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curvas, retas e esquinas

domingo, 15 de novembro de 2015

Nau do embriagado © Copyright

Quero navegar por este corpo, feito uma nau embriagada, e quero
Equilibrar-me por essas ondas, feito causa quase naufragada. Quero
 Levantar minhas velas, para ver se navego mais perto. Quero pegar um
Vento forte , ate chegar a tuas praias de surpresa; todo descoberto. Quero
Ver a tua roupa no varal, toda pendurada; quero te ver miragem... E ao
 Ver você toda nua, feita ondas embriagantes... Quero criar coragem. Agora
  Bateu forte o desespero, nesta vontade de total destempero.  E cá estou,
Nessa minha nau quase naufragada, neste teu tolo exagero... Quero mesmo,
É aportar de novo, fazer um chamego doce, com toda a minha malandragem.
Quero beijar tua boca, sem o acido dos beijos loucos; que e’ pra fazer triagem...
Quero o veneno dos teus cabelos, que entorpecem os meus sentidos, de desespero...
Quero dançar a dança deste teu corpo, ter passos embriagados de tantos exageros,
Quero não se lembrar das causas recentes, de tudo que falamos, ou o que a gente viu...
Ou dos rumores descrentes... E quando a gente percebe alguém já partiu. Partiu para
Um mar dessa vida, sem volta, ou destino de onde parar. O que eu quero mesmo,
E’ brincar de esconde, esconde, mas sempre deixando você me encontrar. E a
Gente vai navegando nas ondas mansas, ou de Tão apavoradas, que nunca a gente
Viu! Mas partimos com o barco todo cheio de tudo, que a gente fez, e sentiu...
E esse mar que me abraça... Fazendo não querer Mais aportar... Mas eu quero
Mesmo, é a vida da terra. Quero tua praia mansa... Para de tudo enfim

 Poder descansar, e brincar...

By betonicou

Um comentário:

  1. Brincando de esconde esconde e deixando você me encontrar.
    Belíssimo poema como poucos que vejo querido amigo! Como escreves bem e ainda mais com toda essa sensualidade! Uauuu! Me embriaguei!
    Beijo enorme nesse lindo coração.

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