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curvas, retas e esquinas

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Orvalho e jardins ...© Copyright



Serenou numa noite fria... Teu calor voltou, e com olhar de lua, com ternura olhou. Teu Corpo molhado de sereno esfregou-me. Tua flor vermelha rubra sossegou-me, e teu sorriso alegre desafogou-me da tristeza. Serenou sobre mim teus olhos de deusa voando, além das tempestades que surram o viço. Sobre mim pousa teus cabelos negros afogando-me, em teu cheiro de doce feitiço. Sobre a pele crua nos derretemos nos segredos. Serenou numa manhã, nos jardins de nossa Infância, onde dançamos nossa doce ciranda desfazendo-nos, de nossos inocentes medos. Nessa brincadeira de roda, nos desmanchando em beijos. Serenaram em nossas cabeças os leves pingos de amor, nesse nosso pequeno espaço de brinquedos. Serenou sobre as pétalas brancas, o sereno rubro de desejos... Respingou sobre as flores murchas, nossos anseios ávidos de odor. Reacendeu sobre elas o fecundo farto de repentinos lampejos. Fecundaram-se no jardim, novos rebentos de flor. Orvalhou na sequidão, no deserto de nossos negros medos. Neste momento de orvalhos serenos faremos deste curto espaço de ensejos, versos claros de amor; sem anseios.  No vazio murcho das folhas de outono orvalhou Respingos de cor. Serenou, em nossos secos segredos.


Arte : soulful woman guidance cards e Gustav klimt



bybetonicou

terça-feira, 5 de junho de 2012

Voz de Musa.© Copyright



Ouvir-te?! Ouvir de ti, versos risonhos... Sentir teus
Abraços largos Envolver-me nas tenazes de teus sonhos...
Os teus versos gentis, dados à poesia perene... Convertem
Em clareza, fazem da vida, um breve momento solene...
Tua fonte de versos, que vertem em águas tranqüilas...
Banham-me, em tuas vertentes cristalinas... Sagrado colírio,
Para minhas abençoadas, e claras retinas... Neste tablado, que e’ a vida...
O palco, e das artes, a galeria... Dançamos, e alegramos                                                                                   
Os passos confusos do caos, das fervidas vias das periferias...

Ouvir-te, o que balbucia em meus ouvidos, numa clareza
Às vezes ofuscada... Sentir no coração, as palavras benditas
Pronunciadas... Antes mesmo, de tua boca profetiza-las...
 Sobre os versos que fazem moradia... No alvo papel, que
Sempre espera os sentimentos escritos... Fazem-se gotas de
Esperança, e consolo... São pontos de cores, que preenchem
Os espaços dos sentimentos opacos, e vazios...

Ouvir-te sem relutar!Os teus pontos que findam cada
Noção de pensamentos... Também ouvir-te em vírgulas,
Que separam emoções, a clareza, e às vezes, das ofuscadas
Leituras sem  discernimentos...
Acolho-te, como Musa guardiã... Fonte, no estiar das estações
Dos meus sentimentos...
E na clareza dos versos, nas prosas, nos teus sinais de pingos,
 E vírgulas de vida... Tu minha Musa inspiradora! Dos mágicos
Sentidos da escrita... Inspira-me no vazio, das estações estéreis
Da triste, e rubra despedida...Bybetonicou