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curvas, retas e esquinas

sábado, 22 de agosto de 2015

Soneto à minha realidade © Copyright

Vem minha alegria, e pouse nua neste meu ser.
Confesse, todo o meu peito e desnude esse
Meu querer... Revele, quantos beijos eu beijei,
E a quantas travessuras de um amor me entreguei,
E em quantas janelas, te esperando me debrucei.

Veja minha realidade, onde mora uma saudade.
Brinque, diante dos meus olhos que são janelas
Da minha vaidade... Adentre expulsando do
Peito, essa tola verdade... Pois a escura nostalgia,
Apenas nos coloca nos olhos, um tom piedade...

Vem e mostra-me, aquele tão pouco, aquilo que
 De tão louco me fez empobrecer... São as minhas
Lembranças, essas minhas heranças que de tão
 Pecados, só faz entristecer! Faça de mim sua rua,
Porque de alegria, jamais alguém pode sofrer.

Derrame sobre mim este teu cuidado... Pois não
 Querer ser machucado, e’ de bom grado. Faça
 Decoroso esse meu jeito assanhado... Não quero
 Rancor desajustado... Quero mesmo, é remédio
Para as dores de amor!  Eu só quero. um momento
 Que desabroche em viva cor.
By betonicou