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curvas, retas e esquinas

domingo, 25 de novembro de 2012

Poema vazio...© Copyright


Um trajeto longo, e infecundo... Sobre a Poça d’água
Tal qual poço sem fundo...
Espaço vazio, onde de vazio se enche no todo
Esse todo, que alguém se acha... Um tolo vazio que
Avassala... Esse vazio nesse canto de senzala...
Essas certezas vagas dos cães e seus cios...
Esses desejos que nos lançam nos cômodos
Vazios...
O olhar do querer... O poder, que a lascívia deseja...
Se perdendo no escuro, o tolo procura o vazio que anseia...
No vazio  sem degraus sólidos, sobe o eu, no
Soberbo palco, para vazios aplausos...
Esse som que ensurdece no vazio do mundo...
Esse esconde - esconde, que se brinca adentro
Da nevoa escura...
Esse escuro ermo que escancara a porta...
Que escraviza, seduz e açoita, e a tudo esgota...
Lançamo-nos no vazio de um abismo profundo...
Sempre assim, esse fogo que queima, e o vazio que
Atormenta...
Esse vazio que com pouco, se contenta... Continuar
Vazio, no vazio  almeja-se... No vazio, esse luxo da luxuria,
Vaga no vazio da inconsistência...
Esse véu, que esconde todo o vazio da demência...
Enche-se da nevoa que entorpece os sentidos...
Essa cruel, vazia  e amarga impaciência...
Esse caso do descaso... Essas cenas rudes  que
Tomam os palcos...Crua decadência...
O fechar das cortinas, ainda que por mãos dos incautos...
Os que aplaudem, lançam mais a frente ao vazio descaso...
Esse palco que ilude, e que acorrenta ao tronco...
E nos faz escravos  dos tênues momentos do acaso...
Ainda assim, nos rodeia a esperança...E lampejos,
Trazem-nos de volta a crença... E nos mostra,
Que o vazio que nos ilude... São apenas enganos de
Tola vivência... E que o céu, nos banha todos os dias
Com dourados raios de clemência... Ai de mim, nesses
Instantes vazios da inconsciência! Bybetonicou