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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Despedida © Copyright

Ouço tua voz, este teu som rouco e sedutor. Vejo este teu jeito cético
De fazer amor. Esta tua boca tem perfume, te beijar era meu costume,
Mas em teu jardim um pouco árido, não pude repousar! Faz da vida o
Que bem quer...  O outro ama, e faz o pouco que puder... Revirando
A mesa trás à tona a tristeza. Faz  da minha voz interior, uma incerteza.
Ouço a canção da despedida. Toda a lucides fora diluída, e esta paixão,
E’ a mais sofrida.  Porem, o amor cura aquela dor tão ressentida, e o desejo
Tolo se calou.
.
Vejo o teu corpo andar pela minha rua, não sinto a essência; talvez,
Disso esteja nua... Esta tua boca perdeu o perfume de vez... Pode ate ser
Coisa de ciúme, e eu não quero mais gostar! Da tua boca perdi o
Costume, mas sempre o coração não sabe como  aquietar. .. Fez bater
Forte, para eu dançar de novo. Os teus olhos, e’ o que procuro para ver
Se há céu  pra poder sonhar. Esta ilusão toda vergonhosa, sofrida e
Desmerecida ... Faz querer  retornar para a  vida , antes sossegada  e tão
 Divertida... Bem antes da boca mais linda e sedutora, que o meu beijo
Jamais beijou. By betonicou                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Samba ,suor e canela © Copyright


Lá da janela se pode ver chovendo torrentes de pingos d’água. Pode-se ver a maravilha desencadeada, e quando batem no chão viram flor. Pode-se ver as pernas da menina enlameadas, e no rosto um sorriso emanando todo frescor. Sua saia desfigurada, toda colorida rodopiava, em uma dança de chuva que a alma toda delirava .... Trazia no corpo as ondas que tudo sambava, e o tempo todo, tudo à sua volta de alegria pulava.  Os pingos formavam as enxurradas, e seu corpo moreno, com suas mechas descabeladas que  serpenteavam, todas molhadas. Morena do campo, desabrochando, feito flor.... Pela janela sinto o vento! Vi correndo a mulata assanhada, e seus quadris de sambar rebolavam trazendo ao meu peito, um bater de tambor. E a inocência desequilibrada ofegava, de tanto que saltitava o meu peito que precisava se conter, de tanto ansiar o corpo molhado, e o seu acanelado odor.... Querendo sambar suas saias abriram-se, num descortinar de cortinas deixando à mostra, todo aquele céu das meninas.... Milhões de orvalhos chamando sem parar! De tanto que meus olhos olharam essa maravilha vejo a pura Inocência, quase tímida a brilhar! E da janela vou vivendo aquarelas de visões....   Ela vem toda suada, toda misturada, com aquela chuva trazendo um sambar dos furacões... Saio lá fora, e vou correndo para abraçar a deusa molhada, com suas saias desfiguradas.... Que coisa linda essa rainha das sensações! Agora sem timidez, toda assanhada rodopiava, e me abraçando desarmava, meus já descasados botões.


By betonicou

domingo, 15 de novembro de 2015

Nau do embriagado © Copyright

Quero navegar por este corpo, feito uma nau embriagada, e quero
Equilibrar-me por essas ondas, feito causa quase naufragada. Quero
 Levantar minhas velas, para ver se navego mais perto. Quero pegar um
Vento forte , ate chegar a tuas praias de surpresa; todo descoberto. Quero
Ver a tua roupa no varal, toda pendurada; quero te ver miragem... E ao
 Ver você toda nua, feita ondas embriagantes... Quero criar coragem. Agora
  Bateu forte o desespero, nesta vontade de total destempero.  E cá estou,
Nessa minha nau quase naufragada, neste teu tolo exagero... Quero mesmo,
É aportar de novo, fazer um chamego doce, com toda a minha malandragem.
Quero beijar tua boca, sem o acido dos beijos loucos; que e’ pra fazer triagem...
Quero o veneno dos teus cabelos, que entorpecem os meus sentidos, de desespero...
Quero dançar a dança deste teu corpo, ter passos embriagados de tantos exageros,
Quero não se lembrar das causas recentes, de tudo que falamos, ou o que a gente viu...
Ou dos rumores descrentes... E quando a gente percebe alguém já partiu. Partiu para
Um mar dessa vida, sem volta, ou destino de onde parar. O que eu quero mesmo,
E’ brincar de esconde, esconde, mas sempre deixando você me encontrar. E a
Gente vai navegando nas ondas mansas, ou de Tão apavoradas, que nunca a gente
Viu! Mas partimos com o barco todo cheio de tudo, que a gente fez, e sentiu...
E esse mar que me abraça... Fazendo não querer Mais aportar... Mas eu quero
Mesmo, é a vida da terra. Quero tua praia mansa... Para de tudo enfim

 Poder descansar, e brincar...

By betonicou

sábado, 17 de outubro de 2015

Miragens © Copyright


Enganei tudo e enganei nada. Foram tantas armações e são tantas
 Divagações que me perguntei: por que enganar a vida, se a morte
  não se engana?! Enganei meus próprios versos e escrevi o que hoje
esta sendo revisado... Arrependo-me , por não ter ao menos uma vez,
não ter enganado o tudo que se fez nada... Enganei os céus e pedi chuva,
Enganei o sol, pois queria a lua, e enganava a lua querendo o sol. Enganei
o ar, pois queria fumaça para preencher meus pulmões... Enganei quase
tudo e não enganei os caminhos do coração .... Enganei as minhas
estradas, quando escolhi outros caminhos e  escolhi enganar de amar,
a ser enganado de ser amado, não odiar e ser odiado... Enganei o universo,
 pois subi acima do que para mim estava permitido... Nos meus delírios
 voei além dos limites e  enganei a mim! Eu queria ganhar e não perder...
 Porem às vezes,  quando perde engana-se de ganhar e  enganei todos os
 sons, quando emudeci. Enganei as águas, quando nadei contra as correntes.
Enganei a minhas mãos, quando toquei as brasas que queimam e enganei
As lindas janelas, quando escolhi apenas observar o adeus. Enganei
minha própria face, quando deveria sorrir e não chorar a despedida.
Enganei a inocência, quando aprendi a olhar e desejar e  e enganei-me
de inocência, quando venho o desejo e desviei o olhar ...Enganei todos
 os meus medos, quando enganei a mim mesmo e tive coragem...
Enganei o meu peito, quando de amor sofri e bastava apenas suspirar e
respirar leve... Enganei e enganei!  Mas eu queria mesmo, era enganar
meu coração e alimenta-lo da minha razão... Mas enganei a própria
logica de meu raciocínio  e escolhi , a não enganar-me de frieza...
Enganei todos os sentidos,  mas não enganei a minha maneira de enganar
a vida. Sim! Enganei todos os caminhos da desistência. Enganei os versos
Vazios e enganei-me, quando resolvi enganar-me... Enganei-me escrevendo
Para a vida, um verso torto, nas linhas da imaginação ...
By betonicou

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Satisfação © Copyright

Sorria por favor! Sorria meu eu, tão gentilmente. Sorria uma canção,
E cante de novo uma risada... Ria das loucuras, desse eu tão impune,
E imprudente. E faça deste meu horizonte, uma luz que sinalize  toda
A minha estrada. Sorria leve como o voo do beija flor. Sorria macio como
 As flores lindas tão visitadas. Sorria uma canção, sorria uma alegria mui
Digna de gargalhadas. Sorria este meu coração, bem leve... sorria um pulsar
Tão gentilmente. Sorria um novo horizonte, destes que brilham um sol, e que
 Faz brilhar todo o rosto da gente... Derrame-se sobre nós a chuva; uma de pingos
 De pétalas tão delicadas. A vida é como as flores de lírios, de belezas tão fortes,
 E fragilizadas... Aventure-se nas questões... Seja ela das maneiras amenas,
Ou transloucadas... Sorria todos os riscos, pois a vida às vezes, são aventuras.
 Tão arriscadas. Sorria com teus olhos todas as cenas pegas, e que ficaram
Cristalizadas. Sorria, pois tudo é como o dia que amanhece novo, pleno,
Originariamente. Sorria a noite tão escura, pois essa, também esconde aquilo
Que é-nos deprimente... Sorria, mas veja com teus olhos, e também escute, o                                    
 Que a vida nos ensina dos becos... Tão paciente. Pois de estreito, já nos bastam
As dores das paixões tão  aguçadas... Sorria de todas as ocasiões desajustadas...
Porque, nem tudo é para sempre... Nem as bandeiras que levantamos para as
Lutas mal guerreadas... Sorria! A vida pede brilho, e o sorriso manifesta tudo
Tão levemente; Nem tudo é deprimente... Na vida existe amor, e sempre ocorre
Lindo, e naturalmente; sem as horas marcadas. A vida pede mesmo, e’ um
Sorriso de amor , para ajustar as ocasiões  tão mal fraseadas...
By betonicou


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Raízes © Copyright



Estamos todos a sós!  E também as matas e os curiós. Somos
Brisas, tão perdidas nos caminhos e o que nos resta, são os traços
Desse desassossego... Há fumaça onde eu moro e não há fogo
Sob o cozido, mas há calor na morada da paz e cada um, num
Canto canta,  o que não esta de  tudo perdido...

Estamos tristonhos de dó, porem o sentimento é um só... estamos
Tão sentidos no desalento.... tiram-nos a paz e roubam-nos, o
 Nosso sustento... Vejam as matas, onde nascem nossos ribeiros.
Somos ribeirinhos, de todas as casas; Filhos dos mesmos canteiros !
Entoamos, os mesmos cânticos de piedade... E a temporada das
Queimadas que matam em nossos quintais abriram-se... Queimam
Sem dó, os nossos celeiros.

É um sonho de dó, esse que acompanha nossos a sós... Feito
 Um sonho desaparecido.... Feito as Marias fumaças que trilhavam
Lindas,  num vagar bem ligeiro. Ainda matam, nossas matas e secam
Nossas lágrimas e encurtam nossas cachoeiras; fazendo do árido,
O triste roteiro... Nossos sentimentos e nossos sonhos são podados
Por inteiro... Somos as flores secas, dos antes lindos campos de girassóis!
E o que nasce e envermelha os nossos olhos, é um choro molhado
Pelo azedo, tosco e negro nevoeiro.

Há uma febre,  e essa não passa.... Há delírios, de esperança nos terreiros!
Pois  ainda temos a certeza que o sofreu canta e gorjeia ; o que todos sofremos...
E os nossos sonhos são verdadeiros ! É essa esperança que nos mata de saudades,
Nessas nossas trincheiras...  E ainda fazem frios, os nossos lenções e queimam
Nossos pendões, por suas próprias e negras bandeiras!  Porem, ainda nasce
 A água clara e doce ribeira. É a consciência que brilha  em todos nós,  no azul
De nossa verdadeira fé estradeira... Pois somos, todos molhados e regados, pela
 Imponente, pura e sagrada natureza brasileira...
By betonicou

sábado, 22 de agosto de 2015

Soneto à minha realidade © Copyright

Vem minha alegria, e pouse nua neste meu ser.
Confesse, todo o meu peito e desnude esse
Meu querer... Revele, quantos beijos eu beijei,
E a quantas travessuras de um amor me entreguei,
E em quantas janelas, te esperando me debrucei.

Veja minha realidade, onde mora uma saudade.
Brinque, diante dos meus olhos que são janelas
Da minha vaidade... Adentre expulsando do
Peito, essa tola verdade... Pois a escura nostalgia,
Apenas nos coloca nos olhos, um tom piedade...

Vem e mostra-me, aquele tão pouco, aquilo que
 De tão louco me fez empobrecer... São as minhas
Lembranças, essas minhas heranças que de tão
 Pecados, só faz entristecer! Faça de mim sua rua,
Porque de alegria, jamais alguém pode sofrer.

Derrame sobre mim este teu cuidado... Pois não
 Querer ser machucado, e’ de bom grado. Faça
 Decoroso esse meu jeito assanhado... Não quero
 Rancor desajustado... Quero mesmo, é remédio
Para as dores de amor!  Eu só quero. um momento
 Que desabroche em viva cor.
By betonicou

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

voos ávidos © Copyright

Eu não sei onde estou!  Eu ainda não me encontrei... Espero que
Eu seja diferente, do jeito que eu mesmo pensei... Pois não sei
Aonde vou, ou se alço voo das ruas apertadas... Pois sou passageiro
Das aventuras, destas vias desesperadas. Nas ladeiras da vida, foi.
Onde me derramei , quase por inteiro.  Das íngremes subidas,
Foi onde me despenquei tão brasileiro! Eu passo pelas ruas escuras,
Procurando diversão... Eu avisto as calçadas, onde repousa dormindo,
Toda essa minha tola razão. E sempre procuro algo desigual, em todas
As avenidas por onde eu passo... Ai eu vejo as “Marias” desfiguradas...
Feito um quadro distorcido de Picasso.  Eu não sei como se desfigurou
Todo esse meu tempo presente...  Eu só sei que pulsa este meu coração,
Intranquilo; quase sempre ordinariamente. Eu não sei pra onde subir!
 Tenho asas de papel machê. Eu só quero voar leve, feito um anjo
Inocente... Eu quero ser o mocinho dos filmes infantis de matinê! E nem
Sei se voou em meus delírios, todo aquele meu sonho ausente... Eu não sei
Mais nada das ilusões... Estou bem aqui, todo prudente! Eu sou assim, todo
  Pulsante; sinto-me tolo, emotivo... Eu sei quase tudo dos meus medos.
Quero um sentido para amar; eu quero um motivo. Os meus olhos veem
Nos céus, todas as nuvens do meu juízo! E minhas partidas são um adeus
De acenos; não meros comedidos. Eu também sou paixão translouca,
Sou paixão às vezes, dos amores desmerecidos... Eu sou todo igual, ou
  Diferente. Sou complexo, ou sou simplesmente... Eu quero que um vento me
Procure, pra subir também bem brasileiro! Eu quero cantar outra vez e sorrir,
Sem choro, e  pousar sem desespero.
 By betonicou

domingo, 19 de julho de 2015

Caminhos © Copyright




São como fios de cabelos que se entrelaçam por caminhos
Escondidos. São como unhas que sempre raspam meus nervos
Sensíveis, aos sons desesperados e estendidos... São todos os meus
Poros abertos, aos gelados açoites do vento. São todas as percepções
Que estes olhos não percebem, e meus dedos tateiam a tempo.
São todos os cheiros percebidos pelas minhas narinas sensíveis, e
Sentidos proibidos... São todos os sons emitidos por minha garganta
Amestrada, por uma língua agitada, pelas formas dos linguajares
Atrevidos... ... São estes meus sentidos que sempre acordam meus
Desejos escondidos... São minhas orações que sempre tomaram
Direções opostas, aos anseios pedidos... Eu arranhei todos s meus
Sons! Eu cantei uma musica desmedida! E eu acertei a tempo, no seu
Compasso de tempo , uma musica que traz todas as lembranças de
Todo o meu eu passado que ficara preso por dentro... E agora surgiu,
Singelo e no oportuno ; Todo  atempo!E percebo fios deste espaço, onde
Pendurados estão todos esses nossos jeitos... Eu percebo um palco,
E nele, somos marionetes de todos os nossos defeitos... Porque se serve
De consolo: “O abandono, e’ a ausência da desesperança”... A solidão, tem
Todo o seu jeito mórbido de buscar com tempo, a tempo, a esperança...
São frios, todos os momentos duros, em que precisamos buscar-nos todo
Aflito... E eu hoje sosseguei todo esse eu, pois mergulhei na consciência,
De que faço parte de todo esse universo usual, ou esquisito... São todos
Os olhares e cheiros, onde marcamos a partida de um novo começo... E
As lembranças às vezes, são apenas retratos em uma sala vazia que
Enfeitam, sem nenhum apreço... Eu hoje refiz os caminhos entrelaçados
 Numa só linha que caminha serena pela alma; segui adentro... Desfiz de
Todos os sentidos que prendiam esse meu eu interno... Trouxe-me todo
De dentro.
By betonicou

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Iguais © Copyright

Tem certa gente que nasce, em berço tão contente.  Tem certa
gente que não sabe onde ficar... Tem gente na varanda vendo o
sol, lá no poente e tem a gente que não sabe onde pousar...
Tem as pessoas que tem o riso tão de repente e tem a gente
 Que tem que rir pra não chorar... Uma esquina, pra escolher o
tão frequente... E muita gente que se perde pra se encontrar.
Tem gente que acena pra quem volta distante... E tem os acenos
que o coração faz apertar... Uma saudade, apenas uma nos consome...
Ai querer, uma canção pra recordar. Tem as pessoas que parecem
ser,  de um mundo tão distante... E sempre tem alguém que nunca
Pertence há nenhum lugar. O sonhador que voa nos pensamentos
Divagantes... E a realidade que sabe, onde o coração descansa e
  onde o peito pode repousar... E vontades, é o que tenho de tão
latente... Uma esperança que águas turvas, não possam ofuscar,
 uma aquarela, de cores lindas e marcantes e  todas as cores do
 mundo e ninguém cinza para apagar. Uma canção que toque
o surdo e esse sorrir pra gente, uma poesia que o mudo declame
e nos ensine o que falar... Uma nova versão, de o eu homem nascer tão
Gentilmente... Ao vir ao mundo sorrir e não chorar. E toda gente saber
que somos,  uma só aquarela deste mundo de cores tão vibrantes!
Somos uma só gente, com a mesma vontade de  viver  e  de sonhar.
By betonicou

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Emoções © Copyright

Coração se disser, nunca digas adeus... Faça então
Uma prosa, uma poesia sem voltas, com versos teus...
Beijos são frutas envenenadas, com gosto de amor... É poesia
 Molhada, pelo resto das chuvas de um devaneio sedutor.
Seja eloquente ou tímido, talvez... Mas não faça nada que 
Desencante a doçura orquestrada, pelos sentimentos da vez...

Mas peço cuidado, nunca faça por mim... Nunca faças 
O vazio ser a minha retirada das paixões mal concebidas;
Não quero assim!  Desconheça qualquer terreno vazio, sem 
Flor, sem pudor... Desconheça as ruas descaradas... Declaradas
De vício e despudor... Seja de amor à fluidez! Sejam emoções
Claras... Espero de ti ao menos a lucidez .

Não, não te esqueças! Nunca chores por mim! Não quero
 Rosas, e nenhuma flor, pois espinho vem junto com 
Cenas de amor. Se virtude ou vicio, foi desde o inicio, que 
Fostes assim... Quero a razão que faz de todos os cuidados,
Versos bem fraseados, de juras sem fim... Que vejam minha nitidez... 
Em disfarçar meus conflitos, na presença de toda fugaz timidez... 

Coração desconheça todas as cenas, todos os gestos vazios. 
 Que desconheçam de mim, os sentimentos vadios... Se ternura 
Ou fases de cio... Que seja de minha razão a ultima palavra...
A afastar-me do delírio... Mas peço, por favor! Que viva talvez...
Mas nem sempre sem pudor... Seja a paixão repousada na razão...
Às vezes, a minha gelidez... Quero pulsar sereno essa vida... 
 E  sempre amar calmo outra vez...

By betonicou                                ilustrações de  Albena vatcheva

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Inverno © Copyright

Tão frio aqui! O inverno mais gelado, toda a pele endurecida;
Tudo pede mais cuidado... A lua e o sol são sempre um encontro
 Desmarcado... Simplesmente frio, mesmo que o calor aconteça...
Quando se planta, talvez nem tudo floresça... Quando no tempo
Desfalece... Quanto de bom,, quanto de ruim, ou neutralidade, que
Ao seu tempo envelhece...  Eu voltava dos meus caminhos trazendo
Um cheiro; Trazia um jeito que envaidece. . Voltava de todos os
Risos e gemidos... Mas sempre trazia comigo uma prece... Tão frio
Aqui! Onde o sol esconde-se, e as nuvens se apertam no vazio,
De um ar tão deserto. As minhas preces cavam o meu espaço...
Mas meu falar, ainda esta incerto. E eu ainda trouxe esse ar que
Traguei do vazio, e junto à minha pele, as gotas de suor, e as gotas
Um rio. ... Eu voltava dos meus horizontes, onde bifurcava todos
os meus mundos... Porem, ainda está tão frio aqui...

Tão quente pode estar, onde a alma toca, e faz nascer uma só
Sintonia... Quando as mãos apertam-se, e os corações puderem
Pulsar numa só e leve sinfonia... E pode ser assim! Quando olhos
Encontram-se, e as estrelas sobem ate o céu de alguém. E pode ate
Ser assim! Onde o mar encontra seus rios, e a almas encontram seus
Entes também. Tudo pode ser, quando o sol e seus raios dourados de poesia
Despontam. ... Sim! Tudo pode acontecer quando no horizonte, todas
As poesias apontam... Tudo pode acontecer, quando a lua toma seu
Lugar, e a escura noite se enriquece... Tudo pode ser, a todo instante,
Quando tudo de nossa alma sai, e enobrece. Então nada pode ficar de
Mal sobre tudo ... Nem sempre somos   surdos ou mudos ...                                                               Nada pode ficar eternamente  , tão frio assim...


By betonicou


terça-feira, 9 de junho de 2015

Cativos © Copyright

De todas as mulheres, tu és sempre mais
fácil,  e  o que faço de mim ?  Faço de mim
vaidade... Faço de mim todo cuidados, para
agradar-te,  sou sempre assim. Faço  de mim
uma rua, onde passeia nua, numa meia luz...
E tu vagueias,  vaidosa, feito flor e ao teu jardim,
audaciosa,   toda conduz...

De todas as mulheres, é a verdade infinita
que toca em mim... É a poesia que sou , minha
musa inspiradora,  embrulhada em lençóis
brancos de cetim. Agradar-te,  é meu refugio
e os meus olhos enchem-se de brilho, com a
Tua luz .E eu vagueio nos teus caminhos de
Amor e teu jardim, todo sedoso induz...

Tu és os meus delírios e todos os meus sentidos
tornam-se  rubros, carmesins. Faz de mim
vergonhoso, e traz à tona o que sou... Meus
segredos de amor dos botequins. Agradar-te, 
é sempre um risco,  mas em meus delírios, és a
minha luz.... E eu aceito teus gestos de amor!   O teu
Jeito agora  solto, é o que tudo seduz...
By betonicou

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Seja simplesmente © Copyright

Quando o amor sair fecha a porta, para não entrar outro querer...
E quando o adeus bater á porta fecha a alma, para não anoitecer...
Mesmo que não seja para sempre, pois o coração sempre suporta...
Fraco ou forte, mas não tem jeito; temos muito que aprender ...
Quando  vazio estiver em seu quarto, abra as janelas; deixe  amanhecer !
Quando amanhecer peça a vida, peça um sol se escurecer... Fraco
Ou forte, de todo jeito ; tudo e' jeito e tempo de sonhar ... Peça
Um som, e abrace a sorte, e e' sempre jeito de sentir, de encantar .
Somos brisas soltas destes ventos , somos folhas soltas para amar .
Quando sair não feche a vida, não se esqueça de você. Faça o tudo, e diga: 
A  minha felicidade eu mesmo faço! Somos a certeza das chuvas, e não                                      Apenas do porque .. Nossas lagrimas ,são águas que retornam a todo 
Instante ...Sempre seja todo o seu jeito, de sorrir ou de chorar...Faça Tudo, 
Todo seu espaço, o seu tempo de sentir, e de levantar ... Somos o que somos... 
Sussurros ou  ou gritos; Somos sempre toda estação... Faça de tudo que
Morre ,uma vida...Faça de você uma canção!  Faça então florescer 
O seu jeito de cantar. A felicidade e’ um encontro, basta você aceitar ...
Hoje e’ tempo, e’ o espaço... Temos tudo de bom pra sorrir, e pra plantar...

By betonicou 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Jardins de pedra © Copyright

Era uma árvore de sombras frescas.  Eram sombras
Descansadas de uma árvore... Era a paisagem, essa
Frondosa filha da natureza. Era uma bandeira verde,
Sobre a montanha branca de mármore. Era uma árvore
De frutos, dessas de pencas rasteiras; banhados por gotas
De orvalho. Era imponente lá na serra; Aquela árvore.
Parecia uma montanha de carvalho. Meu corpo descansa
Debruçado na superfície fria da madeira... Porem, meus olhos já
Não viam mais o motivo da minha saudade. Lá na serra havia
Um ser de madeira, e eu sou seu órfão na minha maturidade...
 Sou órfão das minhas lindas lembranças... Sou órfão de quem
Habitava aquela terra, onde morava o motivo das minhas matutinas
Visões... Sou órfão de tudo que a criança via ; sou filho das recordações.
Aquela serra, era o meu quadro, era o enfeite da minha inocência...
Aquela árvore,  se punha sobre a pedra fria e supria a minha carência.
A minha janela emoldurava aquele quadro a céu aberto e o meu 
Inocente olhar imaginava, o para sempre... que nem sempre e’ certo.
Eu me lembro das ruas singelas, aquele chão de barro vermelho.
Eu me lembro, de todas as flores que cobriam aquela serra por inteiro.
La na serra habitava a nobreza, na forma de uma árvore... Hoje, lá na serra
Habita a insana pobreza dos edifícios sem vida... A frieza mórbida
Do mármore.
By betonicou

terça-feira, 28 de abril de 2015

Abstração © Copyright

Meu sono e meus sonhares, são companheiros dos meus
sentidos. Descanso num sono leve, mas ao sonhar, sempre
acordo meus gemidos... Quando profundos, os meus sonos,
ai vem os pesadelos. Meus sentidos leves tentam emergir ,
para trazer à tona, os meus sonhos singelos... Os intensos,
são os meus flagelos. Meus vagos momentos de sonhar ,
são a minha realidade, pouco assistida... São brisas, de instantes
leves e são estações, sempre atemporais.  E’ uma rápida
passagem pela razão; em meu sonho diluída... Meus sonhos
São meus segredos ... Emergem de minhas sensações.  São
os planos de meus mundos, sãos ou insanos e  são minhas
harmonias e confusões...

Meu sonho, e’ descansar profundo, com minhas pálpebras
pesadas. Não quero divagar sem rumo, com as percepções
desajustadas.  Meus sonhos guardam meus segredos e mostram
 as minhas tentações... Em minhas visões vejo-me, em desejos
loucos ! São minhas febres, ou gélidas emoções. Me pego louco
pelos cabelos tentando acordar meu juízo!  Eu quero dormir
por inteiro!  Tento atravessar as muralhas... Eu quero o sono                                                   simples, sem desespero. Minha cama guarda o meu corpo
Inerte  mergulhado em divagações... Meus sonhos, às vezes são
devaneios, tipo  lisérgicos, de quimeras proporções... Às vezes sonho
os meus retratos, e às vezes, minha pele esta vazia, sem as cores dos
 momentos que guardo... E tantas vezes me pego em abraços!
Meus sonhos , são os meus juízos, num quadro de palcos abstratos.
By betonicou

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sobre nós dois © Copyright

Avisa aquela flor, que não nasça com as pétalas erradas!
E avisa ao meu amor, que regue essas emoções ressecadas.
E assuma minhas questões, nessas horas tão desesperadas.
Agora tudo e’ quase dor, porque o amor não mais orvalhou...
Então avisa a todos, que todo este amor, ainda em mim restou...
Estou indo para os portões; aqui e’ o lugar dos descontentes.
Estou indo para as multidões; afim de tudo daqui ficar ausente...
Porque ao meu endereço, todas as paixões vis foram enviadas...
Porque nesse dia reconheço, que as vivi de maneiras desesperadas...

Avisa, que de nós dois eu fui amor... E das paixões, hoje desconheço...
Eu nego quase tudo, porem a cara desse amor eu sempre reconheço...
Porque a vida nos deu um grito, e gemidos de dor foram para nós dois...
Mas a vida também deixou escrita: “Não somos um amor pra depois”.
Então porque estender a dor, se a dor, são todas as razões deprimentes?
Essa e’ a vida sobre nós dois, somos as manhãs, somos sobreviventes!
Avisa a esse amor, que temos a vida, e além dela, há nossa hora marcada.
E que seus beijos curam a paixão do amor, e traz-me leveza, tão destacada.
O que a vida diz sobre esse amor? Somos tudo, de maneira tão diferente...
Somos a poesia na febre das estrelas; Vivemos as diferenças docemente.

Sim! Diga numa canção, que tudo começou nas falas tão descaradas.
Sim! Cante sobre nós dois, pois somos um amor de cenas apuradas.
E tudo  mostra-se aos olhos! Que vejam esse amor ser o meu endereço.
A vida nem sempre fecha os olhos! E  na cara deste amor  me  reconheço...
Escutem a canção, e sempre com os corações abertos, escutem atentos!
Pois tudo e’ sobre nós, os corações amantes, abertos, sem tempos nevoentos.
Pois todo o meu apreço são ideias, de um amor de belezas tão delicadas.
Fecho os olhos!  Vejo a alma deste amor... Nossas loucuras não foram erradas !
Sim!  Tudo e’ sobre nós... Somos céu, lua e sol, e as estrelas não derrubadas.

  By betonicou         ilustrações de Arvind Kolapkar

domingo, 12 de abril de 2015

Porto aéreo © Copyright


As ondas espumam o meu mar; em direção ao farol eu vou indo.
Vou andando sobre as águas; E então vou seguindo Sóbrio...  Estou
Diante do brilho , e vou trilhando, navegando passo a passo, sobre essas
Águas; agora estou sorrindo... E eu bem sei que tudo resplandece, quando as
Dimensões se chocam... E as águas que batizam, são as mesmas que se agitam
Fortes sob meus pés. . As aves gorjeiam seus hinos, e minha alma, como
Pluma  revoa  sobre as águas... Leve para sonhar, solta para um amanhecer, liberta para
Para viver sereno. Eu ouço o cântico dos seres emplumados, o universo sorri,
Para mim. O céu esta azul, e as nuvens emolduram meus concertos... As
Criaturas carregam em seus dorsos, as minhas cargas... e meu castelo flutua
Nesse meu eu desperto... Ah! Eu bem sei, que tudo e’ tão lindo, e as crianças
Voejam diante de olhos agora  abertos... Espíritos leves numa tarde de sombra tranquila...
Nessa praia desaguam minhas lagrimas... Todo o meu mar estava agitado, e eram
Negras as minhas perolas... E essas revestem todo o chão, com os cristais agora
Brancos , e esmigalhados dos meus olhos. E deito-me na pureza calma da poesia
Alva; cantando. Ah!  E’ primavera, e as flores brotam ate no céu azul, e o arco-íris do
Meu sol, e de minhas chuvas, emprestam suas cores, para que os balões com 
Meus sonhos levem, e alcancem o meu porto no Paraíso... E quando meu
Leme quebrar-se, e minhas direções não quererem mais responder à minha frágil
Consciência... Ai me solto aos ventos saltitando, sobre as nuvens, ate alcançar a razão  
Do meu Coração... Ah! Eu quero mesmo e’ flutuar, deixar esses passos pesados que
Trago comigo... Eu quero mesmo e’ uma mão estendida, ate os jardins que flutuam
Acima deste meu céu, de tantos  escondido... Eu quero voar as minhas preces, eu quero
Respirar leve, e quente... Antes ,que tudo caia, esfrie e congele... E acima de todos
Os céus visíveis e invisíveis, eu mesmo poder dizer: A terra e ‘azul!




By betonicou arte de Adilson Farias

sábado, 4 de abril de 2015

Herói tupininquim © Copyright



Nem  sempre fui  herói, e também nunca fui um fora da lei.
Nem sempre era o tal, e  falava sempre o que não sei.
E nem sempre havia uma garota para abraçar, nem um herói
Para admirar, nem um salão para dançar, beber, e fingir de
Ser feliz... Eu sei que não fui o tal... Mas eu Tinha um cavalo de
Jogo de xadrez... Andava pelos lados, bêbado, envergonhado,
Achando que era... Mas sim, talvez... Porem, este era o meu
 Meu alazão; Um pouco esquálido, mas tinha certo charme então...
E sempre me pregava um trote, farreando um galope, de cavalo azarão.

Eu queria ter divertido um rei, com o um bufão para fazê-lo gargalhar.
E era o palhaço então, mas eu também me divertia, com um rei bobão 
Para ver e admirar... Um, dois três, eram os passos de uma dança que
Fazia dó... E tinha Exercito de um homem só, e o seu castelo era um
Barraco pintado com cal e giz... Às vezes, fui o que eu mesmo quis...
 E às vezes, porem, nem sempre fui feliz!

Agora sou heroi  ! Tenho uma donzela para ver e admirar.
Trabalha num salão, e às vezes dança um kan kan, só para farrear.
E eu vagava pelos seus saiões, e sua dança dava um nó nos meus
Botões ... Eu ate dançava, feito um galope desses cavalos malandrões ...
E agora, eu era o tal do mocinho, em uma dessas historias de fora da lei .
Sim! Agora eu era o tal, e fazia as coisas que nem mesmo eu acredito, ou
Acreditei!  Porem eu beijava seus palavrões, eu lhe agarrava em meio às
Turbas das multidões... E eu sempre galopava um trote , para fazê-la
Admirar as proezas dos heroicos fanfarrões.

E nem sempre fui o herói, desses que as novelas teimam, em fazer acreditar...
Às vezes trabalho nos porões sustentando meu palco, para esse não
Desabar. E eu derrubava os charlatões, e adentrava ás suas dimensões...
Eu farreava tanto na sua falsa timidez... Eu amava, e amo tanto a minha
Rainha branca; e não  este nosso amável, porem  deplorável  jogo de xadrez...
By betonicou

domingo, 22 de março de 2015

Desajeitados e cômicos © Copyright

Brincamos tudo de uma vez só, nesse parque temático. 
Nascemos tudo de uma vez só, nesse nosso parto clássico.
Bebemos agua engarrafada, dessas garrafas de plástico.
Comemos uns caracóis, como se fosse um prato fino, e simpático...
Vivemos nas multidões, como se fossemos o ultimo ser pratico.
Perdemos nossas vontades... E nossas loucuras, ainda são débeis, céticas...
E fazemos da plateia , nossa marionete de braços, e pernas cômicas.
Subimos na plataforma, mas fazemos de tudo, cenas jogadas e lúdicas.
E perdemos toda a vontade de fazer as coisas boas, e irônicas...
Brincamos sempre neste circo, como palhaços de um filme sádico...
E fazemos tudo errado, como o uso de um algum banheiro publico.
E fazemos um carnaval, ao subir nas rampas de um palácio estático...
E escondemo-nos por entre as bandeiras,  fazendo-nos  ser todo pudico.
Sentimos um desespero, ao  doarmos todo o nosso lado romântico...
Choramos um desenterro, querendo amar um morto de frio ártico...
Vivemos uma metamorfose, e somos beijados por um príncipe esquálido.
Atrapalhamo-nos, por ansiarmos os desconcertos de um desejo ávido... 
Subimos na ribanceira para mergulharmos num lago de lixo liquido.
Cantamos uma melodia desafinada; e’ a cena de uma vida romântica!
Quisemos ser o tal, e rabiscamos no quadro, uma formula quântica.
Não soubemos explicar, e preferimos balbuciar, uma reza tântrica...
E sofremos a alucinação, dos cogumelos de uma explosão atômica...
E  atrapalhamos-no , com a timidez, ou numa inverdade astronômica.
E sentimos o desespero, quando fazemos o tudo errado... Ou de tudo fluir...
Tropeçamos a cada passo, quando tentamos o tudo certo... Correr, e fugir...
E tropeçando, ou cambaleando, tentamos das arapucas sair...
E queremos mesmo, e’ viver tudo, sentir tudo, antes mesmo de partir!
By betonicou

quarta-feira, 18 de março de 2015

Passeio astral © Copyright



Estou aqui, a trilhar por este mundo; porem eu quero mesmo,
E’ ver as estrelas, sentir o sol... As névoas densas enevoam meus
Sentidos; mesmo assim, meus olhos vasculham a imensidão dos céus.
Estou voando, e meus pés, apenas querem a leveza flutuante; feitos asas...
Estou vagando por entre os cometas, e seus rastros guiam-me ate
Onde esta o meu infinito... Estou buscando algo que há muito perdi...
Encontrarei o meu eu, meu elo perdido, por entre os mundos deste
Meu sonho azul? E livre estou, e essas corrente já não assustam mais...
Estou em meio as correntes que me impulsionam; e estas sim, deixam-me
Liberto! Estou dançando uma dança celestial... E meus passos leves deixam-se
Levar pelo musicar das trombetas... Estou divagando, e’ esse o efeito
Entorpecente, ao procurar e observar, o infinito interior deste abstrato eu...
O céu azul abre seus braços, para receber em seus seios as minhas asas brancas...
O véu da imensidão  rasga-se, e mergulho no cosmos; porque as estrelas esperam
O meu abraço. Estou de mãos dadas com os anjos, e esses deram cores às
Minhas imaginações... E os sentidos negros afundaram-se num poço profundo... 
Minhas asas divagam por entre os ares, e meus olhos veem além das nuvens
Escuras ... Estou pousado num solo sagrado, e deitado estou num jardim
De flores cintilantes, e corvos brancos voam por entre os ramos de videiras.
E alço voo para o céu extremo, e minhas asas são de pétalas, e o perfume
Delas embriagam os seres alados; e esses despencam do meu ar imaginário...
E o meu mundo tem um sol azul, e seus raios gelados, são a salvação do
Meu deserto árido... E sereno estou, porque o meu eu encontrou-me, por entre
As teias de minhas divagações ... As estrelas caem, e mergulho-me junto, ate
Um mar vivo e escuro... Ai , a vida pede passagem para desabrochar-se, e
 Apegar-se, a um tempo ínfimo... Ate as flores murcharem, morrerem, e
Retornarem ao primário berço do infinito... Nascemos, vivemos, sonhamos, retornamos... Somos eternos!

By betonicou , arte de Lindy Longhurst

domingo, 15 de março de 2015

pluma © Copyright

E tudo pede que ouçamos a linda musica de nossa alma... E fazer
Tudo que ansiamos, com toda e terna calma. E vemos a revolta
Por este mundo, com tanta ciência... os corações clamam, e pedem
Numa só voz, chega de violência! Os ventos gritam nossos ecos, e os
Gemidos estão pelos cantos... As tempestades são esses nossos
Rudes pesos, as chuvas choram nossas lagrimas de prantos... São
 Todos os sentimentos ocultos... são todos esses desejos reprimidos...
A vida solta os seus cães, antes acorrentados, e devidamente escondidos...
Apesar de que, tudo se perde, diante da tola impaciência... Tantos gestos,
Tantos gostos refletidos, nesse escuro espelho da imprudência...
Ainda nasce do amor, essa flor, criança de pura e leve inocência.
Esse e’ o sentido da alma humana, seu real reflexo, e aparência.
Quando a leve canção da alma ressoa, no inverno brotam flores, e a sombra.
Ameniza todo quente verão; Tudo e’ primavera, quando aceitamos,
A nossa verdadeira, porem aprisionada condição... E tudo pede um
Pouco mais de brilho, nesse escuro vazio, feito de uma lacuna de razão...
E pensando que tudo se resolve com tão pouco! Só um instante limpo
Neste extenso tempo, opaco e tão rouco... A vida pede a prudência
Neste mundo louco... A vida pede musica leve, e alma que canta... A vida
 Pede as notas calmas dos tempos de infância; A voz pura que encanta.
A vida apenas pede que seja nascida,e vivida, e lindamente musicada...                                                 A vida pede uma voz audível, suave, e amorosamente amplificada.
By betonicou

terça-feira, 3 de março de 2015

Comunidade © Copyright



Tem fatos que a gente recente e tem dias de contramão...
Tem faróis acesos, para apontar o nada e  tem o escuro que
torna-se uma luz súbita na escuridão. Tem coisas que
acontecem de repente, feito um tocar de mãos nas multidões.
Tem multidão descontente, feito bêbados, numa escola de
fanfarrões! Tem a fanfarra dos contentes, mas tem os
perdedores falastrões. É um carnaval essa vida  e tem
aquele samba de cantar e dançar! Tem fumaça no ar dessa gente
que respira a dor que o chicote pode dar... Tem fatos que
a gente acrescenta as  palavras  que faltam pra contar. Tem
conto que a gente acrescenta alguma fábula que é  para poder
Temperar. Tem ventos que começam,  com brisas secando
as roupas no varal .  São esses varais, onde penduramos nossas
peles e  nossas máscaras de fundo de quintal.... Tem histórias que
a gente ouve e sente, aquele medo incontido. Tem esse medo
que a gente só esconde, por sermos apenas, mais  um corajoso atrevido !
Tem sempre uma gente contente, apesar das lutas desiguais...
E há,  sempre a gente descontente querendo de tudo um pouco  mais,
muito mais! E há, sempre um jardim regado das chuvas frescas
nos quintais.  E tem  as rosas que espetam  todos com seus espinhos, pois
apesar de tudo, somos iguais.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Teimosia © Copyright

Ah! - Quem me dera um lugar nesse coração; algo descomplicado...
Poder sentir a alegria livre, do eu desesperado. E se eu respirar o
 Vento gélido do desgosto...  Quem me dera poder sentir o calor de
  Teu beijo, nos ventos quase frios de agosto. Ah!- Quantas vezes eu
vi coisas tão estranhas nas ruas...   E tantas  vezes me perdi na magia,
De varias formas, vestidas e nuas... Sem perceber   fiz-me  de mistérios...
Sem  render-me desafiei todos  os critérios Ah!- Mas se eu não tiver a
Força para remover todos os meus medos; Quero que fique ao menos
Uma sombra, sobre todos os tolos segredos. Ah!-tantas  vezes deixei-me
Ficar triste... Queria eu, ao menos abraçar ,e viver, a felicidade
Que sei que ali existe... Quero um relógio de bolso Para marcar todo
Instante; pois todo o meu tempo e’ tão pouco, e deste tempo, ainda
Sou escravo viajante... Ah! -Tantas vezes  fiz-me ficar surdo... Por tanto
Tempo vivi, a amargura silenciosa de um mudo... Mas se algum dia eu
Sorrir, por tão pouco, e’ puro gosto! E’ que encontrei a grandeza escondida,
Dentro de cada pessoa sem rosto... Ah!- Quem me dera poder ser todo estranho!
Ter qualquer forma, sorrir qualquer gesto, ter a chuva fria para o banho.
.Muitas vezes eu mesmo  quis ficar  mudo... Sem a palavra que mata o amor,
Este amor do meu mundo... Ah!- Então façamos tão bem assim... Suportando de
Tudo um pouco... O pouco que cabe dentro de nós ! Porque a esperança vai sorrir
Um dia; este meu sonho a sós! Ah!- Quem me dera amar mais uma vez, sem ficar
Louco... Quero o amor de um dia, e dizer que foi pouco... Quero verdadeiramente
 Amar por um dia! Pois amar mais ou menos em mil dias, isso sim, e’ muito pouco...
E’ verdadeiramente louco demais...




By betonicou



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Amor bandido © Copyright

Sem sentir eu falo tudo, e nunca sei quando devo parar.
Eu faço  de minha voz um grito, e tudo e’ parte do infinito,
de uma via láctea, de um romântico, e excêntrico pop-star.
Eu ouço tudo,  todo abstrato falado atrás daquela porta.
Eu atravesso as janelas,  para pensar se devo, ou não calar-me.
Eu traguei todos as gazes asfixiantes que meu peito suporta.
Sem partir eu viajei. Sem andar eu caminhei,  e escondi-me
dentro de mim.  Ainda faço a minhas preces, para que o meu
eu tudo suporte. Pode até ser que minha canção termine assim...
Sem pensar eu falo tudo, sem importar-me, se estou de bem com a
razão... E quando vejo, meu coração esta do outro lado; não sei
explicar,  e ai eu sei que não posso parar a vinda, de tanta, e
confusa emoção. Eu pude sentir  a fragrância no ar, e esse seu perfume, de
vez acolheu-me ! Ai então eu vejo o porquê,  a tola e fugaz razão
escolheu-me... E de repente faço tudo, o que não devia a falta de
razão acolher. Eu tomo um trago daquele velho Whisky barato, 
 ou às vezes, um chá, (fino trato), que e’ para minha alma fria se aquecer...
E sem sentir  eu toco o vazio esperando encontrar o que perdi...
Mas sem sentir, tudo volta,  até minhas expressões que um dia, no peito
escondi. E sem sentir  eu  canto  o vazio, sempre esperando encontrar o que falei!
 E ai  escrevo, e  ouço. Falo nesse anseio louco, de um coração fora da lei ...



 By betonicou