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curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Delirante © Copyright

São esses horizontes que me levam para aquela estrada. Levam tudo dessa fonte, onde jorram as
minhas águas. Vertem flores de lembranças, mas tudo, são pétalas na ventania...Caem as folhas no seu tempo. Mas nesse tempo, também gelam tudo, pois a lua no alto, de amor se esfria... são as fases desse meu mundo que me levam pra minha morada.... É a sorte tão escondida que quando se acha, e´ sorte tão desprezada...Mas é tudo cena de um pesadelo, e os sonhos claros vem no presente trazendo paz na caminhada. Na verdade, a luz me abraça em cores vibrantes, ou numa só, tão claramente esbranquiçada. E’ a eterna loucura de “Cervantes” onde o moinho rodava as ilusões, tão desfrutadas, e o terno cavaleiro brilhante em seu esquálido perseguindo as quimeras, nas delirantes noites caladas.... Hoje dormi um sono, de sonhar tão diferente e nas minhas noites escuras, até a lua sorri largo e gentilmente. Adormeci, no jardim ao ar livre, com todas as músicas silvestres, tão bem orquestradas. Sonhei tão alto, num voo dos anjos amantes... e voei rasteiro e ligeiro, nas minhas sensações, as vezes tão ilusórias e divagantes... Ah- coração! Esse meu peito, todo descompassado declama as poesias tão apertadas e instaladas.... Quem me dera, um coração maior que meus amores e não apertar tanto o que a alma instala de emoções, tão grandemente alargadas...Se e´ paixão, que se derrame e se perca nas enxurradas. Se e´ ternura, que seja um mar de águas claras e turmalinas. ... e se e´ amor que seja claro, feito o dia; Feito da clareza das águas doces, e das minhas  cristalinas e vertentes retinas .