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curvas, retas e esquinas

domingo, 19 de julho de 2015

Caminhos © Copyright




São como fios de cabelos que se entrelaçam por caminhos
Escondidos. São como unhas que sempre raspam meus nervos
Sensíveis, aos sons desesperados e estendidos... São todos os meus
Poros abertos, aos gelados açoites do vento. São todas as percepções
Que estes olhos não percebem, e meus dedos tateiam a tempo.
São todos os cheiros percebidos pelas minhas narinas sensíveis, e
Sentidos proibidos... São todos os sons emitidos por minha garganta
Amestrada, por uma língua agitada, pelas formas dos linguajares
Atrevidos... ... São estes meus sentidos que sempre acordam meus
Desejos escondidos... São minhas orações que sempre tomaram
Direções opostas, aos anseios pedidos... Eu arranhei todos s meus
Sons! Eu cantei uma musica desmedida! E eu acertei a tempo, no seu
Compasso de tempo , uma musica que traz todas as lembranças de
Todo o meu eu passado que ficara preso por dentro... E agora surgiu,
Singelo e no oportuno ; Todo  atempo!E percebo fios deste espaço, onde
Pendurados estão todos esses nossos jeitos... Eu percebo um palco,
E nele, somos marionetes de todos os nossos defeitos... Porque se serve
De consolo: “O abandono, e’ a ausência da desesperança”... A solidão, tem
Todo o seu jeito mórbido de buscar com tempo, a tempo, a esperança...
São frios, todos os momentos duros, em que precisamos buscar-nos todo
Aflito... E eu hoje sosseguei todo esse eu, pois mergulhei na consciência,
De que faço parte de todo esse universo usual, ou esquisito... São todos
Os olhares e cheiros, onde marcamos a partida de um novo começo... E
As lembranças às vezes, são apenas retratos em uma sala vazia que
Enfeitam, sem nenhum apreço... Eu hoje refiz os caminhos entrelaçados
 Numa só linha que caminha serena pela alma; segui adentro... Desfiz de
Todos os sentidos que prendiam esse meu eu interno... Trouxe-me todo
De dentro.
By betonicou