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curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Simplicidade .© Copyright


Escutava se em uma vitrola, músicas arranhadas;
E todos mergulhados estavam nos barulhos que cada um fazia...
E lá estava a rosa com suas saias bem ajustadas.
Lá fora estava o João e o seu cão, que adestradamente o conduzia.
Lá naquele mato, as aves estavam desassossegadas...
Em casa, os acordes arranhados de música de quadrilha.
Fechavam se as portas de dobradiças enferrujadas.
Rangiam se os ossos, das caveiras anciãs de juntas enrijecidas.
Lá sonhava se um sonho transloucado, acordado... Cortava-se
Uma rosa deslocada, no jardim das margaridas... Enquanto nas
Camas, os corpos insones se contorciam perturbados... Lá fora
Um estrondo, e o cão que latia ao barulho da artilharia. E o céu
Estava rubro, sendo a tiros rasgado e sangrado. E no chão, a chuva
 De plumas das aves abatidas, agora preciosa mercadoria...
E tropeçavam se todos os humanos na vida pobre, enrijecida...
Cada qual no seu plano de vida louca, que fazia de todos franzidos...
E ainda havia um espaço para a viola e voz desafinada!
Enquanto aqueles pobres joelhos, desgastados curvavam se todo doidos.
E os dedos duros, ainda podiam tocar uma moda acelerada!
Enquanto outro, ainda ouvia o vinil que todo torto se contorcia...
Todos juntos, diferentemente festejavam as vidas juntas; às vezes
Equilibradas... E no fogão, onde a lenha trepidava o cozido
Caçado fervia... Era um  João e um  José; e outras Marias afortunadas...
Essas vidas de pessoas juntas, sãs, ou simples desajeitadas...
Mas são todos os homens, mulheres, e suas diferentes manias
Coerentes, ou singularmente desajustadas.

By betonicou

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