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curvas, retas e esquinas

domingo, 28 de agosto de 2016

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É segunda ou sexta feira, ou um dia desses qualquer! É semente na ribanceira rolando, e germinando onde bem quer. É o meu amor fecundo  procurando  nesse todo o que restou de um segundo.... É o tempo que sempre me faz povo, nesse tão diminuto tempo do meu mundo....  E sou as pedras das calçadas regadas de todas as  pisadas. Sou o homem, e um dos  filhos brincando nas jogadas. E ai, sou o falastrão de novo! Eu sou uma das caras fantasiadas do dia, de cada cena que reprovo. E a minha voz tão aflita, o acaso sempre rejeita. E a minha paz tão contrita, às vezes,nada representa ! Então ouço as falas que se ocultam...  E sinto os segredos  que se aprofundam nos mares, nos lares, na alma, e naquele olhar que vaga no drama, e me reclama...

É a voz do desconforto, quando vento balbucia o que não quer gritar. Os meus ares são anfíbios, pois são chuvas e respirar! Mas e’ a paz que é o meu consolo, e a minha fortaleza, são de sonhos, e não de ferro, ou de  tijolo. São os medos  que resisto naquele parque de brincar. São as ondas de palpites que me naufragam nesse mar. E o que ninguém sabe, ninguém destrói com desconsolo... Quando todos sabem, às vezes ninguém sabe, ou entende, quando a alma pede colo. Ai, é a febre que respira, e’ a onda dos altos e baixos de amar! E’ aquele beijo que não existe, ou ainda persiste naquele ato de divagar. Sou o homem que calado sonha. Sou a pessoa que perdoa, no silêncio dos ares, na rua, e na trama, ou onde silente  meu coração inflama, e  ainda a alma declama.
By betonicou