoas indo sem querer ir para lá. Tem gente vindo sem olhar para trás. E lá da janela posso avistar aquele aceno, de quem vem chegando, para querer, aqui ficar sem receios. É primavera e cada folha retorna de sua caída. E tem as flores que desabrocham naquela dança, de dizer: estamos voltando! E é todo esse vai e vem no retorno das folhas de despedidas.  É sempre tempo das idas e vindas, de uma vida sem segredos.
By betonicou




quinta-feira, 23 de março de 2017

Asas de outono © Copyright


E tudo é,  como um vinho embriagante tomado sem sentir nada. É extremo feito o infinito, mas é´ vazio de nada. É tudo feito as asas acovardadas, sem poder voar ao sol. É como pés que trilham nas  símplices  e retas estradas. É o passar do tempo nessa estação tão fria, de folhas secas e estagnadas. Como uma estrela, num cintilar sem brilho, ou a água que para sem chegar ao rio.... É essa vida desgovernada. E tudo e´ tão estranho, e´ tão frio, de esfriar o sol! E as folhas sempre caem temendo a colheita, e aí despencam numa poesia condenada.  É um voo perfeito, de tirar o folego, até na calmaria desleixada. E essa coisa do desespero, de mergulhar de vez! Mas é´ poema puro, de outono, toda essa chuva avermelhada. Aí aparecem todas as razões que nos roubam as doces ilusões, tão queridas e tão sonhadas. E esse vento que teima, em nos puxar para a letargia! Parece um sonho, de até sentir medo dessa calmaria repentina, ou subordinada. E ouço a melodia de amor, ou fúnebre? E ouço a voz tão fria, de minha timidez atenuada. Tão fugaz é a covardia e o rubor de minha face, ante uma batida tão descompassada. E aí que bebo o vinho, numa noite escura e também tão fria e enamorada. E tudo que devoro é minha lucidez!  E´ bebida fria, iguais aos abraços frios que ganhei, e todos os sentidos do “talvez”.     By betonicou

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Reconstrução © Copyright

Não me ouvirão, pois estou dentro do meu silêncio... mas quero que saibam!  Fui até os vales colher flores e os espinhos me abraçaram. O vento murmurou em meus ouvidos a música que ali mesmo embalou meu sono, e meus olhos, se fecharam para verem dentro de mim mesmo, o que havia além dos olhares físicos...as flores abraçaram minha nudez, enquanto as águas as regavam para fazerem brotarem sob minha pele as suas raízes... O sol brilhava majestoso em minhas retinas, enquanto minhas luas negras fitavam no espelho das águas, a nudez que as flores cobriam. Era um jardim que crescia, e as pétalas coloridas sobre meu corpo seriam as mesmas que enfeitariam a lapide que um dia o guardaria, como lembrança póstuma desse meu mundo...as trepadeiras aproveitavam os caminhos vagos, e se faziam crescer tornando o meu muro  de pedra, um tapete de folhas de esperanças... e os pássaros faziam seus ninhos dos espinhos deixando apenas as flores que também protegiam-me  do meu próprio frio... Não quero que me ouçam , mas apenas fui ao vale colher minha próprias flores do silencio e minha alma abraçou aquele  mundo, enquanto as águas lavavam o grito que teimava em ecoar em  minhas montanhas... E o mundo, não ouviu o meu pisar sobre os gravetos secos, e enquanto meus espinhos serviam de casa para o descansar das asas brancas de pequenos anjos,  eu sonhava a minha história, no silêncio de minha alma. By betonicou

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Sensibilidade © Copyright


Paz! Sempre quero mais! Nesse novo passo que se deu na criação, são sol, lua  e estrelas que refletem nesse céu de todos nós!  São as nuvens que se desaguam em forte turbilhão. Paciência e sorrisos que voam leves são poesias de balão. Sentimentos? Sempre verdadeiros! Sonhos? São repletos! Todos os com os nossos ideais! Terra santa? São onde as asas pedem um espaço para pousar. Passarinhos dividindo todo o ar da emoção. É a paz, que sempre acena as asas brancas da mansidão. E qualquer coisa que nesse ar cheira, é aroma que faz sonhar. São as coisas pequeninas, os grandes jeitos de falar! São grandes esses gestos, e são espaços da imensidão .... Um cometa, ou um pássaro indo, ou asas de avião. Sempre voa sonhadora a alma e as vezes, quer mesmo e´ a sensação de levitar .... Canta a canção de paz da consciência! Canta em coro, tudo que se tem de amar. Canta aquele pássaro revoando, até o ninho de repousar, onde aguarda os gorjeios de infância e ainda, há um canto reservado, para descansar de revoar. Voa a alma, nos espaços das visões    comoventes! Voeja em pensamentos, onde divaga nesse ar. Descansa naquele ninho, onde a vida e’ segura... naquele pequenino espaço de descansar. Há! — Eu quero sempre mais das ideias conscientes.... Quero o lugar, onde a alma e o coração possam juntos, até brincar de sonhar.  Quero a paz proclamada, dos pequeninos cantos inocentes. Quero as asas pequeninas que rasgam os ventos das delicadas brisas, desse leve e sensível   ar. A semente da paciência plantada, nas secas e áridas faces dos descontentes.... Pois o que queremos mesmo, e ´de olhos abertos sonhar de brincar de voar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fragilidade © Copyright

Abra os olhos e atente, para as coisas tão delicadas. O sol se desponta e ao redor, as nuvens dançam nas manhãs, tão de repente. Feche os olhos e sinta as brisas na pele áspera ou aveludada. Atente para as razões e as canções que falam tudo, onde o coração, pode ser indiferente …Tudo e´ lindo! Todos os dias são pedaços da vida. Seja sol, ou nuvens no derramar de todas as águas. A vida, é sobre o amor e não sobre os medos da gente. Veja o beija flor, ao lidar com as pétalas tão delicadas! Assim e´ todo amor...são canções, ou dilúvios. São o diz tudo, ou diz nada. São explosões, ou suaves vozes caladas.... Preste toda atenção e veja com seus olhos, o pássaro que sorve da flor tão gentilmente, e a folha que cai e traz a poesia frágil e inocente. Às vezes, eu também reconheço que fecho os olhos por medo e faço das cenas lindas, as paisagens   tão desprezadas.... E as vezes, não escuto canções, por medo de sentir tudo, ou não sentir todo apreço das palavras. E tudo, tem a ver, de como vemos tão desigual.... Sorrisos? Às vezes acalma a dor, mas não cura o medo das promessas...às vezes, a saudade se instala e vira ponte, para as ilusões sonhadas na realidade..., mas uma palavra amor cura a morte, das esquecidas emoções adormecidas, e do barulho das noites mal dormidas e dos despertados dias, tão mal divagados.
By betonicou