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curvas, retas e esquinas

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Fluxo © Copyright


Meu sangue é fonte de emoção; se ferve brota lá na terra.
Gira nesse meu mundo e irriga meus olhos, na longa espera.
Esfria-se é morte, esquenta-se é vida que impera. Todo esse
Vermelho, é a cor que tinge as flores rubras, de toda a paixão
 Que se desespera. Meu sangue e’ a estrada de todos os meus desejos... 
Nesse meu sangue segue uma oração... Segue o fluxo, e espalha em
 Ritmar de despejos; irriga a fala... É a pauta da minha canção. É um
Rio que escalda a fera, e muda a estação. Meu liquido são águas
Presas ou soltas, entre toda, leve ou pesada sensação... Meu sangue
 É fogo que incendeia. É fogueira quente de minha forte emoção...
 É a voz que anuncia a paz das minhas fronteiras... Solta as amarras,
E abranda a comoção... E irrigando vai pulsando a paz de tudo, ou
  A guerra... E vai ver que é fera banhada pela lua cheia... É todo calor,
  É do fogo desta terra. É rio que o meu eu todo serpenteia... Meu sangue
 É a vida da minha canção; que canta todas as minhas caminhadas...
É a linha que sinaliza a velocidade, de todas as minhas retas ou curvas
Estradas... E vai ver que é a sorte, que por dentro tanto rodeia... Meu rio
É vida que se ergue, é fonte que emerge certo, por todas as minhas
Encruzilhadas.  E’ vinho que me deita, nas internas ou externas calçadas...
Se solto e’ devoção... Se sentimentos tortos, é fio de espadas. Muda
 Todo doce... Rumo à paz da minha esfera. Se for pureza ou sorte, é como
 Água. E’ manso nas enxurradas, é como canção nos guetos. É vida que
 Irriga e faz florir, toda a nossa Interna primavera... E’ mansidão nas enseadas. 


By betonicou