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curvas, retas e esquinas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mariposas do Blues ...© Copyright


Noite de estrelas, um homem sai às ruas;
Esbarra-se nas mariposas, nas rebeldes falcatruas...
São tantas estrelas que vagueiam pelas ruas...
São tantas luas refletidas,  nas poças das ruas nuas.
O ar viciado embriaga o senso dos desavisados.
O tabaco flutua,  em vapores secos, opacos...
Na noite, onde as cores se acinzentam...
Os lobos caçam e as lobas amamentam...
Os animais noturnos acuam e devoram.
As mariposas perdem suas asas nos ares, e
São devoradas nos sujos balcões dos bares...
As estrelas estão vermelhas... Os olhos cansados
Trocam as cores, e deturpam o sentido cristalino.
Na calçada, um homem vive seu lado desatino...

Vagam pelas ruas as mulheres, rameiras.
Tristes vagam pelas misérias,  sem eiras nem beiras...
Nessa noite, por mais sombria que seja andam
Os tolos boêmios e  cantam suas lindas asneiras...
Na calçada cambaleia um homem, com tom embargado e 
Cantante... Fuma seu charuto barato... Reveza,  com
A gaita num tocar melancólico, angustiante.
Um tombo, um levantar, um sentar desajustado.
Ainda sopra suas notas, num soprar triste e embriagado.
Entre as lagrimas e a dor do coração partido
Procura-se refugio, num amor pobre, pago e
Distorcido... No blues, um desabafo jogado pelas ruas...
Nas ruas dançam as mariposas,  sem asas, pobres e nuas...
 Numa noite de estrelas e magoas cambaleiam as

 Criaturas pisando,  em distorcidos reflexos de luas...  Bybetonicou