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curvas, retas e esquinas

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ensaio .© Copyright




Cada palavra pode se tornar um choro, um riso, um verso
Feliz, ou uma blasfêmia, contra aquilo que sentimos...
Às vezes, o amor pode ser, como se atirar no vazio... Feito
Um “Quasímodo”... Como se carregássemos nos ombros, o peso
 De amar as escondidas...  Cada passo pode ser uma escolha,
Entre ser ou não ser... Entre sentir, ou carregar para sempre, o
 Peso dos desejos, de um coração vazio ou de um momento carente...
A cada momento podemos nos ver nas mãos das caricias falsamente
“Inocentes”... Podemos ter um momento de um sorriso alegre,
Mas no fundo descontente... Podemos ter amores, puramente
Inconsequentes... Podemos ter, um coração vazio que se deixa
Encher da ternura aquecida de paixão... Podemos ter momentos de
Afetos vagos, da chamada desilusão. E sabemos que
Não há ar, onde existe o vácuo... E ficar sem ar no vácuo da decepção.
De veneno nada dei, de veneno nada ofereci... Sinto
Que meu reflexo reflete a imagem errada, num espelho
Distorcido por uma carente imprudência... Às vezes, nos
Sentimos assim, sem teto... Mas por outro lado , seria um bom
Estado, esse de não esperarmos nada... Um cão como
Companhia e um travesseiro velho, para encostarmos
Cabeça e  deixar que a vida siga seu curso... E um
Dia sair de debaixo da marquise para ganharmos o mundo...
Às vezes, nos refugiamos num mundo, onde a realidade
 é um sonho... E o sonho, às vezes vaga pelos caminhos
Impossíveis e  nos refugiamos nas ilustrações da vida, 
Onde imagens, são forjadas pelos desejos de querer que tudo.
Seja magico... E acordamos nas ruínas de um pesadelo... E o
Pesadelo termina,  num sonho de realidade. E a realidade, e’
Um sonho, o de almejar sempre a felicidade. Temos um céu
Para voar,  Porém às vezes, sempre alçamos voo em asas de cera...
O que precisamos mesmo às vezes, e’ um teto de uma marquise
Para nos esconder da chuva e  assobiar uma linda canção. Dormir  e
Um cão,  como  ouvinte e   para ouvir os aplausos do teatro de
Nossas vidas..
.

By betonicou

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Descompasso . © Copyright

Meus pensamentos voam, e meus pés , se prendem ao chão,
como chumbo enraizado... Minhas memorias vagam num
assombro interno de tolerância ao desejo estancado...
A alma clama um consolo, enquanto os olhos chovem o
desconsolo... O coração grita o desespero , do silencio
desfigurado... Na incerteza bate um acorde descompassado...
Porem, a minha alma será lavado pelas águas de um sossego...
É o infinito que rege este súdito momento de aconchego...
São minhas etapas da vida, são meus momentos retos  e  tortos...
São meus choros às escondidas, são minhas alegrias, onde
faço, e refaço todos os meus portos...
A vida pede proteção, e aos meus olhos uma simples  visão
de um abraço, um beijo.  Desses de deixar sem folego e aflito, 
mas que nos deixa sem a visão abstrata,  de um surto de
Delírio... Neste vago momento eu habito... São situações de
uma vida, de meus pensamentos divagantes escondidos...
E quero deixar para trás  esses momentos tolos, no passado
diluídos. A alegria pede proteção, e todos os sonhos mostram
A nudez de uma visão... O de voar pelos ares de meus sonhos,
como um anjo destemido,  e não ficar esparramado num chão
de abandono como um pássaro ferido... O espaço do infinito
clama para mim um lado desapego... A minha alma será lavada, 
pelas águas do sossego...
By betonicou

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Olhos de céu. © Copyright

                                                                                                                                                            Tento seguir o caminho de nossas flores,  sem

as cores do medo. Tento seguir este trilho de dois
 Amores.... Quero ouvir a canção dos namorados
No tempo de um segredo e cantar bem forte os
Nossos clamores, neste vazio do relento...
Tento seguir junto, mesmo que separados por
 Um contratempo . Tento ser este amor dos enamorados,
Para o bem do relacionamento. Tento ser nos dois,
Mesmo que seja deixado pra depois... Encontrei-te,
E foi bem antes do que pensava, e nos tornamos dois sois...
E meu coração, ouviu que forte o teu pulsava, no calor de
Nossos lençóis... Tento seguir, mesmo que ocupado,
Ate o alcance do infinito... Tento aos seus ouvidos
Um sussurro... Tento um apelo num grito! Viajo pelas
Luzes do céu, que e’ pra ver, ate aonde vai tua confiança...
Com este teu brilho incomparável, com teus olhos de céu,
Com teus olhares de doçura criança. Encontrei-te, nos
Versos que eu mesmo declamava...  Estava tão perto
A poesia, que eu tanto procurava! Nunca imaginei, que
Do outro lado estava a dança ! Vejo teu rosto estampado
Em todos os sorrisos de infância, que este meu olhar, agora
 Atento, alcança... Viajei por todos os lados desesperados... Ate
Onde pude estar... E você estava bem á frente , deste meu
Jeito vago enamorado de amar... Pois aqui do outro lado da
Cerca, fácil esta o meu olhar sem jeito... E teus olhos de céu, e
O teu semblante de anjo criança, eu não pude recusar a tempo...
Se disser ao mundo este meu amor... Diga que sou amorosamente
Suspeito... Diga que me encontrou no passar de um vento...
By betonicou


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Pele de margarida © Copyright


Eu acordei meio diferente, com pressentimentos
ruins... Acordado pela injustiça de meu juízo.
Senti a violência e senti o transtorno, das coisas
ditas pela inocente injustiça do prejuízo...
Dissecam-me e desnudam-me no mundo...
Tiram-me do singelo e  puro conforto... Estou atônito!
Deste meu eu mais belo deslocam-me...
Deste meu eu atômico tiro força das delicadas
flores margaridas. Mergulhei-me, neste espaço
branco eterno. Eu acordei com sentimentos
singelos e fui jogado aos ventos... Acordado, num
abismo profundo sentindo o frio gélido das caras
frias, dos corações de descontentamentos.
Queria poder tocar a pele branca, das pétalas.
benditas dos exaltados... E fui jogado no deserto
pelas mãos iludidas... Por corações desesperados.
Eu acordei num pesadelo, por querer o calor deste
teu eu sincero. Porém  jogado estou ás lagrimas, de
um acordar flagelo... Eu acordei num cata-vento, onde
deixei de respirar o momento. Eu ouvi uma voz dizendo:
Fique atento! Morri por um breve instante, e revivi e venci...
 Nossos momentos embalados ao vento eu senti . Quero voltar
 à tona das águas puras e benditas... Quero acordar
na tua pele branca , de pétalas de veludo, das brancas
 e puras margaridas...
By betonicou

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Poema de lapide ... © Copyright




Escrevo no sol, com raios de lua.
Quero pagar minhas dividas.
Quero pagar minhas promessas.
Quero sarar, todas as minhas feridas...
Eu quero lavar minha alma, e
Sentir, o tocar leve da brisa.
Eu quero um beijo molhado,
Com toda a doçura permitida.

Escrevo, numa lápide feita de um
Coração de mármore frio...
Escrevo na lapide que eu mesmo fiz,
Para os versos, de um coração diluído...
E estes, são versos que transcendem,
o que para mim fora escrito ... Escrevo,
Com um pincel feito dos gelos glaciais,
No sol das paixões, dos sentimentos  
Lacrimais...

Escrevo no sol, versos de letras frias...
Estas que congelam as lágrimas das
Romarias... Escrevo, no deserto das
Plantações de hipocrisia... Essas dos
 Espinhos, e  das ervas daninhas...
Escrevo versos, em ramos de primavera.
Escrevo, nos gestos que transcrevem, toda
A minha longa, e cansada espera...

 Escrevo os versos, em forma de flora,
Com odores cítricos e cores da aurora...
Escrevo, nos gases brancos deste espaço,
Antes vazio... Escrevo, no ar todas as  
Ternuras livres do cio... Escrevo, no sol  
 De minha Alma, a singeleza fria do meu
Inverno... Recolho, a poesia das lindas
Folhas vermelhas, deste meu outono
Eterno...




By betonicou

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Corda bamba .© Copyright

Vivo a sonhar pelos cantos do planeta, vivo a sorrir
As alegrias das piruetas; Soltando gritos como um
Louco desvairado, cantando a musica dos chamados tolos
Transviados... Sob a marca da ilusão, solto as mãos num
Aceno; mas o adeus, nunca deixa de ser um tolo gesto
De um esquecimento obsceno... Vivo a sonhar pelos ares
Desta esfera, onde me embriago nos gases da estratosfera...
Onde meus pensamentos divagam tolos, inconsequentes...
E meu ser, se rasga todo bobo... Iludido pelos gestos das ruas,
Dos transeuntes ausentes... Vivo a sorver todas as bebedices
 E asneiras, que esse mundo verte... Vivo a colher os frutos
Que este meu mundo carece... São tantas idas e vindas, e
Este meu ser se afoga em tantos burburinhos... São asas
Fracas para este meu desastrado voo, de descanso aos ninhos...
Vivo a divagar por entre as questões múltiplas de minhas
Dimensões... Meu mundo esvai-se pelos poros, e minha
Alma passeia pelas trilhas de minhas emoções... Vivo a
Vagar pela oficina de meus pensamentos... Vivo a reviver
Cenas, que passeiam divagantes, no mundo tolo dos
 Esquecimentos... Vivo a pular de salto em salto, sob os
Céus desta esfera... Vivo a colher, todos os sabores e
Cores da primavera... Vivo a sorrir sorrisos de esperança...
E vivo a fazer das idas e vindas, passos ensaiados de
Dança... Vivo a viver as situações que esta vida tanto grita
Em minha alma... Vivo a quebrar num grito, os cristais
Frágeis de minha calma... Vivo a consertar as mazelas da
Vida... Os atos intransigentes...Vivo a sorrir de todas as tolas
Quimeras... Deste mundo dos insanos e dementes.
Vivo a soltar todos os pássaros presos e descontentes ...

Bybetonicou

sábado, 31 de agosto de 2013

Entrega .© Copyright

E’ inverno, e os ventos choram seus ares gelados.
E essas mãos amigas dão-me o toque de sossego.
E’ interno esse toque, e batuque, agora acelerados.
Esta rosa me intriga, cravando em meu peito seus espetos...

Este retumbar de tambor que bate forte no coração
São as ondas que vagam na minha intenção de dizer não
Se e’ alegria, ou tristeza, que trago outra vez na incerteza,
Ou nesta vida, numa bandeja, seja outra vez a minha questão...

E’ inverno, e o vento gelado, bate mais uma vez nas minhas sensações...
 Porem, teus abraços trazem outra vez ,o calor das recordações.
Tuas flores guardadas... Desabrocham em desejos outra vez, trazendo
 À tona, todos aqueles desejos das quentes estações...

Desatino o meu jeito de ser nas certezas de ter... Quando desabo
No teu jeito "Eva" de ser... Isso se impõe a todas as minhas razões...
São espinhos de gelo ... Porem, são flores vermelhas das paixões...
E’ estação do gelo, mesclada na tua primavera de mulher...
São ventos de inverno, sussurrando aos ouvidos de quem quer...

E’ vento gelado, soprando mais uma vez nesta faceta  de ilusão...
Se e’ mentira ou verdade, talvez...  Essa falsa, ou verdadeira,
Corrente de amor... Se nesses rios negros  navego outra vez, com certeza , 
 Na intenção de tua estação... Não quero mais o naufrágio, seja para

O teu ou meu agrado... Seja para onde eu for.




By betonicou

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Visão de otica .. © Copyright

São imagens, fantasias, e certezas... São aquarelas coloridas...
São espelhos de vidas refletidas... São folhas com as caras estampadas,
São ate edifícios vazios; mas que transbordam de belezas ilustradas.
É imagens coloridas, que fazem do negro uma beleza infinita...
São os negros destas folhas estampadas, com a arte deduzida e bendita...
São realidades num mundo que faz sonhar... E’ a pura realidade
Desta singela arte de retratar... São retratos abstratos, normais ou inusitados...
 São folhas com sonhos, e acontecimentos guardados... Podem ate serem imagens
Embaçadas, mas nunca perdem a magia de suas eras... São lembranças
Envelhecidas, mas ainda assim, repletas de belezas estratosferas.
São essas imagens, que perpetuam nossas lembranças desnudas e cruas...
São essas lembranças, que são herança para as retinas futuras...
São esses reflexos, que por olhos de cristal, são capitados... São os nossos
Olhos representados neste fotográfico mundo, dos objetos e cenas admirados...
Fotografia são reflexos da alma que o artista extrai dos objetos...
Fotografia é a vida posta no papel original como pretextos;
Ou nos megapixels de um monitor digital, num flash de contextos...
Fotografia é a artística vida retratada por uma sensibilidade extrovertida.
Fotografia, e’ brincar como criança, e’ um momento de vida, pra lá de divertida...                                                                              
                                                                                                                             Texto gentilmente cedido para o amigo artista capitador de imagens :  Kalil Felix Pena.  By betonicou

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Questões .© Copyright

Pensei que era só voar, sem caminhos no ar, só
Pelas nuvens de duvidas, pude navegar, e flutuei...
Sozinho, nessa onda azul flutuou em prantos de gotas ,
 Todas as minhas questões ... Antes de naufragar neste mar...
São os caminhos que pude encontrar neste labirinto...
São os vários sabores, antes de embriagar-me de absinto.
Pensei que era só questionar as questões, mas desfiz de
Mim todas as razões antes mesmo, do eu poder ser eu...
São as pulsações que regem, os meus ritmos... São as vis
Paixões, que batem a porta do desejoso momento meu ...
São as correntezas de minhas veias, que transbordam
Este meu coração, agora tão cheio do sentimento vazio...
São sementes de estrelas que caem em meu jardim deserto de cio ...
E’ a certeza deste sorriso, que abranda todo esse meu tom
Vibrante e febril... E’ poesia tornando-se razão e pureza...
Pensei que era só voar por entre as nuvens, nesse ar azul
Anil... Só por um caminho andei, e voei por correntes de ar...
 Em ventos de incertezas...  Mas me encontrei nos versos sutis...
Reencontrei-me nas certezas das incertezas, puramente juvenis.
Havia perdido o meu eu, havia chorado todos os prantos, para
Aplacar meus desertos débeis ... vasculhei todas as minhas lembranças
 Para reencontrar os caminhos Férteis... O cinza ,deu lugar ao azul;
E meu jardim, em flores brotou, nos lugares antes estéreis...
By betonicou

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ventos de ternura .© Copyright

Quando o amor vem tocar minha alma, E gritando gosta
De mim, o vento vem... E o amor cheio de belas notas,
Toca a musica, que ao meu peito convém...  E quando brisa bate com
Suavidade a minha porta; Quando vem a minha sorte, toca forte,
Tudo num breve tocar de nota... Almejo toda a minha sorte
Tocar a canção, que o meu sonhar de corpo, e alma importa...

Quando o amor, e’ a voz que reaviva o jeito frio de ser...
Faz brotar em terra seca, um novo viver... Faz brotar desta pedra flores e 
Todas as águas, deste meu jeito duro, e seco de amores...
Faz brotar todos os sonhos, que neste mar de nuvens, nos deixamos levar...
Fez-me um anjo de asas claras, para no amor poder voltar a voar... 
 Fez de mim, um novo jeito puro, para  o amor , poder recordar...

Quando o amor caiu em meus braços fracos, forte fiquei...
E o forte deste amor, e’ a fraqueza que no mundo trilhei ...
Caminhei por trilhos sombrios, onde o sombrear ofuscava o
Meu ver... Chegou abraçando a minha alma, fazendo-me de novo,
Este amor querer... Fez de mim, o presente, onde nas lembranças,
 Minha alma, e sonhos vagavam... Deu a mim, a luz de esperança,

Que meus olhos claros  tanto clamavam...

Quando chegou o amor, fez num vento forte, o meu mundo girar...
Fez-me novas emoções, e   no singelo ...  Fez-me  logo  descansar.
Quando chegou por inteiro, fez-me todo... Pois a metade faltava...
Fez-me farto de realidades, pois nas lembranças, meu olhar de lagrimas vagava ...
Fez de novo o  meu jeito singelo... Pois na sorte deste amor, viajo o meu eu no eterno ...

By betonicou

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Baile de circo ...© Copyright

Balas doces, para adoçar a boca... As pontas dos pés
para dançar na rua, um café para comer tapioca.
Um chalé para se proteger da chuva, um gole para,
esquentar na maloca.  Uma pedra de palavras
Duras. Um corre corre,  da multidão nas ruas.
Uma flor, com poucas pétalas do que restou do mal
me quer... Uma pétala nas mãos, de quem bem me quer...
Duas janelas que expõem as paisagens da alma...
Duas almas que se cruzam... Uma ponte, duas faces,
 Uma calma. Uma panela, um fogão, uma chama;
 Na cozinha,  duas mãos para resolver a trama...
Um balde, uma corda e  um poço com água no fundo...
Uma boca e  um nó na garganta, ao sorver as águas do
Mundo... Uma trilha, um cheiro, um vestígio de pegadas.
Um sol que se põe,  uma sombra e  uma caminhada.
Água doce para a sede da alma... Na ponta do lápis,
Um ponto, um escorrego nas linhas da palma...
Tudo são pontos, são ventos no ar, são nuvens que
Choram, são sementes a brotar... São ondas eriçadas
De cristas do mar... São vestígios da vida...
São frases relidas, são frutos da alma, nessa realidade
Incontida... São as pautas do universo, onde se escreve
Todas as trilhas... São sementes, são flores, que desabrocham
Nas áreas das linhas vividas... São gestos de aceno, ou são
As bandeiras de largadas... São botos, ou tubarões...
Neste mar de águas afogadas...  A calma e  a ira, 
São estrelas irmãs... O sou e a lua ,são noites e manhãs...
São pedaços e são tudo; depende da vida vivida.
São rios ou regatos, são vertentes da caminhada escolhida.

Tudo são pontos escritos em linhas, , são saltos aos trancos,
Tal qual circo de saltimbancos...By betonicou

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Fragmentos ...© Copyright

Eu acordei com pensamentos sutis... Refiz os teus
cabelos de tranças com tantos fios de seda cetins...
Eu acordei com saudades, ao lembrar-me das aventuras
juvenis... Revi numa canção a natureza de amar e revi
as proezas de saltar todos os abismos gentis...
Pendurei-me na torre da capela e pintei, de todas as
cores  as mazelas e as cinzas que manchavam as
minhas aquarelas. Cuidei-me de resguardar, aqueles
momentos de subir pelas limeiras, com esses pés de
subir nas cancelas. Eu sepultei todos os sentimentos
hostis e  mergulhei nas águas.  Me levantei, com
pensamentos não febris... Eu refiz toda a saudade, com
os pensamentos férteis das emoções puramente civis...

Eu chorei  de saudade, de cantar sonetos. Refiz meus
caminhos que antes andavam, pelos escuros guetos.
Eu tirei das lembranças, momentos bons de contentamentos.
Refiz todos os caminhos dos tempos que hoje, são uma
terna lembrança... Lembranças leves,  de asas de pura inocência,
de juvenil esperança. Como a libélula tem seu tempo nos ares,
ao sabor dos ventos... Segurei-me nas asas transparentes, dos
Puros e brancos discernimentos. Memoria doces, ao saltar
de cima do leito. Brinquei com teus cabelos de tranças que
 entrelaçavam nossos saudosos momentos... Memorias que
navegavam nas ondas dos meus vagantes pensamentos..
Eu tirei da saudade, brinquedos singelos de crianças e  rodopiei
por entre teus laços e atei-me, as tuas teias, de puras e belas
lembranças. Senti as gotas de tempo, a refrescar minhas
memorias a tempo... Tempo de sarar todas as feridas e
retroceder aos belos momentos... Tempo de sorrir e não
chorar, o que vaga agora, no tolo esquecimento; quero alento  !
Eu relembrei com saudade  esse pouquinho  do tempo   ...
By betonicou

domingo, 21 de julho de 2013

Memorias divagantes .© Copyright

Estou  vivendo os caminhos, deste mundo agora...
Caminhando nos rumos e  deixando os lados de fora.
Festejando os momentos que são levados aos ventos e 
Alegrando os momentos de dor,  ou remoendo  as causas do amor...

 Queria chegar aos destinos com  cheiros de flora...  Poder fazer
De cores os meus caminhos, pelo mundo todo  afora...
Poderia celebrar um só momento...  Mesmos que símplice e singelo.
Queria poder renascer, como uma forma de amor eterno.

Estou sentado neste chão  revivendo este meu mundo, todo atento...
Um filme de cenas aquarelas, mas ainda,  com um leve tom de cinza  que 
Estraga por dentro... Eu queria festejar as festas,  com rojões ao invés de gritar
O tolo eco do silencio!  Eu queria poder navegar, numa onda calma de vento...

Cá está este meu eu remoendo, as nostalgias que o tempo traz as minhas vistas...
La vai cavalgando o meu eu, nas brisas nostálgicas de emoções idealistas.
Cá estou  eu fazendo, desses devaneios, um passo alegre de muitas danças.

Trago no meu peito, todo este eu, de preciosas e emotivas lembranças.
By betonicou

domingo, 14 de julho de 2013

Vitrine ...© Copyright

Contemplo os corações dilacerados, e as águas  estagnadas da alma.
Vejo os mundos embaçados de uma vida sem o ar da calma...
Choro as tristezas da amargura alheia... Fito os olhos vazios,
Nos semblantes que o choro rodeia...

Uma flor que murcha, ao fedido cheiro de latrinas.
Um luar sem poesia, um negro sol de tortuosas esquinas...
Há caminhos que levam aos abismos profundos...
Choro pelas lagrimas escuras, de uns vivos mortos; moribundos.

Os tons da linda melodia ferem os ouvidos surdos, como chiados.
cruciantes... A explosão dos sentidos, agora são torturas incessantes...
Os olhares que saltam de embaçadas retinas... sofrem na visão
Sem alma, sem cor, das opacas rotinas...

Contemplo as almas que vagueiam sem rumo, sem causa, sem vida...
Uma sombra negra, e esfumaçada de vidas esquecidas... Acinzentaram  as flores ,
Antes belas, e coloridas... Agora, tateiam as tênues paredes desgastadas.
E esmorecidas... O anseio de querer encontrar, os rumos certos das saídas...

As mãos que procuram no escuro  tateiam nas névoas turvas...
Os pés descalços que procuram as linhas retas nas curvas...
Os lábios que proferem a oração, afim  de poder transcender...
Os olhos que descortinam os símplices mistérios de poder ver...

Contemplo as almas redimidas ...
Bybetonicou

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Descoberta © Copyright


Sentindo medo ... o frio dessas nuvens que
Sufocam meu respirar de sossego...
Nestas bêbadas ondas, navego nas velas
Sem direção, neste mar todo sôfrego...
Em velas tremulas pelos ventos, perco o ar
Da direção, à utopia dos meus anseios...
Navego nas lembranças injustas... Pois
Estas são alegrias tiradas de beijos alheios...
Na densidade deste frio, carrego-me todo  
De desejar teu calor; Nas nuvens enegrecidas,
Procuro por nuvens brancas... Estas tuas alvas
Nuvens de amor. Pois eu sei que este mar de
Nuvem , desassossega o meu leito com um
Tempo triste... Também sei, que por detrás da
Tempestade esfumaçada, o sol ainda existe;
O amor ainda persiste!
Sentindo o frio que as lembranças , congelam  
Em nossas mentes todos os nossos defeitos...
Caminho pelas montanhas, e vales dos tempos...
Pois são os altos e baixos, dos nossos jeitos...
Nos caminhos tortos, cambaleamos nas sofridas
Paixões de nos dois... E a retidão dos caminhos
De flores de amor, sempre deixamos pra depois...
Por que nestes ventos, navegamos sempre com
Velas quebradas...
Este ar que sufoca, respira por detrás de nossas
Vontades ilhadas... Ao redor são sempre
Ondas eriçadas... Hoje eu sei, que os caminhos
De sombra e luz, se bifurcam nas idéias escondidas...
Hoje descobri, que desta vez navegamos por entre
Nuvens doces e coloridas... Também sei que neste
Mar, nesta imensidão que sufoca...  Existe poesia
Nestas ondas ébrias, que embalam a nau, que

Que o verdadeiro amor transporta... Agora sei...
Bybetonicou

sábado, 1 de junho de 2013

Dissonâncias de Apia ...© Copyright

Cantam-se os lindos versos de poesia.


Canta-se em timbres baixos de agonia...
Cantam-se acordes plenos na liturgia...
Canta o belo soprano de Maria.
Cantam-se nos umbrais, acordes de
Boas vindas... Cantam-se no altar os
Cânticos das romarias... Cantam-se,
Remédios para todos os sons profanos...
Versos evocam as alegrias, na canção
Dos diáfanos... Via Apia, e seus cânticos de
Guerra... Via láctea, acima da atmosfera...
Mas há caminhos para os tons ,  e os acordes  
Suaves ,das flores de Primavera...

Cantam os choros das crianças, agora
 Adormecidas. Cantam os brotos, que
Adentraram suas vidas... Cantam as
Sementes que brotaram um dia. Cantam
 Os bendizentes, que voam nas asas das
 Das calmarias... Canta este ar, embargado
 De nostalgias... Cantam as matas em gorjeios,
Que se derretem em lagrimas pelas colinas... 
  Cantam as vozes das melancolias... Cantam
As vozes roucas nos canteiros... Roucas de
 Chorar a miséria... Entoam seus timbres os
Corais, esses faceiros... Onde as vozes
Navegam em velas singelas...

Vertem as águas para os ribeiros, nascem
Os jorros dos riachos ligeiros... Que se
Desafogam, nestes mares de todos os
Marinheiros. Cantam as flores que são
Tocadas pelo vento... Cantam as estrelas,
Que desabrocham no firmamento.
Canta de alegria, mesmo a criança sem
Alimento... Cantam todas as vozes de colo... 
No doce colo de acalento... Canta este mundo,
Tanto na fartura, ou na miséria... Cantam todas
As alegrias pintadas, nas coloridas, ou negras
Aquarelas... Cantam todas as vidas, a espera da
Morte... Nascem todos os cânticos, nas vozes
Sopranos, ou baixas da sorte...
 Bybetonicou

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Flores de Hiroshima...© Copyright



Não esquecer uma paz que se foi um dia...
Brotaram flores nos campos minados...
Minaram as águas das vertentes, que secaram
Na lida... Soltaram as correntes, que abraçaram  
Numa tenaz o amor... Fizeram a paz nesta guerra,
Em forma explosiva de flor...
Há muito que rever no que foi esquecido um dia...
Momentos velhos, que abrilhantaram vidas esquecidas...
Germinaram as sementes na terra... Brotaram flores
Que cheiraram os ares desta atmosfera...
Do passado de nostalgias, fizeram-se presentes
Sentimentos de liturgia... um sagrado campo de ervas
Floridas... Um consagrado de poesias coloridas...
Os girassóis fervem nos campos de nossas vidas...
Os ventos rugem enquanto dão seus açoites...
Os raios de sol urgem, e aquecem as vidas na sorte...
Voltar a viver a vida, nos campos das explosões...
Beber o que verte das vertentes, águas claras dos
Ribeirões... Brilhar alem das sombras...pulsar como
As majestosas estrelas das constelações...
Bybetonicou

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sonhos gravitacionais © Copyright



Quero as chaves de um apartamento, pois  quero guardar
umas tranqueiras esquisitas . Quero um canto, para
para cantar e ouvir as saudades remexidas.
Uma Janela para atirar emoções... Olhar o céu e  observar as
multidões enlouquecidas... Quero um cômodo, de um
barracão.  Quero um samba, um rock do Raul ao violão.
Quero ouvir de novo na vitrola, o vinil todo arranhado, 
mas que ainda toca as canções, de um ser enamorado...
Quero as chaves  de um quartinho de  pensão, com
luz neon . Quero ouvir, no juckeBox, um vinil do Milton  e
nas paredes poder ler, um poema gravitacional de Newton.

Quero as chaves de corações bagunçados , pois quero varrer
as amarguras e abraçar esses sentimentos assustados.
Quero noites iludidas, pelas canções de ritmos acelerados.
Uma balada, um furacão e talvez, as chaves de um bar, um
copo de cuba libre, com fatias de limão.
Quero guardar num armário, todas as tolas  feridas.
Quero ouvir e dançar num baile e  viver esse desatino das
noites perdidas...
Quero as chaves de um convento,  da ordem das carmelitas e
enclausurar-me em umas das celas ouvindo do Gregório,
uma dessas musicas sacras benditas.
Quero ouvir as canções, dessas rádios  eruditas e quero um jardim
de flores coloridas, rodeado de pedras ametistas.

Quero as chaves de um lugar secreto, para esconder-me, todo por
completo... Não quero os sussurros das multidões !  De toda  
poesia da  canção poder estar repleto... Não quero acordes negros e
quero teclar a melodia nos acordeões !  Quero correr,  nessa
pista dos equilibrados... Não quero mais sofrer,  na  tosca corrida dos
desajustados. Quero as chaves de um quarto, um cigarro e um
Trago barato de Bourbon. Quero ouvir  a poesia lírica das “Águas
De março" do Tom! Quero estar  sentado  em uma varanda de pensão ouvindo 
as buzinas, de tônicas estridentes!  Ouvir, ao fundo daquela
Vitrola, as melodias dos sonhos latentes. Ouvir a canção dos
amantes diurnos e chorar a emoção,  dos noturnos inconsequentes.
Bybetonicou

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Prelúdio ...© Copyright



Estou neste escuro do universo, deitado meio turvo perplexo...
Em meio às águas escuras, sem reflexo... Ouço um bater de
Tambor, neste espaço do tempo...
Á uma corda bamba de vida, encontro-me anexo... Estou nesta
Sala de espera ate que a luz externa me descubra... Espero que
Alem dessa poça, de uma luz  o meu ser todo se cubra.
Ainda, que não possa falar ou cantar... Ou ser... Ate que eu
Amanheça... Aqui, o meu eu descansa; Ate que a externa luz
Apareça...  Se em todo o universo, existir espelhos, que possam
Refletir... Que reflitam, este meu desejo de ver, o que posso ouvir...
 Ainda que acolhido esteja neste mundo negro... Onde segurado
Esta o meu medo...
Antes da hora, do eu poder ir... No meu tempo, ainda e’ cedo...
Todos os espelhos são turvos, antes que o eu aconteça...
Todos os reflexos são escuros, antes que minha luz amanheça...
Estou neste mundo negro, neste lado de um tênue véu... Ouço
Sons fora deste meu céu... E se isso e’ céu... Imagino o que seria,
Alem deste templo de água morna.
Estou a centímetros, no macio véu... Julgo o que seria, alem da poça ...
Se eu cresço, ela entorna...
Concebo onde estou...  Se esse e’ um universo, onde repousa meus
Sonhos... Fantasio o que sou !  Vivo neste sonho de dormência...
Ansiando nascer, e proceder minha evidência... Estou aqui incrustado,
Ainda que desafogado... Ainda que confortável... Ainda que nas águas
Mansas, esteja este meu eu mergulhado...
Vejo-me aqui coberto de incertezas... Porem, embalado pela canção
De pulsares compassados ,  sei que minha hora vai chegar, sei que
 Verei reflexos ate nos espelhos, antes embaçados...
Sei que alem da escuridão, ira brilhar o amanhecer... Por que aqui,
Apenas vejo raios delicados de tons vermelhos, presentes nessas
Paredes que por hora, são os meus espelhos.
Estou aqui, deitado em águas mornas... À espera da lida, e querendo
Anseios... Estou aqui, embalado por um coração de canções de risos e
Gracejos. Ainda que o choro venha antes de qualquer sorriso, e de
Qualquer beleza que possa ver... Estou aqui à espera de um beijo,
Uma razão para o meu nascer.
Aqui no escuro, as vidraças não transpassam o que há , alem das
Águas mornas...
Aqui no escuro, ouço o compasso de minha vida dividida... Aqui no
Escuro, minha musica e’ toda nessa água benta diluída...
Bybetonicou

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Versos antagônicos...© Copyright





Versos de paixão são desfrutáveis e  são deploráveis.
São águas para a semente do cio... Versos de paixão
São revogáveis, mas são aceitáveis... São chaves para
Um buraco vazio... Versos de dor são escutáveis... São
Dementes... São frases ditas,  em tom iludido... Versos
De amor são flores, às vezes  para os inconsequentes...
Vejo a dor, nesse amor que foi preciso ser vasculhado
Nas ilusões de um rio perdido... Vejo querendo o amor,
Nessa dor inflamável... Um sofrível desejo escondido...
 Porem o amor, e’ criança rindo em repetidos estribilhos...
Canta  atroz o mórbido desejo, de amar o vazio sem
Brilhos... Versos de choros por amar na demência, de
Querer ser amado... Versos de dor por chorar,  o vazio
Demente abandonado... O que vem a ser o gostar, se o
Espaço e’ vazio demais?!O que será do espaço vazio, se
O amar e’ repleto demais?! Entoam aos ares, os cantantes
Amores plausíveis... Esquecem-se,  nas dores, nas ilusões
Desprezíveis... Porem, o amor se perde nos versos jogados
Ao ar da decadência... Porem, a dor se perde, quando se
 Acha no amor pura inocência... E entoam seus versos, os
 Menestréis que amaram demais... E entornam seus  
Venenos, os boêmios que desfrutaram, e destilaram a
  Peçonha da paixão e não amaram jamais! Versos de
 Dor são frutos, da vazia desconfiança... Versos de   
Amor são palavras divertidas... Brincadeiras puras de
Criança... Revejo a dor de amar... Retenho o dom de sonhar  
De gostar... De preencher o vazio, com o gostar de sonhar...
Versos de amor, e’ erudito, e’ puro sentimento luminar...
Versos de amor são lembranças para os benditos... Para
Sempre jogados ao ar... Este ar que exala, este meu gostar
De amar... De sonhar. Bybetonicou



sexta-feira, 29 de março de 2013

Olhar alem do sol ...© Copyright


Ainda cheiramos a flor, ainda que esta murchasse...
Ainda acalmamos a dor da ferida, antes mesmo que
Esta sarasse... Ainda cantamos, mesmo que sufoquemos
Nas emoções dos versos... Ainda vemos amor nos
Corações, às vezes, puramente adversos...
Ainda sentimos o calor que a saudade acordou
Ainda ouvimos a canção, que o amor sempre cantou...
Ainda recordamos... Ainda este mundo encanta!
Ainda sonhamos ao leve balanço do compasso da idéia
De esperança... Neste refletir sobre o que sentir...
Neste caminhar passo a passo, do gostar... Ainda
Resta o momento de brincar de sonhar... Neste
Escrever a vida no papel em branco; Manchamos as
Pagina alvas , com escuros respingar de prantos... 
Ansiamos o sentido, lançamo-nos no vazio vácuo...
Arrastamo-nos, trilhamos num escrever suave, ou
Num rastro trabalho árduo... Ainda que o sol se esconda
Por momentos...  Podemos vislumbrar seus raios no
Firmamento... Mesmo que por breve instante de luz
Dourada... Faz-nos um carinho, da alento... num
Instante, vem-nos a paz que desabrocha, numa canção de
Alvorada... Ainda, que a noite chegue, aos pés da lua, a
Serenidade medita... Ainda vislumbramos a luz, a cada alvorecer...
Dos pássaros, ouvimos o gorjeio que anuncia um novo renascer...
Neste breve instante de meditar. . Neste breve momento
Cego de tatear. Percorremos com nossos dedos, à leitura da
Vida... Num saudoso momento de recordar...  Ainda que cego
Ocular... Ainda que o coração teime em pesar, e endurecer a alma...
A esperança nos faz no dia, a dia, o refugio que fortalece e
Acalma... Ainda que os revezes, abaixe os tons da canção,
Num bemol de aflição... A vida sempre alcança um ato
Sustenido na oração... Ainda que restem pedras pelos
Caminho alça o vôo, as asas dos sonhos... Ainda que fugaz...
Faz-nos sempre pousar no doce, e terno aconchego... Ainda,
São asas de encontro com a paz...
Bybetonicou

Amor de lobo ...© Copyright



Sorri os prantos meus, numa alegria bem diferente
Revi conceitos teus, nos meus agora  estou  descrente.
Mergulho neste amor, no meu peito tão incrustado...
Procuro uma ponte que nos leve ao encontro, já desde
Muito tempo marcado. A travessia deste amor balança  
Como corda bamba, ao sabor dos ventos... Os ventos e  
Seus sinos anunciam...  São sons que batem no peito!  
Numa alegria de concertos... Pulsam ardentes, esses
Desejos que do intimo afloram... Batem á porta e querem
Adentrar os sentimentos que aos poucos nos devoram...
Pulsa forte a paixão ardente... Este teor. no âmago tão
Vagabundo... Trilham nesses caminhos os anseios mórbidos e 
Infecundos... Entornam seus venenos, os repteis que nos  
Rodeiam de desejos insanos... Acalmo na brisa do teu sorriso
Que acalma estes enganos... O coração retoma o ritmo
 Deixando de lado, o terror da paixão que deprime e
Enlouquece... E o espírito leve bate à minha porta
Mostrando as chaves do singelo... O coração de novo
Engrandece... Já não sinto,  o cruel  sofrer desta paixão  
que fere,  de calor e frio inverno... Anseio  o amor que perdure, 
até extremo do eterno... Sorriu meus desejos, agora tão
Acanhados... Sorriu um beijo teu e somos agora,  corpo e alma
Lavados... Pois tudo , são momentos, como águas que percorrem, 
Feito lobos desvairados... A desaguar na mansidão de um lago
Calmo, de sentimentos puros, de destinos entrelaçados...  Bybetonicou

sexta-feira, 22 de março de 2013

Oração à "Vida "© Copyright


Ameniza minha dor, dos açoites dos meus medos...
Guardados em porões, escondidos sentimentos.
Adentre os portões desta minha alma guardada...
Reveze essas emoções fortes, por um suspiro singelo...
Reveja os meus versos, descubra a minha palavra.
Viaje ante os meus olhos, caminhos floridos, livres dos
Medos... Liberte-me dos grilhões destes meus tristes  
Anseios... E tudo que te peço, e’ um abraço deste teu
Sentimento! Aos teus pés, rogo um novo recomeço...
Quero rever teu endereço...

Navego nos teus tons, quero de novo teus versos cantados...
 Me segura em lençóis brancos, alvos, do negro agora 
Lavados...  Me segura nas situações dos desajustados!
Enxuga-me agora, estes olhos, neste meu rosto molhado.
Ampara-me nos grotões... No cair, novamente levantado...
Conduza meus sentidos aos versos da pura inocência...
Transforme os meus gritos, esses sons da decadência...
E tudo que te peço e’ a tua canção novamente cantar...
Aos ventos, soltar os lírios... A tua musica, são flores ao ar!
Este será meu apreço...

Dilua os prantos meus...  Quero sorrisos bem ressoantes...
Daqueles livres dos anseios, dos dissabores constantes.
Entoar tua canção, rever de novo o lugar abandonado...
Saciar a minha sede, ter novamente o meu corpo, e alma,
Lavados!  Em tuas asas, voar!   No horizonte, ver teu sol
Brilhar minha esperança... Deixar o vazio, que a vida grita;  
E na canção, restaurar a linda lembrança... Porem ,  a vida
Pede aos gritos... Conduza-me pelas estradas dos abençoados!
Esses são versos contritos... Uma canção dos desesperados...
Livra-me do viver alucinado... Será este o recomeço! Bybetonicou

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Flores de mármore ...© Copyright


Espeta-me a rosa e o sangue aflora, com toda essa dor. Vivo sempre carente, e do amor sou descrente. Vejo-me complexo, sem ares de nexo.... Viajo pelos vagos caminhos, atônito e perplexo. Espetam-me as palavras que são jogadas pelas bocas sujas.... Ferem-me a alma, as farpas afiadas das palavras imundas. As correntes que aprisionam, são os laços frios do abandono.... As lágrimas esvaídas de onde vejo, são folhas desgastadas, são choros enferrujados de outono. Espetam-me, esses ares que cortam minha alma, de tão frios.... Repleto está o desejoso anseio, de não lacrimar pelos sonhos vazios. Almejar ?! Vejo-me envolto de desejos leigos! Revolta-me, os desejos encarcerados, em tolos segredos... Rosas decoram meu leito de lápide, de mármore frio. Espinhos espetam meus dedos que Afloram o vermelho. Um liquido viscoso e embriagante, como o rubor dos vinhos. Vejo-me no eterno, a contemplar meu rosto sereno.... Subi aos céus em balões, fruto de um sonho singelo e pequeno. Espetam-me os pesadelos da crueldade das paixões, e ferem-me a alma, esses sopros tempestuosos das ilusões. Vejo-me perplexo! Agora, com o nexo das circunstancias enxergo meu reflexo, nas humanas intolerâncias. Espeto-me nas dores.... Porém, ainda esperançoso ofereço à vida: um maço de um perfumado buque de flores... by betonicou





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mariposas do Blues ...© Copyright


Noite de estrelas e  um homem sai às ruas.
Esbarra-se nas mariposas, nas rebeldes falcatruas...
São tantas estrelas que vagueiam pelas ruas...
São tantas luas refletidas,  nas poças das ruas nuas.
O ar viciado embriaga o senso dos desavisados.
O tabaco flutua,  em vapores secos e opacos...
Na noite, onde as cores se acinzentam...
Os lobos caçam e as lobas amamentam...
Os animais noturnos acuam e devoram.
As mariposas perdem suas asas nos ares, e
São devoradas nos sujos balcões dos bares...
As estrelas estão vermelhas e  os olhos cansados
trocam as cores, e deturpam o sentido cristalino.
Na calçada, um homem vive seu lado desatino...

Vagam pelas ruas as mulheres rameiras.
Tristes vagam pelas misérias,  sem eiras nem beiras...
Nessa noite, por mais sombria que seja andam,
os tolos boêmios e  cantam suas lindas asneiras...
Na calçada cambaleia um homem, com tom embargado e 
cantante. Fuma seu charuto barato  revezando   com
a gaita,  num tocar melancólico e angustiante.
Um tombo, um levantar, um sentar desajustado.
Ainda sopra suas notas, num soprar triste e embriagado.
Entre as lágrimas e a dor do coração partido
Procura-se refugio, num amor pobre, pago e
distorcido... No blues, um desabafo jogado pelas ruas.
Nas ruas dançam as mariposas  sem asas; pobres e nuas...
 Numa noite de estrelas e magoas cambaleiam as

 criaturas pisando,  em distorcidos reflexos de luas...  Bybetonicou