Páginas

curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 11 de março de 2016

Irreal e solido © Copyright

Vejo esse quadro, num todo geral. Vejo uma sala, e vejo
Um quarto, onde quero dormir. Vejo, um voejar, nesse
Meu ar escuro. Vejo, um andar de montanha russa, e
Vejo, um passar de minha história, nesse espaço de
Descansar, e de sentir. Nesse lugar, antes, do despertar
Matinal pinto, as imagens, que são, para relembrar, as
Minhas aventuras de dormir. Pinto a gaiola, com seu
Homem pássaro, que é, para recordar, que todo o sonho,
É fácil, até o de prender, aquele pássaro, e negar o seu
Voar, nesse espaço, de poder ir, e vir. Sou passageiro
Do real, porem trafego, em todo esse espaço, das coisas
Não naturais. Sou o homem, sem seu ar de gloria. E
Sou aquele sujeito, que pintou a sua história, nas paredes
Do seu quarto, que é, para evocar e refletir. E quem ler,
Não deve acreditar, pois são fatos, desse meu mundo
Transcendental. E quem ver, pode acreditar, pois e’ esse
O meu jeito, de ver e sentir, bem natural. Vejo, aquela
Janela matinal, onde avisto, aquele horizonte, que o sol
Desponta. Vejo, lá no longe, onde ficou, toda aquela prosa.
Vejo olhares incertos, que não sei, se são simpáticos, ou se
São apáticos; isso ninguém me conta. Vejo aquele pássaro
Livre da gaiola, mas com seus voos, não práticos. Vejo, que  
 Sente falta, de seu cárcere. Aquela prisão, era o seu quarto,
De sonos plácidos... A liberdade, às vezes, e’ uma prisão de
Tijolos sólidos...um voo sem rumo, e sem sinal. Tudo vejo, no
Momento escuro dos olhos. As clarezas, dos olhos claros
Dormem, esse sono atemporal, naquele espaço de fluir....

By betonicou