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curvas, retas e esquinas

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flores de mármore ...© Copyright


Espeta-me a rosa e  o sangue  aflora,  com
Toda essa dor.  Vivo sempre carente e do amor,
Sou descrente... Vejo-me,  complexo sem ares de
Nexo... Viajo pelos vagos caminhos, atônito, perplexo!
Espetam-me as palavras, que são jogadas pelas bocas
Sujas... Ferem-me a alma, pelas farpas afiadas das
Palavras imundas... As correntes que aprisionam, são
Os laços frios do abandono... As lagrimas  esvaídas de
 Onde vejo... São folhas desgastadas...  São choros
Enferrujados de outono... Espetam-me esses ares que
Cortam minha alma de tão frios... Repleto está o
Desejoso anseio; de não lacrimar pelos Sonhos vazios...
Almejar ?! Vejo-me envolto de desejos leigos...
Revolta-me os desejos encarcerados, em tolos
Segredos... Rosas decoram meu leito de lápides de
Mármore frio... Espinhos espetam meus dedos, que
Afloram o vermelho... Um liquido viscoso, embriagante,
Como o rubor dos vinhos... Vejo-me no eterno a contemplar
Meu rosto sereno... Subi aos céus em balões, fruto de um
Sonho singelo e pequeno... Espetam-me os pesadelos da
Crueldade das paixões... Ferem-me a alma esses sopros,
Tempestuosos das ilusões... Vejo-me perplexo! Agora, com
O nexo das circunstancias... Enxergo meu reflexo nas humanas
Intolerâncias... Espeto-me nas dores... Porem ainda esperançoso...
Ofereço à vida: Um maço de um perfumado buque de  flores...  Bybetonicou