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curvas, retas e esquinas

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Alma © Copyright

E a chegada da noite, é o certo da minha história. Sem palavras
Para contar, mas o coração, tem  todo o seu jeito de falar! São as
Tristezas que fizeram o seu cerco, São as alegrias que não
Deixaram um travesseiro, onde eu possa dormir. Meu peito
Todo acelera, e ainda não chegou a hora de partir. Eu sorvi
 veneno , junto  à minha taça de felicidades .... Naquela noite tão
Explosiva, o escuro trouxe minhas saudades. Os fogos não deflagraram
Como estrelas cadentes no céu, e meu corpo , todo em pedra pesava...
E minha alma, toda chorosa lembrava; Cada um tinha seu jeito de
Sentir. Mas esse, e’ o meu jeito de dizer que fui, e nunca ter querido ir.
A minha alma tem saudade, daquela parte que o vento levou, e meu
Coração se apavora com o tempo molhado. E são essas águas mornas
Que meu corpo verteu, e se alagou. E nesse tempo de eterna noite que
Tanto amedronta, eu me assusto! Não tenho as marquises para esconder
A miséria emotiva que tanto sinto. Se há tempo para tudo nessa vida...
Então chegou a minha hora de ir! Porém, o coração nunca quer ter que
Partir. E esse dia de noite, foi que as sombras tentaram esconder, para
 Não sentir e ver ... Que de   minhas cores preferidas, não dava para esquecer.
Numa névoa esconderam os tons verde e azul. E agora de olhos baixos,
 Só vejo o Sul ... E isso tudo amedronta! Pois de forte, apenas a minha casca
 Apavora ...A minha alma tem sede, de colocar o   sereno, e frágil para fora. ...
 Meu coração, se renega, e todo apático, meu corpo se fez. Não há palavras
 Que consolem meu ser, que é o todo sério, e calado da vez... ...E por dentro
 A alma se contorce...  Pois não e ‘essa a essência de perfume , que trago
 Dentro   de mim...e as portas antes fechadas querem-se abrir; todas assim!
E nessa noite escura, que de tanto cego me desfez ... qual e’ o remédio
 De flora? Flores dos celestes jardins ?  Sempre orquídeas, toda vez.
By betonicou