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curvas, retas e esquinas

domingo, 22 de março de 2015

Desajeitados e cômicos © Copyright

Brincamos tudo de uma vez só, nesse parque temático. 
Nascemos tudo de uma vez só, nesse nosso parto clássico.
Bebemos agua engarrafada, dessas garrafas de plástico.
Comemos uns caracóis, como se fosse um prato fino, e simpático...
Vivemos nas multidões, como se fossemos o ultimo ser pratico.
Perdemos nossas vontades... E nossas loucuras, ainda são débeis, céticas...
E fazemos da plateia , nossa marionete de braços, e pernas cômicas.
Subimos na plataforma, mas fazemos de tudo, cenas jogadas e lúdicas.
E perdemos toda a vontade de fazer as coisas boas, e irônicas...
Brincamos sempre neste circo, como palhaços de um filme sádico...
E fazemos tudo errado, como o uso de um algum banheiro publico.
E fazemos um carnaval, ao subir nas rampas de um palácio estático...
E escondemo-nos por entre as bandeiras,  fazendo-nos  ser todo pudico.
Sentimos um desespero, ao  doarmos todo o nosso lado romântico...
Choramos um desenterro, querendo amar um morto de frio ártico...
Vivemos uma metamorfose, e somos beijados por um príncipe esquálido.
Atrapalhamo-nos, por ansiarmos os desconcertos de um desejo ávido... 
Subimos na ribanceira para mergulharmos num lago de lixo liquido.
Cantamos uma melodia desafinada; e’ a cena de uma vida romântica!
Quisemos ser o tal, e rabiscamos no quadro, uma formula quântica.
Não soubemos explicar, e preferimos balbuciar, uma reza tântrica...
E sofremos a alucinação, dos cogumelos de uma explosão atômica...
E  atrapalhamos-no , com a timidez, ou numa inverdade astronômica.
E sentimos o desespero, quando fazemos o tudo errado... Ou de tudo fluir...
Tropeçamos a cada passo, quando tentamos o tudo certo... Correr, e fugir...
E tropeçando, ou cambaleando, tentamos das arapucas sair...
E queremos mesmo, e’ viver tudo, sentir tudo, antes mesmo de partir!
By betonicou