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curvas, retas e esquinas

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Simplesmente amor © Copyright



Sempre  falando serio, quando e’ de nos dois.
Falo tudo pra não sofrer depois... Falo
Do beijo que roubou de mim... Quero de
Volta, com seu gosto de flor de jasmim.
Falo das estrelas que seus olhos representam...
Esta beleza além desta esfera. Falo da água,
Do  nosso cheiro, que nossos corpos se banham.
 Falo da beleza loira dessas suas mechas; Destes
Seus lábios que sempre meu beijo espera.
Falo de tudo, pra chegar ao amor... Não                                                                                      
Explicando ... Pois não se explica essa flor...
Falo das flores ainda murchas... Pois essas
Esperam de nosso orvalho, todo o seu frescor...
Falo das cores de nossa poesia, de nossas nuances,
Das cores de nossa magia. Falo de nossos medos...
Esses que nos acorrentam aos tempos de criança...
Falo deste presente, que requer em todos os nossos
Pontos, os dedos e lábios mágicos, que nossa pele
Encanta. Assim , nos livramos de todos os enganos,
Conhecendo-nos... Sabendo os nossos símplices
Gostos... Assim, nosso peito pulsa todo esse amor,
Retratado livremente em nossos rostos... E o que
Falar, quando em seu beijo me calo? E o que esperar,
Conhecendo toda a sua fala? Basta-me esse olhar
Profundo, e esse amor que desse seu lábio exala !
E’ isso que o meu peito aguenta... Toda essa emoção,
E tudo que para mim, você representa... E’ isso que o
Meu peito encerra... Todo esse amor, que compensou,
Toda a ansiosa espera... Falo e grito esse amor, que e’
Tudo dentro desta azul esfera ! 
By betonicou

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Desertos de Minas ...© Copyright





São ruas feitas de pó, mas são sementes de sol.
São as tardes tão festeiras de danças, e tem   campos de girassol.
São da terra os que nascem deste chão de ribeiras.
São águas claras, são colinas verdes, íngremes ribanceiras.
 Eu nesse recanto crio versos, onde sonho os meus
cantos. Vejo a luz refletida nessas águas e então
vejo-me,  em singelos e ternos encantos.
São ribeirinhos contentes.  É festeira essa gente 
que nos ensinam que a vida requer, apenas viver e
semear, e que o pão pode ser colhido,   num bordado
de roda de tear.
Vejo a luz no horizonte, onde se avermelha um sol
poente. Vejo estrelas que despontam, num cintilar
docemente. Vejo as terras onde nascem os fios
 das águas,  de um rio antes imponente... E eu,  nessa terra
molhada pelas lágrimas, antes de encantos naturais vejo
as crias que são  esses   filhos,  ainda dançantes das gerais.
E’ um sonho este chão, onde se semeia nosso pão.
Esse trigo dos versos que se cantam em oração...
E ao longe vejo um cavalo e suas patas dançam os
versos das pessoas campeiras. Solto e salto de minhas
altas amarras, num voo livre de aves ligeiras,  onde rasgo  num
sonho esse ar, ainda límpido das matas feitas capoeiras. Crio
Versos,  onde sonho a saudade.... Essa, ainda livre das matas
mineiras. São os sonhos de então, numa razão de solidão,
onde lancei as minhas preces num bradar alto de desespero, 
em  forma de oração. São meus sonhos, feitos fumaça onde se
dissipam em destempero, ao olhar as vestes verdes desta
linda terra sumirem,  em tolo exagero!  Mas ainda planto as
as flores no ermo da solidão e as rego,  com lagrimas de
sofreguidão. Ainda sonho a poesia desta terra, e canto uma
saudade desde então.... Porém minhas saudades, ainda me fazem 
sonhar toda a esperança ! Ainda sonho que e’ tudo bonito, feito
dias de chão de criança.

By betonicou


By betonicou