Vejo os mundos embaçados de uma vida sem o ar da calma...
Choro as tristezas da amargura alheia... Fito os olhos
vazios,
Nos semblantes que o choro rodeia...
Uma flor que murcha, ao fedido cheiro de latrinas.
Um luar sem poesia, um negro sol de tortuosas esquinas...
Há caminhos que levam aos abismos profundos...
Choro pelas lagrimas escuras, de uns vivos mortos; moribundos.
Os tons da linda melodia ferem os ouvidos surdos, como chiados.
cruciantes... A explosão dos sentidos, agora são torturas incessantes...
Os olhares que saltam de embaçadas retinas... sofrem na
visão
Sem alma, sem cor, das opacas rotinas...
Contemplo as almas que vagueiam sem rumo, sem causa, sem
vida...
Uma sombra negra, e esfumaçada de vidas esquecidas... Acinzentaram as flores ,
Antes belas, e coloridas... Agora, tateiam as tênues paredes desgastadas.
E esmorecidas... O anseio de querer encontrar, os rumos certos
das saídas...
As mãos que procuram no escuro tateiam nas névoas turvas...
Os pés descalços que procuram as linhas retas nas curvas...
Os lábios que proferem a oração, afim de poder transcender...
Os olhos que descortinam os símplices mistérios de poder
ver...



lindo demais, meu amigo... poucos tem a sensibilidade de sentir a dor e o pesar dos outros... Marvilhoso!
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