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curvas, retas e esquinas

sábado, 17 de outubro de 2015

Miragens © Copyright


Enganei tudo e enganei nada. Foram tantas armações e são tantas
 Divagações que me perguntei: por que enganar a vida, se a morte
  não se engana?! Enganei meus próprios versos e escrevi o que hoje
esta sendo revisado... Arrependo-me , por não ter ao menos uma vez,
não ter enganado o tudo que se fez nada... Enganei os céus e pedi chuva,
Enganei o sol, pois queria a lua, e enganava a lua querendo o sol. Enganei
o ar, pois queria fumaça para preencher meus pulmões... Enganei quase
tudo e não enganei os caminhos do coração .... Enganei as minhas
estradas, quando escolhi outros caminhos e  escolhi enganar de amar,
a ser enganado de ser amado, não odiar e ser odiado... Enganei o universo,
 pois subi acima do que para mim estava permitido... Nos meus delírios
 voei além dos limites e  enganei a mim! Eu queria ganhar e não perder...
 Porem às vezes,  quando perde engana-se de ganhar e  enganei todos os
 sons, quando emudeci. Enganei as águas, quando nadei contra as correntes.
Enganei a minhas mãos, quando toquei as brasas que queimam e enganei
As lindas janelas, quando escolhi apenas observar o adeus. Enganei
minha própria face, quando deveria sorrir e não chorar a despedida.
Enganei a inocência, quando aprendi a olhar e desejar e  e enganei-me
de inocência, quando venho o desejo e desviei o olhar ...Enganei todos
 os meus medos, quando enganei a mim mesmo e tive coragem...
Enganei o meu peito, quando de amor sofri e bastava apenas suspirar e
respirar leve... Enganei e enganei!  Mas eu queria mesmo, era enganar
meu coração e alimenta-lo da minha razão... Mas enganei a própria
logica de meu raciocínio  e escolhi , a não enganar-me de frieza...
Enganei todos os sentidos,  mas não enganei a minha maneira de enganar
a vida. Sim! Enganei todos os caminhos da desistência. Enganei os versos
Vazios e enganei-me, quando resolvi enganar-me... Enganei-me escrevendo
Para a vida, um verso torto, nas linhas da imaginação ...
By betonicou