Páginas

curvas, retas e esquinas

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Imaginario .© Copyright


Descobri um porquê ! Eu só queria vasculhar o mundo!
Eu só queria deitar sob as estrelas e dormir um sono
vagabundo. E mais uma vez eu me pego sonhando,  e
 estou cantando,  e dançando um tango. São essas estrelas
que seduzem meus sonhos,  a dançarem até um mambo.
E descobri o porquê de não poder andar sobre os trilhos
de um trem,  e  me pego pensando se por acaso,  seria  o           
culpado de estragar a viagem de alguém... E sonhando
acordado me sinto seguro.....Estou  a andar sonâmbulo
querendo  às vezes acertar meus erros,  no escuro. Sonhando
as vezes,  me pego esforçando querendo enxergar de onde
escondo-me; Ate quando? Descobri o porquê da vida balançar
na corda bamba... Descobri o porquê de minha dança ser mais
frenética que o samba. Descobri que somos presos em uma
Gaiola,  feito pássaros cantantes. Ai soltamos de nossas gargantas,  
esses ecos  de nossas almas Inquietantes... Descobri um porquê!
Eu só queria arranhar o céu!  Eu só queria ser da Alice, mais um
maluco engraçado de chapéu ! Eu só queria ser invisível,  mas tenho
um sorriso evidente. Eu só queria ser um cristal opaco, sem o
brilho transparente. Descobri o porquê de querer abraçar o mundo!
Eu só queria estender um pouco mais, cada um segundo. Eu só queria
poder dançar essa dança, sem atropelar todos os meus passos, sem
desequilibrar de vez,  toda essa incontentável balança.



By betonicou

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A cores de tudo © Copyright

Nossas montanhas são cuidados, que podem ser derrubados, 
por uma leve brisa de viver. O céu concedeu-nos a chuva,
 e nossos jeitos geram suor, para sermos um pouco de tudo...
Trazemos no peito, todo o tratado das coisas , para não esquecermos, 
pois todo o cuidado e’ pouco, para guardar de qualquer jeito, todo
um jeito de viver... Pode um caminho fazer surgir outro caminho, 
e as muralhas desabarem sobre o todo... Após, o que sobra, e’ o
Trabalho de reconstruir,  todo  um jeito de morar. Um sorriso
para dar, um jardim pra replantar, e o prazer de voltarmos a sermos
lúdicos. E quando traçamos nossos caminhos, ai, todo o cuidado
ainda e’ pouco,  para perceber  que o que move as montanhas, e’
O querer crer; Antes de dizer tudo.  Eu mesmo trago no peito o sagrado...
Todo o meu jeito resguardado de lutar... Às vezes, uma primavera pra
relembrar, um novo verão para aquecer, um novo inverno para abraçar,
um novo outono para amar, e não ser um cético desnudo. E sempre
um novo horizonte nos e’ mostrado.  É todo um novo trabalho pra lidar, 
uma nova partitura pra compor,  um novo quadro pra pintar, uma nova
paisagem para tornarmos a sermos, de novo lúcidos. As montanhas
reerguem-se, e as nuvens tocam-nos de novo,  com seus gases leves e puros.
Ai , todo amor e’ guardado, e mexemos no compasso para uma leve canção
poder de novo tocar ! A primavera,  nos ofertou suas flores para nossos
caminhos poderem calçar.   A vida, no verão nos sombreou para a
poesia de um  outono poder chegar.   O  Inverno recuou, para podermos
reviver as flores, e a beleza das cores de tudo. 
By betonicou                

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Reencontrar-se.© Copyright


Quando a névoa se esvai, e os pensamentos fluem , como
Águas de um rio tranquilo. O coração sempre nos trai,
E os pensamentos fluem pra fora trazendo á tona isso e aquilo...
 As orquídeas perderam o viço das manhãs, suas cores são
Lembranças a serem contadas no desespero dos divãs.
As águas esvaem-se, e os rios transbordam suas águas turvas...
Sinto falta do sol, do brilho renovado das manhãs, da delicadeza
Liquida das chuvas.  As torrentes caem sobre o semblante... E’ a
Vida, que ainda toca suas musicas de notas fúnebres e curvas... 
Mas ainda posso sentir o gosto doce das Frutas, e o cheiro gelado.
Das hortelãs...  Eu hoje estou em paz com minhas letras irmãs.
Estou a contar estrelas para acordar meus poemas, que
Adormeceram num canto, ao relento... Vago por ruelas escuras
Alforriando poesias que foram escravizadas num leve passar de
Tempo... Eu ando pelas ruas escuras procurando no céu o meu sol
Escondido... Eu vivo uma lembrança, e trago no peito um
Sentimento estendido... E pelos becos obscuros e apertados,
Eu esbarrei em algumas letras perdidas... Era o resto do que faltava,
Para contar numa poesia, as  histórias  escondidas... E’ o
Restante de uma saudade com cheiro de flor... Ainda resta
Um perfume de orquídea, esse cheiro que lembra amor... Eu
Ando pelas ruelas das nostalgias, querendo deixar ás margens, o
Que tento esquecer... E numa música de tema sombrio
Procuro um espaço, para uma nova harmonia poder escrever.
Pois eu procurei pelas estradas dos contentes... Para assim,
Aprender a ser alegre por dentro... E das janelas de minha
Alma observar, para novamente escrever uma nova poesia, e  

Ficar atento... Neste meu frágil e romântico Epicentro... By betonicou

terça-feira, 26 de agosto de 2014

percepção .© Copyright






Sempre digo um não, se e’ para o presente ou se e’ para o sempre...
Se e’ para mim mesmo, para os de perto, ou para os ausentes.
Sempre o descanso não vem; sempre à espera de alguém.
Se e’ para esquecer, ou reviver, quase sempre há nuvens nos céus.
E o sol se esconde por entre as brumas; oculto esta meu Avalon!
E as maçãs são doces, e as uvas são como beijos macios na videira...
Mas o calor se esconde por detrás das densas nevoas; escuras estão
As inspirações... E as maçãs estão insipidas, e os beijos amargos...
Mas são tudo passagens de um barco sobre o rio dos pesadelos...
E a canção vem sossegar num facho de farol sobre as águas turvas.
A inspiração vem trafegar, e o Avalon revela-se, por entre as passagens.
Límpidas do ar... E sempre digo um sim, sempre digo um viver...
 Sempre o sol se faz presente de novo, para guiar ao paraíso por detrás
Das nuvens opacas... Os caminhos são tortos, e os abismos nos convidam.
Para um mergulho sem fim; As montanhas revelam-se muralhas de
Guerra... E as asas fracas, se quebram num voo por entre ventos Insanos...  
 E são desatinos, como passos que  cambaleiam flutuantes  no ar vazio...
Sempre digo um sim, se e’ para avançar ou então retroceder... Se e’ para
Levitar, ou pesar as medidas que valem um sonho... E a inspiração vem
Para imaginar!  Sempre abaixo do sol brotam nuvens de chuva... E as
Chuvas quebram o silencio das ruas... E sempre há o sim para as verdades...
Ainda que essa se encontre escondida... E as mentiras, são como um
Não ás gotas de orvalho que umedecem com frescor todos os jardins.
Sinto as manhãs se despedindo das madrugadas... Sinto a madrugada
 Escondendo-se acabrunhada, diante do sol que amanhece... E as canções
Vem, quando a lua desponta brilhante; transpassando com raios de
Prata  a atmosfera que guarda toda a vida. Sinto que são noites e dias
Tranquilos, e na luz me abrigo nas sombras... E as canções anunciam
Um novo caminho, uma nova estrada de infinitos limites... Sempre
Digo um não, ou um sim, numa sinfonia de acordos entre os acordes...
São as horas os minutos, os segundos, onde nesse tempo a vida se revela...
E erguem se as asas brancas... Pois as negras querem descansar as armas.

De guerra... Paz ! By betonicou

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Equilibro desajustado. © Copyright

Tenha dó, essa vida não precisa correr assim. Nas pistas.
Dos desequilibrados, os tropeços são em muitos casos
Um fato que pode ocorrer, nesses jogos desajustados...
E dançamos toda essa dança de cambaleantes passos; Onde
A expressão embriagou-se, de tantos movimentos falsos...
Onde a musica pode envolver em notas de tolerâncias...
E’, A vida e’ a dança, repleta dos passos das circunstâncias...
E veja só esse tablado, onde acontecem os nossos teatros!
E as risadas que nos fazem serem todos, uns palhaços de rostos abstratos;
E nos convidam, para um baile de apenas um, ou dois passos...
Dançando nesse palco da vida, vão acontecendo os nossos casos.
E tenha dó de todos nós!  Somos Palhaços das fantásticas, e disfarçadas
Gargalhadas... Os gracejos são os ensaios de todas as lágrimas
Desajustadas... Tenha do de todos nós!  Pois não se pode sorrir, ou chorar de
 Tudo, tanto assim! A vida pede mais que uma dança... Este
Tablado e ‘pouco para mim. Ah -! E nem tudo podemos ter... Mesmo
Que tudo seja cena de teatro; E nesse teatro, apenas acontece a
Nossa cena imaginada ... Uma dança, e várias risadas, e mais uma cena desvairada...
 Um ilusório e distorcido reflexo. E o circo de um palhaço, e’ às vezes desvirtuado
Assim... Esse palco e’ louco, e faz de todos, também de louco um pouco...  Esse tablado
 De circo, e’ pequeno demais enfim! A vida pede mais, um pouco mais...

 Tenha dó de todos nós, tenha dó de mim!


 By betonicou


terça-feira, 17 de junho de 2014

Coisas da gente... © Copyright

Nem tudo e’ sol e flor, nem tudo e’ tudo... Às vezes
é mais do que somos,  mas tudo pode ser verdade,  sem
as contradições... Nem tudo faz ser, o que somos hoje.
Nem tudo domina,  Porque,  nem sempre somos o que
Somos... Às vezes somos mesmo uns esquecidos, dentro
de nós mesmos... Nada brilha, quando desacreditamos, e
 Nem tudo brilha se acreditamos... Nem tudo e’ dor, mas às
 vezes tudo dói,  quando complicamos... Somos quase sempre
o que procuramos ser,  e somos o que somos, foi o que
procuramos da vida fazer... Às vezes as dores curam-se,  e
às vezes permanecem para as lembranças. Dores,  às vezes
contorcem-se dentro de nós, para aprendermos a ter,  nem
que seja um breve instante de tolerância... Porem, nem tudo
é tudo quando se encontra alguém, e nem alguém e’ tudo
Aquilo, quando este não e´ de ninguém... Sempre imaginamos
um por do sol lindo pelas montanhas do horizonte... Às vezes,
as montanhas desabam-se, e o por do sol continua lindo,  porém,
um lindo  quadro  sem moldura... Nem sempre há boa musica por
detrás de um riso... Pode ser que o riso esteja a zombar de nossa.
melodia desafinada,   e às vezes desafinamos, bem  desajeitados...
Um falso riso às vezes encanta, e às vezes precisamos
mesmo falso  alguém sorria, para nos fazer sorrir... Precisamos de
um porto seguro, nem que seja para encourarmos nossas inseguranças
por um breve momento. E sempre o sol se põe, pois a noite quer chegar.
Sempre as manhãs pedem sol, mas se não vier, que venham as chuvas, 
pois sempre precisamos, ao menos de algumas gotas de ternura.
Às vezes o abraço e’ quente, às vezes o abraço e’ frio... Nem tudo e’
só verão, e nem tudo e ‘só inverno; As estações pedem ações... Frio
para aliviar o calor, e o calor para aquecer o frio... E as flores da
primavera enfeita-nos lindamente,  ate no leito de morte... E o outono
impele-nos,  sempre a querer um ato de poesia... "Direcionamos  os nossos                                           rostos,  como velas ao vento"! ...
By betonicou

domingo, 1 de junho de 2014

Inocente juventude © Copyright

Roupas vermelhas, brancas, quentes ou frias são  minhas fantasias...
Pele clara ou  pele escura, são às vezes, coleiras para as almas coloridas.
Ao adentrar de novo nessa estrada, com minhas roupas desbotadas
 e sujas desse vermelho das ruas cruas, por onde teimei andar.
Cada estrada, é um destino de fantasias. Em cada fantasia, um desatino.
Estes são os fantásticos contos de menino! Até voar voei,
com asas de aquarelas, entre as coloridas cenas dos varais com
roupas, avistados de minhas janelas... Eu mereço as fantasias, das
minhas visões figuradas... Eu destaco os voos, nas costas da minha
amiga ave magica; visões imaginadas... Num tempo magico, de juventude
inocência, ainda vê-se em clarividência... Nos meus sonhos, as ficções
são realçada e  minha pele clara,  com pele escura, são  minhas misturas de
vidas sortidas!  Nesta vida, de vida ou morte, sou uma janela de vidas
muitas vezes refletidas ! Ate vi, minha alma embarcada nas águas
Imaginarias e a  esperança, era a vela que segurava os ventos e
conduzia ás praias desejadas. E sonhei tudo imaginado, com a
Inocência resgatada... É tudo  o que a alma pôde segurar! É tudo que
posso respirar e aspirar. Vejo claro as minhas idas, ao mundo de minhas
despedidas... Cada  despedida, e’ apenas o recomeço, de novas vestes 
coloridas, ao transitar por novas estradas, com a alma resguardada
e de novo sonhar, para realizar e poder imaginar outras caminhadas, sem
minha roupagem encharcada.  Novamente colorir e ousar,  toda uma vida, de                                   fantásticas e cenas  ilustradas.

By betonicou

terça-feira, 13 de maio de 2014

Reviver ...© Copyright

Esses amores sem direção, sem terra firme pra pousar.
Olham-se as estrelas , estendem  as mãos, querendo nelas
Poder tocar. Esses corações, sempre na contramão,                                                             
Avançando sempre os sinais... E os vermelhos, sempre
Estão marcando todos esses temporais... E esse pulsar
Sem marcação, sem o compasso exato da canção...
Desafina desde então, em todo esse coração de saber
Amar... E as cruéis incertezas, são todas as asas que.
Não podem voar... Essas paixões sempre atemporais,
Pisam, em terrenos, e se perdem nos vendavais... Mas
Ainda, há sonhos quando se olha as estrelas!  Ainda,
Sente-se o perfume, sem os espinhos dos roseirais...
Essas paixões sem direção; trazem os exageros á noção...
Ainda pode-se ver uma luz lá no fundo... Trazendo brilho,
A lúgubre escuridão... Ainda, nota-se, a beleza das luzes dos
Vagalumes, numa noite fria, úmida, sem o brilho do luar.
As incertezas são frias confissões, sacrifícios mornos,
 Para um vazio, falso, e mal erguido altar...  Se não
Pecássemos tanto assim, em amar os falsos sonhos... Se
Não apegássemos tanto assim, aos ilusórios rostos risonhos...
Dentro de nos sempre seria, chuva calma de emoções... Porem,
Precisa ser assim, para amanhecer de novo, e de novo a
Nossa renascida forma das canções...  Hoje li as estrelas, e
Descobri que posso amar!  Vi tudo sobre as incertezas! E vi,
Que essas são sementes vazias, que não devem germinar...
E as certezas, com certeza, são nossas asas coloridas de poesia,
E sonhos, Plainando num lindo verso no ar... São asas brancas de
Um poder de amar... E descobri que as sensações, também
São asas ao vento!  São sonhos, que para voar precisam do seu
Devido tempo... “E tenho que estar atento”! Todos esses erros,
 São marcos, que marcam um recomeço... São sinais, que a vida,
Sempre pode ter um novo e pleno endereço...
By betonicou


domingo, 11 de maio de 2014

Motivos .© Copyright



Ponho-me a cantar, dentre todos os sorrisos, esse e’ o que
Encanta mais! Faço minhas preces, neste vale antes de tristes
Sombras... Expresso em canção, tudo que me carece, minha oração...
Vejo-me sempre mais forte, diante as incertezas de querer demais,
De querer ser capaz, sempre a refletir... Fico de joelhos diante das
 Ansiedades... Faço das minhas preces, meu desejo de felicidade;
Faço brilhar  em todas as sombras de minhas necessidades... Vejo
Diante de meus olhos, todos os rostos sofridos; porem eles, tem
Sorrisos de criança! Toda a infelicidade, não pode acorrentar os
Desejos de querer inocência! Vejo em tantos rostos risonhos, toda
A capacidade de enfrentar as guerras, de todos nossos desejos insanos...
Vivo a cantar todas as notas nessa minha prece, sem as lamentações
 Daquilo que sofremos... Esses meus olhos cansados, de chorar demais...
Toda a essa inquietude, desta juventude de querer sempre mais, de
Sonhar a mais... Ergo a minha visão para dizer então, que esta e’ a minha
Minha canção de viver... Sempre vivi pelos meus olhos, pois sempre vi,  
Tudo que este ser pode querer... Vivo devagar , pois toda a minha pressa
Chegou ao fim... Toda a calma transborda no meu eu todo, enfim...
Antes desiludido com a vida chego aqui simplesmente, através de uma fé, de
Seguir sempre em frente... Carregando toda a estrada que estes olhos viram,
E veem...  Navegando todas as águas, deste sempre meu querer, ou cortando
Do meu jardim todos os espinhos , que teimam em arranhar, essas minhas
Vestes, deste então, já sóbrio espirito na mansidão... Conhecendo as fases
De todas as minhas estações... Sendo simplesmente, frio ou quente... Vou
tecendo a partitura de uma nova, e terna canção... Conhecendo todas
As necessidades desta jornada... Recolho todos os frutos felizes, também
Existentes nessa estrada. Canto os meus dias, nesta minha manhã de preces
Exaltadas!  Vejo toda a minha vida correr mansamente, mostrando os caminhos.
Antes ausentes...  Carrego ainda sobre os meus ombros, parte desta caminhada...
Ainda há um peso a descarregar nos meus dias... Ponho-me a cantar pelos cantos,
Antes de querer chorar mais uma vez mais... Que toda a minha musical prece
Chegue ao teu altar, e que eu reflita , o que quero mesmo deste meu eu ... Toda a
Minha prece leva simplesmente, a minha caminhada... Toda a minha ansiedade,
Será Lavada... pois sei que sempre cuidou, e ainda cuidas de mim... Vivo a cantar
 Toda a minha esperança, e sobre os teus ombros apodero-me, de tua leve

 E certa herança enfim... By betonicou

domingo, 27 de abril de 2014

Somos dementes ... © Copyright




  Debaixo do sol e distante da lua vaga acordado e 
sonhando pela rua. Distante de tudo, nos bailes dos
bares minguantes. Andando lado a lado, com a presença
 das ilusões sempre constantes.  Longe de tudo, neste
Vazio infinito onde lábios vorazes gritam um delírio
restrito... Prosas entre pessoas incertas, breves
Versos poéticos nas cenas mais certas... vivendo
Acordado, nos sonhos de alertas... Ou desmontando
Esses palcos, destes ensaios de sonhadores itinerantes...
E’ a vida, que acordada a todas as cenas vigentes...
Mesmo assim cambaleia diante de tantos arcaicos
Pendentes... Diante da mordaça de laços toscos afrouxados...
Soltam-se, os gemidos nos gritos , dos tolos navegantes
Afogados... Andando pelas ruas, por entre sonhos de
Utopia dos delírios desvairados... E deste ar de quimeras,
Onde a mente vazia alucina, com um pobre perfume
Almiscarado, que a todo corpo impregna... Mesmo assim 
Vivendo essa  vida de  loucuras alucinadas... Vagueiam nossos
Versos ,diante de todas as cenas transloucadas... Divagando acordado,
E delirando sonhos de rua... Dissecando as falas, com as
Mariposas desbotadas... Amantes sacerdotisas da lua.
Nos devaneios tolos, das alucinações escondidas;
 Dançam-se melodia das loucas dançarinas vendidas...
Longe de casa, em todos os dementes contidos... Vagam
As mentes solitárias, com todos mórbidos sonhos escondidos...
E ainda nos assombram ,os fantasmas de todos os sonhos roubados e vendidos
...By betonicou

sábado, 12 de abril de 2014

Ausência .© Copyright


São tantas falas caladas e são tantos sentimentos enganados. São todos os guetos de favelas, escuras ruelas dos desabrigados. São as cenas deste cenário que avassalam, todo o olhar escondido. São tantas as provações, para todo peito dolorido. É o luar, sem os raios de sono. São as folhas secas que despencam das arvores enferrujadas, de todo invernado outono. Esse vermelho ferrugem que cai, em toda rua cinzenta...ainda assim, a poesia trai-se bordando teias de lembranças que ainda todo peito alimenta. São tantas falas que se calam, perante juras de amor eterno. São tantas juras esquecidas, no mais frio abandono de inverno. Porém, ainda restam as cores vivas, como a forte cor das violetas. Ainda fica o cheiro de flores lindas, em qualquer pomar abandonado de frutas secas. São as cenas singelas que calam as falas fúteis. São tantas as falas sem mazelas, durante os bons dias, sem cenas inúteis. São as flores, cores vivas de aquarela, nos lençóis do amor embrulhado, sem falas e sem rodeios, num amor gostoso, ás vezes acanhado. Não como ruelas de favela apertando em falas intransigentes. Nem são notas sem compasso desarmonizando em risos descontentes. Porem existem, os choros que rezam as agruras, e o absurdo desconforto, de um querer ausente de ternuras. Existe também poesia, nas lembranças frias. Recordações diluídas, nas lagrimas de nostalgias. São os afetos recordados que se misturam, entre os cacos das cenas perdidas, e letras quentes que aquecem, o gelado cenário das prateleiras das salas escondidas…Se tudo e´ para ser esquecido numa gaveta escura... ainda assim pode ser ouvido, mesmo que em notas acanhadas, numa bela peça de partitura. São tantas portas para as senzalas, e para os lugares, onde repousam os medos. E também, são tantas ruas estreladas de lembranças que motivam um surpreso sorriso, pelos lindos e bem guardados amorosos segredos.
By betonicou


sábado, 22 de março de 2014

inocência .© Copyright


Quero brincar de roda e fazer coisas de crianças.
Onde esta a juventude de minha lembranças?
Quero a voz fina inocente que grita e canta, em
tons estridentes. Quero um sorriso de menino,
mais uma vez nesse meu coração de sonhos latentes.
Quero a alegria , de minha musica ressonante ...
Quero nesse instante, os sons apaixonados de uma
 brincadeira ofegante... Quero aquele desassossego
da nua responsabilidade... Quero viver novamente e
 ser criança crua de realidade... Quero voltar a me
esconder brincando uma brincadeira não obedecida.
Quero o sorriso de menino, agora na face seca e
empobrecida... Rever as cenas triunfantes, num gracejo,
de esconder. . Onde mostro tudo num instante, num
lindo, e desprendido ato de viver... Com braços abertos
Para a esperança, de uma aurora, de um despertar de
Vida... Face a face , com o brilho de um abraço, de mãos.
de mãe estendidas... Cavalgar no lombo de sonhos alados...
Porque criança, e’ ter magia por todos os lados... Quero o
meu sono embalado pelo cansaço de brincar esmorecido...
Não esta minha insônia de menino ressequido... Quero
 Acordar de vez,  deste sonho onde agiganta dia a dia, a
dura realidade... Acordar na esperança de brincar, nem que
seja nos efêmeros, porém lindos instantes de saudade.
Onde mora minha infância? Essa, a cada dia grita dentro
do meu coração as lembranças cansadas... Essa fria guerra,
De homem versus criança  virou  um tabuleiro de cenas frias,
 E de peças marcadas... Quero voltar aos sorrisos , das soltas,descontraídas

e inocentes gargalhadas .

By betonicou

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Meninas de rapina © Copyright

São irmãs,  essas meninas dos meus olhos.
Duas retinas,  teimosas por teus olhares
Brilhosos. São dois tinos acabrunhados,
São duas estrelas, com os cios inflamados ...
São duas estrelas desvestidas, sem véu
 De rodeio... São essas meninas dos meus
Olhos que apontam o meu tolo anseio...
São essas meninas festeiras, brincalhonas,
Desavergonhadas... são as teimosias dos
Olhares, destas minhas retinas desvairadas...
Brincam,  com a minha alma essas tolas e
Fogosas irmãs... Adentram,  tudo por entre
 Suas frestas.  Tolas janelas verdes das hortelãs...
Remexem tudo há sua volta, e importam,
Para o meu desespero... são essas  meninas
Das rotinas cansadas, dos meus tolos, mas
 Porem, fugazes exageros... São dois sinos
 Que perturbam a paz de minha alma... São
Duas batidas que descompassam o equilíbrio
Da minha calma...São dois faróis, com seus brilhos
Abrasados... São duas irmãs meninas, de corações,
Com pulsar acelerados... São meus olhos de olhares
aguçados, não pudicos e exagerados...São irmãs,  essas retinas
Que descompassam toda  minha rotina...  São esses
Olhares,   de  minhas meninas.  Minhas oculares
aves de  rapina...By betonicou

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Notas de poesia. © Copyright








Eu ouço uma canção, destas, de notas bem marcadas...
E bate o coração, nas emoções fortes , descompassadas...
Revejo os gestos de adeus, para uma vida antes
Descontente... Aceno aos gestos teus, agora,
Tudo tão lindamente diferente... E quando a vida
Calou-se  dos murmúrios, que antes afligia a alma...
Tudo se notou, quando se cantou as notas de uma
Nova historia...  Eu hoje visualizo na memoria, todos
 Os gestos deste infinito que nos rodeia... Um sorriso
 Abre-se no rosto, e de alegria o olhar se planteia.
Eu ouço os corações, destes que tocam a tempo
As notas singelas... E um calafrio percorre o corpo,
Expulsando os tristes sentimentos de mazelas...
E por onde passo cheiro às notas perfumadas.
E por onde ando , ou andei, colho rosas, e deixo
Para traz as flores despedaçadas... Eu hoje acordei
Atento a todos os meus anseios... Eu hoje levantei
Todos os muros dos meus sentimentos... Eu hoje
Fiz de tudo versos risonhos. Eu hoje  voei na canção
Que tocava todos os meus sonhos... Eu acordei, e senti,
Que tudo se fez manhãs... Levantei-me ouvindo uma
Canção, que amenizava todos os meus anseios afãs...
Eu ouço uma canção, dessas que sufocam os gritos...
 Um Beijo nos meus tolos lábios, que abafam meus
Erros contritos... Eu acordei com pensamentos  tão
Diferentes... Ouvi a musica dos anjos, que antes
Sentia ausentes... E hoje andei por uma estrada
Perfumada, e avistei o meu sol que era tudo que  
Me faltava ... Eu ouço a canção trazida nas costas
De um vento... Eu sinto o coração transbordando
De um sentimento... Eu sinto as alegrias dessas notas
Comovidas... Eu vivo hoje de canções, puramente livres,
E coloridas... Eu hoje acordei num lindo, e leve pulsar,
De recomeço... Uma musica livre, com notas singelas,
 Hoje bateu no meu endereço...

By betonicou

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ares de outono . © Copyright


Aqui neste lugar, tem o cheiro das rosas, das pétalas
Esquecidas. Este perfume que Impregna este ar,
 deste cômodo, nesta casa de portas, mas de abertas
Janelas coloridas. Se e’ pra ter, que seja perfume de
Pele quente, cálida... Que derreta a minha dura
Muralha sempre gélida... E fica pairando no ar, essa mão
 Quente, estendida... Para desatar os meus laços, revelar
Aquela paixão escondida... Se e’ pra ver, que seja com teus
Olhos, a revelar todos os meus jeitos... Neste corpo de pele
E trilhas cálidas, Trafegam todos os meus desejos, se tornam
E se fazem direitos... E assim ecoar os nossos murmúrios,
 Acima dos gases rarefeitos... Ainda paira sobre nos, um leve
Odor de flores sortidas. Sempre descobrimos o vermelho  
Poético das folhas de outono,  no vermelho quente das rosas
Escondidas...

Se e’ pra ter um cheiro nesse ar, que seja o de nossa travessia...
Se e’ pra ver o que ficar neste lugar, que não seja nostalgia... A
 Saudade ira me matar , se chover ou olhar para este chão; Ou se
O frio de inverno chegar, bem sei, que gosta desta estação... Se e’
 Para enganar todos os lados... Que seja nossa cumplicidade então...
Se e’ para estar neste lugar, que deixemos no ar as notas de nossa
 Linda canção... Pois aqui neste lugar, onde sonhamos as nossas
Cenas lindas, às vezes esquisitas... Cheira o cheiro deste amor, das
Flores coloridas e sortidas... E o seu cheiro cálido impregna-me
Com fragrância das lindas e quentes, coloridas ou brancas orquídeas... 


By betonicou


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Simplesmente amor © Copyright



Sempre  falando serio, quando e’ de nos dois.
Falo tudo pra não sofrer depois... Falo
Do beijo que roubou de mim... Quero de
Volta, com seu gosto de flor de jasmim.
Falo das estrelas que seus olhos representam...
Esta beleza além desta esfera. Falo da água,
Do  nosso cheiro, que nossos corpos se banham.
 Falo da beleza loira dessas suas mechas; Destes
Seus lábios que sempre meu beijo espera.
Falo de tudo, pra chegar ao amor... Não                                                                                      
Explicando ... Pois não se explica essa flor...
Falo das flores ainda murchas... Pois essas
Esperam de nosso orvalho, todo o seu frescor...
Falo das cores de nossa poesia, de nossas nuances,
Das cores de nossa magia. Falo de nossos medos...
Esses que nos acorrentam aos tempos de criança...
Falo deste presente, que requer em todos os nossos
Pontos, os dedos e lábios mágicos, que nossa pele
Encanta. Assim , nos livramos de todos os enganos,
Conhecendo-nos... Sabendo os nossos símplices
Gostos... Assim, nosso peito pulsa todo esse amor,
Retratado livremente em nossos rostos... E o que
Falar, quando em seu beijo me calo? E o que esperar,
Conhecendo toda a sua fala? Basta-me esse olhar
Profundo, e esse amor que desse seu lábio exala !
E’ isso que o meu peito aguenta... Toda essa emoção,
E tudo que para mim, você representa... E’ isso que o
Meu peito encerra... Todo esse amor, que compensou,
Toda a ansiosa espera... Falo e grito esse amor, que e’
Tudo dentro desta azul esfera ! 
By betonicou

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Desertos de Minas ...© Copyright







São ruas feitas de pó, mas são sementes de sol. São as tardes tão festeiras de danças, e tem campos de girassol. São da terra, os que nascem neste chão de ribeiras. São águas claras, são colinas verdes, íngremes ribanceiras.  Eu nesse recanto crio versos, onde sonho os meus cantos. Vejo a luz refletida nessas águas, e então vejo-me, em singelos e ternos encantos.


São ribeirinhos contentes.  É festeira essa gente que nos ensinam que a vida requer apenas viver e semear, e que o pão pode ser colhido num bordado, de roda de tear. Vejo a luz no horizonte, onde se avermelha um sol. Vejo estrelas que despontam, num cintilar docemente. Vejo as terras, onde nascem os fios das águas de um rio, antes imponente... E eu, nessa terra molhada pelas lágrimas antes de encantos naturais vejo as crias que são esses   filhos, ainda dançantes das gerais.


E’ um sonho este chão, onde se semeia nosso pão. Esse trigo dos versos que se cantam em oração... E ao longe vejo um cavalo, e suas patas dançam os versos das pessoas campeiras. Solto e salto de minhas altas amarras, num voo livre de aves ligeiras, onde rasgo num sonho, esse ar ainda límpido das matas feitas capoeiras. Crio Versos, onde sonho a saudade.... Essa, ainda livre das matas mineiras.


São os sonhos de então, numa razão de solidão, onde lancei as minhas preces num bradar alto de desespero, em forma de oração. São meus sonhos feitos fumaça, onde se dissipam em destempero, ao olhar as vestes verdes desta linda terra sumirem, em tolo exagero!  Mas ainda planto as flores no ermo da solidão, e as rego com lagrimas de sofreguidão. Ainda sonho a poesia desta terra, e canto uma saudade; desde então. Porém, minhas saudades, ainda me fazesonhar toda a esperança! Ainda sonho que e’ tudo bonito, feito
dias de chão de criança




















By betonicou