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curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 20 de maio de 2016

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Caiu do céu uma flor e despencou-se de meus olhos.
Caíram e entornaram os anjos, que voejavam meus sonhos.
O universo vomitou os seus corvos na minha rua ...
As bandeiras, já não tremulam as minhas cores brancas.
Saíram para passear e não retornaram; as minhas ovelhas...
Tudo e´ soma. Até a sorte, que nos deixa e despreza ...
Tudo é Conquista. Até o que se perde, as vezes e´ sorte...
Caíram do céu. Despencaram-se, as nuvens macias do Azul.
Porém, o azul e´ lindo.  As nuvens embaçavam- lhe o sentido ...
O que é´ o frio, senão o escuro sem calor, que nos envolve?
Ou o silencio que buscamos, na música que nos fere os ouvidos?
A minha paz, é branca..., porém, a guerra, e´ que tinge minha bandeira.
O universo canta o meu silencio, mas meu frio pede lã...
Ainda caem tempestades, onde apenas o orvalho e’ necessário...
Não! Ainda digo, que não sei, onde caem as minhas flores...
A certeza, e´ que caíram sobre mim, quando fechar os meus olhos...
O azul e´ lindo! Porém, é o marrom, que se aproxima; dia a dia ...
Meus pássaros imaginários cantam e voam, nas minhas preces...
Oh! - O inverno chegou e minhas asas congelaram no seu voo...
Mãos se aproximam e não me deixam cair sobre espinhos.
As minhas preces, são levadas e entregues, em bicos de pífaros...
Digo que não sei! Finjo que não sei, da luz que se apagou...
Eu sei que caiu aquela flor, e minhas águas desaguaram...
As minhas preces foram ouvidas e ditas a mim, pelos gorjeios...
São os pássaros, que me carregam nos balaios do meu sono...
E eu estive, onde o ar já não sustentava as minhas asas quebradas...
As nuvens que caíram receberam-me, no macio do seu conforto.
Eram agora melhores, que o azul que se pôs distante; no infinito...
Branca, e´ a paz que circula as janelas, para o meu mundo interno...
By betonicou