Páginas

curvas, retas e esquinas

sábado, 24 de dezembro de 2011

Eu e Caronte...© Copyright

Passeio por entre os escombros e  as ruínas, estão por toda parte.
Presencio as realidades confundidas... Ensaio meus passos, em
eternas pontes construídas...
Arco Iris sem cor, cristais opacos... Uma ponte sobre o abismo de
cacos... Um barco, um barqueiro, um preço, uma partida, 
um navegar, uma aflição incontida...
Os ventos ausentes, a força dos braços descrentes. Uma visão,
uma chegada, uma dor... Terei que navegar cego, pelo rio sem cor...
Viajo pelas águas das dimensões e  lá , não encontro lugar nas
margens das ilusões...
O barqueiro confuso, por eu ali estar. Onde o meu astral, não
deveria  ali se encontrar. Sua moeda, antes recebida queima lhe
As mãos...
Devolver e  Voltar! Essa, agora é sua única razão... Tornar ao porto da
solidão e retornar onde se fez a partida... Ao cais, onde cada alma
faz sua despedida...
Por entre os montes, no rio da morte... Navega Caronte entregue, 
a sua eterna sorte... Agora confuso por um revés deverá desfazer , 
da singular alma solitária e deslocada em seu convés...
De volta à margem da partida e  devolver a troca que lhe foi oferecida.
Uma moeda devolvida , outra recebida e  um novo passageiro, pronto
para Partida...
Um aceno ao longe!  No rio dos delírios navega o barqueiro,  rumo
aos Elísios campos de lírios...
Caminho, sobre a ponte de cristais translúcidos e reluzentes, 
de volta ao mundo  dos vivos sensatos e dementes...
Acordando,  do pesadelo torpe dos devaneios humanos...
E a certeza, de que não há lugar no cosmo, para tolos,
 E terríveis enganos...          Bybetonicou

domingo, 11 de dezembro de 2011

Veneno e decadência....© Copyright



A vida enlouquece... Opressão!Viver uma noite de ilusão...
Tristezas aborrecem, e ainda dizem "quem pode escolher?" Fazem
O pranto fechar os sorrisos, por tua Vontade, teu querer...
Viciam-se as mentes e corpo... Fazem noites de angustia, e
Por entre os dedos vêem seus sonhos se perderem pelo ar, em
 Fumaça de tola renuncia...

Diante da escuridão que os cercam, calam-se as vozes...
Quem escutara o grito de suas lamurias? Escravizada e’
A inocência... Brotam choros, mata-se a alegria, tola                                      violência!

Comprar a infância pelo vil metal... O caminho débil da
Destruição, puro mal... Morrem pelo caminho, os inocentes...
Entregam-se as sombras dos anjos caídos, decadentes...                                                     
Alguns se livram das vis Correntes... Essa tola imagem da morte
Lenta, da vida ausente... Ninguém pode querer algoz tão
Deprimente!

Uma gostosa expressão da vida, e’ vencer todos os medos...
Estender as mãos para o céu... Pedir que derrubassem
Teus rochedos, as muralhas, mausoléu... Agarrar a doce vida...
Alcançar o que e’ belo, Livrar-se de todos os receios... Cheirar
Gostoso o ar... Ter nas veias sangue limpo,  Para viver, e                                                  Sonhar... Livrar-se dos Terríveis desesperos... Desse
 Pesadelo, finalmente livre, poder acordar! By betonicou

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Fantasia...© Copyright

Caminhos verdes no mar são frutos de minha ilusão e oásis no asfalto lunar, e’ até onde vai a imaginação. A de construir pontes, sobre as águas turmalinas e viajar nos horizontes, até o palco e no abrir das cortinas. Questionar e refletir, nas vidraças de águas marinhas. A fantasia flui constante, no alçar voo das asas de neblinas. Voar e  revoar! Repousar nos céus! Ver as coisas distantes e levitar sereno, no algodão das nuvens confortantes. Pousar no mundo dos sonhos, e esse  fantástico delírio do mundo lunar, é onde flutuam cenas marcantes. Viajar e contemplar as longínquas colinas e vislumbrar de longe as estradas, as ruas, e suas diversas esquinas. Plainar, por entre nuvens, onde vertem a pureza das águas cristalinas. Navegar sobre o dorso dos ventos domando tempestades, de todas as sinas.... Desfazer as tristezas refazendo, de novo os caminhos. São verdes horizontes, onde escreve no céu os novos e certeiros destinos. Sorrisos, semblantes alegres e imagens ternas pelo ar. Dançar por entre as notas dos ventos, no rodopiar e saltitar. Caminhos verdes sobre o mar, são frutos de alucinação e oásis no deserto, e’ o prazer refrescante, no ermo da solidão. As águas são claras, doces e tranquilas. São Águas límpidas, onde se pode saciar dessa fonte de alegrias divertidas. Entre os caminhos oferecidos e às vezes, estradas mal escolhidas.... escolhi voar,pelos sonhos de criança incontida. No mundo surreal, da frágil razão da inocência escondida…. Na símplice noção, da pessoa adulta iludida...



 by betonicou

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Você morena...© Copyright

Você, sempre um lindo sonho que vem a mim
em um vento ligeiro. Pousa,  em suave forma de
brisa sobre minha pele que é seu porto, meu doce  anseio.
Você serena musa, com seus olhos de cristais.
brilhantes e carnudos lábios rubis e  pequenos seios
ofegantes . Seu rosto, envergonhado se torna vermelho
carmim... sua pele de seda exala perfumes, doce fragrância
de amor, delicada flor  de  odor  alecrim.

 Menina  serena,  seus gestos, se mostram
delicados e amenos; Juventude em flor. Água fresca, néctar
licor. Puros lábios de mel! Seus beijos gostosos, são de
doce sabor... nos seus secretos desejos, me embriago!
Em você, todo me afago em tuas curvas de pele
Morena,  de  teu corpo  marrom. Refresca-me,  com seus
beijos e  descansa-me em sua pele, de delicados tons...
Em suas asas de libélula, seus livres voos de  anjo moreno                                   
cintila sua luz , em suaves e brilhantes neons!
                                    
Meu corpo molhado e quente é por você... é assim que estou,
em minha fase nua.... Nessa  paixão toda crua  revelo meus                          
Segredos a você; bela e pura. Contemplo seu esplendor!
das estrelas e  já não mais preciso.... Anseio, somente a luz
De sua presença. Nos quintais dos meus Jardins serás, à flor,
De único nome amor. By betonicou 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hei você ! ...© Copyright

A vida. e’ um tremendo sucesso e despedida...
Melhoras de alegrias, ou mazelas escolhidas.
Flutuar ou naufragar, sobre os rios,
São escolhas de certeza refletida... Ou o cair
De uma Fe... De uma vida esquecida .

Os ponteiros do relógio se quebraram...
Os sonhos se desfizeram, e se trituraram...
Cacos de realidades que se despedaçaram...
Hei!Por que se lamentar, Se podemos reverter
Os ponteiros? A engrenagem tem que ficar
Por inteiro... O maquinar da vida, tem que                                                     Continuar seus tolos, ou belos devaneios...
.
Lamentamos o frio, o calor, a chuva, mas,
Não choramos as estações, por nos invertidas...
Eis Que sofre a sua natureza... Passo a passo,
Belezas destruídas!

Labutamos, na fabrica de nossos sonhos; um
Sonho por vez! Basta fechar os olhos, contar
Um, dois, três, e esperar acontecer...
Os ganhos, a promessa o céu, já nos fez!
Ansiedade, e’ puro transtorno de sentimentos
Estranhos...
Sorrir para a vida, e’ pura despedida dos enganos...

Sozinho é o corpo... O espírito voa pelos céus,
Abertos em asas de levezas...
E com os anjos e’ sempre um lindo, e feliz encontro;
Uma das grandes, e lindas certezas!
Sorrir, sorrir sempre!Chorar, chorar apenas, como
Expressão de alegria...
Viver, viver, sempre! Morrer, morrer... Que morram
As tristezas da vida,  e as infernais agonias!Estas sim,







Já não são mais bem vindas, não mais queridas, e Para sempre, serão esquecidas!          By betonicou

domingo, 27 de novembro de 2011

Helena mulher...© Copyright

Helena, que em versos, e prosas; citada
Em todas as formas... Helenas gregas,
Sutis; Helenas de um, ou vários Paris.
Tuas formas singelas iludem  de vez...
O moço inocente, plebeus, ate reis!
Teus traços formosos te fazem perfeita
Mulher; que descobre paixões... Quem não
Quer-te Helena da Grécia, Helena de Tróia,
De todos os brasis? Leva contigo Paris!
Leva a inocência; tu és, inocente talvez...
No berço dos deuses, bela formosa,
Fez-se... Teu rosto, de rosa glamorosa,
Teus seios fartos, de mulher perigosa...
Talvez nem seja...  Apenas inocente menina.
Pura ninfa amorosa; de olhar meigo, doce,
Cruel sina... No teu olhar, meu olhar, quem diz?
Paris, por ti guerreou Aquiles; sim,
Paris! Príncipe criança de troia.
Assim acontece, nos mundos, nas terras
De vários brasis... Helena, doce Helena!
Erro fatal de mulher, ainda feliz? By betonicou

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sonhos de melodia...© Copyright


Viajo por entre teus sonhos e vejo o que lá está observando as nuances de tuas cores preferidas. Vejo teu jardim salpicado, de flores belas, suaves e coloridas. Viajo por teu mundo, e em todo canto está repleto do mais puro encanto. Pétalas douradas começam a cair sobre nós, em cintilante manto. Teu perfume, de sonhos que impregnam o vento faz-nos dançar e flutuar leve em meu pensamento, onde por entre notas de ternura ficamos livres dos ponteiros do tempo.... Sinto teu cheiro que dopa em fragrância, de puro e leve desconcerto. Saltitamos por entre as nuvens, de teu particular mundo e do meu; me liberto.... Brincamos o amor, ali em uma ciranda de pura Inocência.... Estamos voando, no interior de tua linda e terna existência.  O azul do céu de teu sonho, está repleto de estrelas.... Tocamos o sol em abraços com a lua... Amamo-nos, Juntos em teu céu de leveza e ternura pura.... Não existe noite, nem dia neste nosso sonho dourado. Vejo o eterno tempo brilhante, de pura poesia em eterna sintonia ali, divinamente ilustrado. Sopraram se os sonhos que se espalham aos ventos tênues.  Pétalas de flor e serenas caem sobre nós, em chuva de água de cheiro e perfume, de aromas perenes. Flutuamos em corpos etéreos, na transparência de nossos sentimentos nus e dançamos em teus sonhos, no alto das leves copas de bambus. Lançamo-nos ao vento, em suave voo de beija flor.  Delírio de febre, doce paixão e agora, delicia de amor. Voamos nas asas de multicores borboletas, por entre a realidade de teus imaginários tons... E nos misturamos aos desejos, de sonhar e sentir teus dons. Ainda dormente ouço a voz dos teus sonhos e viajo, em teus lindos e sonoros sons.  

                 by betonicou





                       































                        


sábado, 5 de novembro de 2011

Blues melancolia© Copyright


Tenho sentimentos sinceros, mas sinto a resposta perdida...
Em meio a confusões do tempo, ainda mato minha sede
nas águas das pedras, ali retidas...
Confesso a minha sorte em grito de fuga angustiante...
Revejo os meus doces sonhos singelos desaparecendo
ao longe,  num repentino clamor  seguido, da batida forte,
do meu peito doído....   Mas ainda livre, leve e  pulsante!

Ouvi bem de longe,  triste e suave melodia de lindos tons 
em contraste bem gritante, com a minha voz de pura agonia.
A saudade emite seus grunhidos sons...
Solto as amarras que me prendem a este mundo... Grilhões,
Tenazes , fortes e marcantes!
Ouvi o chamado  distante, de consolo e  despedida,
em profundos tons vibrantes...

Ferro quente, brasa ardente e  deixar ficar para trás...
Quero alegria, sabor diferente, ternura, anseios de paz!
Quero os suaves momentos elegantes, dos beijos puros
da inocência perdida. ...
Onde refaço a certeza, de que ter você por perto, maus momentos,
Serão para sempre, uma eterna despedida...
Meus sentimentos  que são sementes, onde brotam os meus
Sonhos, de gente pura e somente... Faço-me cru, sou ingênuo...
Pura timidez de criança,  diante de você tão carente.

Faço-me neste blues, onde deixo a minha alma sofrida.
Mergulho  em teus braços,  minha fonte repleta de vida...
Em teu corpo morno e quente  deixo de ser criança
indigente... Faço-me de novo  sereno,  de  sentimentos puros de criança

Inocente...  By betonicou

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Olhares de ternura...© Copyright


E as pálpebras, se abriram para o infinito... A luz se mostrou!
Meus olhos, e teus olhos se viram...
Os ventos, que de você trouxeram o aroma do teu cheiro,
Rebrilharam as minhas pupilas de ternura, e de meus secretos
Desejos... De meus dedos Trêmulos de anseios, fluíram a escrita...
Do pincel, a doce alma do artista, retrata na pintura, a tua
 Beleza... Tal esplêndida formosura, para mim muito bendita.

Na caída da chuva, no néctar, em meio às gotículas de mel,
Vejo a tua face rubra pela Estrela dourada... E a trilha sonora dos
Ventos sussurram palavras melódicas, de versos adocicados,
Em uma rapsódia plena, de sentimentos molhados, e almiscarados
Pela s águas esvaídas do céu... Nossos prazeres dançam o canto
Dos trovões...  Teus olhos de espelhos verdes turmalina, refletem
Os segredos do nosso universo, em total desatino...

Meu beijo com o Teu beijo, minha face com a tua face... O vermelho
Quente de pura, e singela vergonha... A alegria de lagrimas celeste, que
Banham nossas faces acanhadas... No fechar dos olhos, pelo teu brilho,
Ofuscante, agora reabertos, e rebrilhados... Vislumbro tua terna figura,
Em banho de sonhos molhados... Que do teu céu de deusa, se esvaem
Em véu de grinalda... Sobre os teus ombros macios delicados, se jogam,
Em queda de cachoeira de gotas brilhantes...

Das águas de teus olhos molhados, no respingar dos teus veios,
 E teus gestos de versos, ressaltam a pintura dos sentimentos ternos...
Que deste céu orvalhado, se derramam em lindas partículas
Borbulhantes de Ternura...
E os ventos, terminam a sinfonia na calmaria dos Tons, de harmonia...
E os céus se abrem, com seus raios de ouro colorados, emoldurando
Teu rosto de ninfa pura... Anunciando em cânticos celestes, o terno, e eterno...
Momento, que para sempre será relembrado, nas Partituras de nossos corações.

E os olhos do céu se abriram, E mostraram total fulgor! O resplendor da
Trilha dos meus olhos; Rumo aos teus olhos...
Um encontro da nossa eterna essência, do nosso eterno eu...
 By betonicou

domingo, 18 de setembro de 2011

Borboletas noturnas...© Copyright


Ao som das Arias, o crepúsculo ensaia o retorna da noite e sua coroa
De ébano estrelado. A sua volta,  em cores rubras e  douradas. O  cantar de um
Coro nos tons das clássicas tocadas...
Um tablado, o roçar de uma saia, no raso do chão, no rodopio frenesi,
No bailar sob a lua, esta ali, toda quente na entrega, na dança, uma magia
Da alma frenética, e desnuda...
As vozes se misturam ao som do violino, e o calor de um corpo bailado...
No suor delirante, ardor, odor, sensações e cheiros mesclados... Ao ritmo
Clássico, ou ao bailado, dos sapateados picantes...
Os ventos gritam em uivos, e sonoros aplausos! Aclamando a dançarina,
Que alça o vôo das borboletas noturnas...

Um rodopio, um salto, ponta dos pés, que apontam para o luar, querendo
Tocar, o cristal prata... Mergulhar, afogar, desabrochar no mar cinza,
Levitar pousar... O bailar no picadeiro acentua o brilhar das Graças, sob o
Pulsar dos raios da amorosa lua, e das sonatas... Ou da dourada, e graciosa
 Lua cheia das serenatas.
Entre o bailar desvairado, do brilho dançante, como que poetizando no ar,
Com as letras, de bailarina musa... Os rodopios saltitam, nos mágicos sonhos, e sons, das cordas, que pulsam, e se misturam, aos sons tirados do fôlego musical, das tubas, e companheiros musicados.   
E no dançar da alegria, a imaginação toma vida, no teclar preto e branco, das notas divinas do piano de calda... Aos gestos virtuosos, do pianista
Embriagado, pela visão do dançar enluarado, da bailarina emplumada...
Onde as flores, brotam ao tocar o chão, com seus pés de tália, e sua alegria
Voante, em asas de seda e jasmim, e o cintilar, de Aglaia...

Ao som de um violino, e os acordes de um violão, no bailar constante, de
Uma dançante paixão, Uma fogueira, um espelho, um quarto da minguante, e tão cheia lua...
Um romance bailarino, que desnuda os universos dos prazeres, misturados
A um desatar de desejos, da carne pura e nua...
O bailarino repousa em seus braços, o pouso do voar rasante da magia emplumada. . Hora, borboleta, em suavidade semblante, hora, o emplumado voar, do cisne prateado ofegante...
Oscilando entre as notas mágicas, um canto ao fundo entoa os passos...
E o retumbar de um coração acelerado, um rodopio, um passo Doublé...
Do bailar... Um corpo, que se solta aos ventos, um voar, um olhar no olhar,
Uma dança no dançar...
Firmeza singela, uma entrega, um calor... Uma pétala, uma flor, aplausos!
O céu se abriu! Um anjo dança o Ballet dos mortais...
A platéia se levanta, e se derrama em aplausos... Em deslumbre, pelo vôo pleno angelical...


Uma ave no ar, no ballet dos ventos, o vôo da magia dançante, o flutuar de um corpo pulsante, que repousa entre as notas... Um plainar suave, um mergulho em braços aconchegantes...                                     
Em um mar de emoções constantes, no bailar incessante, sob o luar idolatrado, dos entes amados
 Uma dança, uma lua, dois amantes, um calor, uma só pele nua... Êxtase, gotículas sem cor...
Uma trama, um drama, um drama na trama, de bailar, amar ao som
De um violino, a ternura da canção, no cantar...
Flutuar nos caminhos mágicos da emoção... No passo duplo, no ritmar do amor...
No teclar mágico dos dedos da ternura, divinais movimentos, conduzem a magia, da harmonia musical, nos bailes da lua...
E os dançantes, se embriagam sobre os passos, levitados pelos ventos, no pulsar eterno, dos passos bailados, no rodopiar extremo, infinitos dourados...
Aplausos! Os bailarinos dançaram os movimentos do por do sol, e o rodopiado enamorado da lua, anunciando que a vida, e’ o eterno prazer de dançar, no infinito prazer de amar...           By betonicou




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Passagens do infinito...© Copyright( Ao meu pai)

Os ventos levam, e trazem a saudade...

 

Os ventos que vieram, se foram e retornaram...
O sol em todos os seus dias dorme, e acorda em
Seu esplendente fulgor...
A saudade vem e se incrustou em minha alma...
As lembranças me trazem a calma... Relembro de
Teus cabelos grisalhos e teus conselhos, que
Amenizam a lida e ainda lapidam meus sonhos...
E a tua voz acompanha, os meus caminhos de vida...

O gorjeio de suas lembranças

A saudade que aperta o peito, o teu carinho na minha alma encerra
A dura lei da natureza do tempo e o fechar dos portões alegres,
Dos suaves sorrisos, que sempre me dera...
A chuva cai em desespero de sua partida e nosso universo
Chora as lagrimas de tua triste ida  para o mundo longínquo...
Os prantos, e cantos, se misturam em grande sinfonia de pássaros...
Que para ti entoam, os lindos tons com seus bicos de pífaros...

O retorno, aos jardins

E novamente o renascer do sol, como pássaro de fogo... Que renasce das
Cinzas em estupendo esplendor!Vida, agora nos braços de quem
Para sempre ama em toda exuberância, do universo indolor.
Agora, nos infinitos paradisíacos jardins... Resides sereno, e tranqüilo,
Com o pai amado que a todos ama. Ainda podemos bem perto senti-lo...
A lua suave e serena, nos abraça e nos consola... Uma mãe de
Ternura, e desvelo... No afago meigo aconchegante, em total carinho
Brinda-nos, no conforto de angelical melodia, de chamego e zelo...
Vindos do todo benevolente, diante de nossa tão frágil existência...
Em tua ausência Pai, as mãos de Deus nos abrandam, na calmaria serena...
Uma constante presença de amor e paz, nesta vida ainda terrena...

Um novo dia, um novo amanhã...


O amanhã nos brinda com nova paz, e reluz em luz divina...
A tua voz, nos ventos ouvimos todo atento... O gorjear dos pássaros,
Para sempre inesquecível!  Do teu rosto ali calmo, um semblante,
Todo sereno... Na Paz e na serenidade, me contento.
Os ventos que trazem a saudade levem a ti, também, o meu sorriso...
Vou devolvê-lo um dia, nos jardins, em sorrisos cintilantes de brilho...
No reencontro de entes amados, no infinito sempre querido,                                                                   um novo amanha, que nos céus haverá de vir...
Confortar-nos, em um novo, e eterno porvir...
Saudades meu velho, pai amado... Companheiro perdido...
Alegria, que ainda haverei de ver e sentir... Atua voz e as lembranças,
Serão sempre, em mim encontrados... E para sempre.
Serão jóias, tesouros, no meu peito incrustados.
 By betonicou

domingo, 14 de agosto de 2011

Espelhos orvalhados...© Copyright


Por entre as brumas, me envolvo, em ar tão denso... Procurando, como cego, tateio...
Quero encontrar, ou quero fugir? Contemplo, os espelhos embaçados...
Rodeio-me... Meus sentidos, estão confundidos... Sem som audível, ou apenas, um
Sussurrar, ao longe... Distante...
Quero sentir, ouvir, além do silêncio solitário, das incertezas... Apenas percebo,
Neste habitat, enevoado, intranquilo...
Vagar, por entre a obscuridade, e’ caminhar, por entre pensamentos esquecidos...
Vasculho, por entre o ar nubiloso, dos inertes pensamentos ofuscados
Por entre os mistérios, mas  não há escuridão... Mas, mesmo assim, nada vejo,
Neste ar quente, de vapor... De um respirar embriagado...
Quão cego, vagueio sem rumo; Dirigido pelo olhar limitado, imposto,
Pelas vidraças enfumaçadas... Um guia! Quero adentrar no espelho...
No interior das brumas, toquei objeto sem cor... Meu senso, ausente...
Situei-me com o tato, o sentido presente... Olhei, por entre as formas...
Procurei, entre tudo, que estava ali, existente...
Achei memórias, há muito esquecidas, ali, no meio das sombras...
A um palmo não vejo, no limite da realidade... Ali, se encontram pensamentos...
No canto, acanhados...

Por entre as brumas, estão os desejos de esconder, ou realçar... Refletir, a
Realidade, às vezes fria e crua;  Onde os sonhos, se chocam com presença deste ar,
Denso e confuso... As confusões que Acercam a alma, nas horas instáveis, e mal resolvidas...
Ali, se escondem, Por entre, a solitária nevoa... Dentro, do espelho orvalhado...                   
A Realidade, não pode encontrar, ou afrontar, os meus sonhos eleitos;  De estar, No meu mundo mágico, de pura utopia de vida... Após as brumas, entre os espelhos...
Um lugar mágico, 
Onde se extrai, os sons mágicos dos pífaros
... Melodias alegres, e dançantes...
Para as almas solitárias...
Além da vida, nos embaçados vitrais... Os sonhos, imaginários revividos...
Onde as musas, nos brindam com suas infindáveis, bênçãos de inspirações...
Misturando o mundo real, ao paraíso do invisível, de minha mente sonhadora...
 Uma utópica, e irreal realidade...                
  By betonicou

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pobres e órfãos ...© Copyright


O que queres de mim pai ausente? Sofrido me fez
sem teu afago e  teu colo.  Onde ecoa teu brado,
lá eu choro...
Sou o teu pranto, teu filho abandonado às margens
de tuas águas vermelhas...
Se o penhor desta igualdade nos torna filhos iguais,
onde estará o meu lugar em teu seio?
Conquistaram-se, com nosso braço forte a tua liberdade...
Onde estará a nossa parte neste quinhão? Penhorou-se?
Minha vida por ti! Onde receber,  o justo pago devido a mim?
No Ipiranga, a busca pelo plácido se deu, mas suas águas,
Continuam vermelhas pelo teu desdouro...

Ali, tu foste gerado... mas ali tu morreste, por ter-me
esquecido às tuas margens...
O que fazer, se depois  deixou-me perecer  em teu rio de sangue?
O que queres de mim pátria amada?! Se te adoramos, e
clamamos em brado forte,  onde ainda repousa os nossos sonhos,
e a esperança de um dia poder alcançar o real desejo em ti ?
Do povo, o maior anseio !
Perderam-se os raios brilhantes, e o nosso amanhã sombreou-se? Sempre estará  o nosso céu enegrecido?
E nossas almas?! Quando se alegrarão  mais uma vez,  em um belo e
Esplendoroso porvir?!
Onde está,  o pão de letras reservado aos famintos de saber?  A sede
Mescla-se à fome mal saciada, de tua cultura negada...


Árvore da vida que pouco orvalha.... pouco cresce, nos privando
de sua confortável sombra, e de teus frutos benditos...
Teus rios do verbo se represaram... e a seca, nos retrai a alma, sem
podermos proferir palavras ditosas a ti.
Pouco  do teu saber a minha alma sorveu... Qual seria o meu legado,
diante do gigante que tu es?
Sozinho, ou morto em teu berço esplêndido? Fostes tragado pelo negro,
ou abandonou-me no leito do teu rio de liberdade?
O que queres? Meu sangue sofrido, há muito é seco de dor brada em alto clamor! Não ás margens do teu Ipiranga, mas às margens
dos teus protegidos, porque estes, se encontram abastados
do teu achego, e de  teus olhos cegos...
Aqui estou  querendo abraçar-te !  Dar  por ti o sangue e a vida...
O filho varonil e  sem medo, não acolhe,  e manténs-me em segredo,
em teu grito de liberdade ou morte! Por que me reservas, o algoz e o medo?
Agora, sem sigilos e vans segredos  diga-me! Meu ser, todo implora! Almejo saber o  Tolo enredo; sei o que há de vir... mas mesmo assim quero
ouvir de ti: O que queres de mim?  
         
By betonicou

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dei-me uma canção de amor....© Copyright

Dei-me uma canção de amor... Que seja terno, um passeio,
Em todas, as lembranças... Um sopro de murmúrios, das
Ressonâncias, das notas musicais... Do som das sonâncias,
Revelem do interior a minha dança... Revolvendo em meu
Peito, as lembranças, e sentimentos, onde tudo alcança...
Em um brinde, de nostalgia, o encanto, das notas de magia...
O momento que tudo cria, nas dissonâncias, de um acorde
Lírico, para um coração apaixonado.

Dei-me uma canção, que relate o amor vivido, e relembrado
E no levitar das notas, a noção da leveza ao vento...
Quero ouvir murmúrios, um ouvir atento... No doce delírio, 
De novo, uma nova estação...
Um amor, ou dois amores... Um, e’ o deleite de amar... O outro
Quem sabe... Amou-se? E tudo, se dissipou ao ar... Sem,
Querer, ou premeditado... Por um deslize cruel do tempo que se foi...
Uma canção, uma melodia,  uma nota de ilusão...

Neste canto, recordar você ausente... Cantar, e sentir mais
Uma vez, a fagulha, um sopro... Nos ouvidos uma voz, um tom...
Um sussurro, uma  sensação extreme que deixaram marcas...
E que vem a tona... Marcadas na melodia, um alento...
Uma química dos prazeres  vividos, e ainda contidos... Dei-me, uma
Canção... Que seja no jazz, blues, rock Rool... Mas que me
Lembre tudo que se foi, ou tudo que ainda ficou... Ali, inerte... A 
Espera de poder ouvir as notas da saudade, destinado através dos
Tempos, a serem cantadas em melodias de rimas poéticas...

Dei-me uma canção, que se eleve aos ares do tempo, e revele as
Alturas, de um amor que subiu pelas asas de Orfeu... Onde tudo,
Pare... E o movimento, se estagne... Extasiado pelo pulsar constante,
Da magia de Melodia... Uma canção, que desprenda de todos os
Medos... Por que o bemol dos sentimentos teimou em levar
Para o mais profundo intento, a razão de um amor existido, e agora,
O fôlego do amor relembrado... E o brilho do amor revivido...

No sustenido destas notas, se elevem os sentimentos
Adormecidos. Em busca de mais uma vez sentir, o que outrora se
Sentiu... Nas alturas dos céus, flutuar alto no som...
Sentir o efeito dopante, e o destino agradável das notas em
Meus pensamentos, que um dia, se exauria...
Todos os medos se dissipem, e retorne a alegria de poder ouvir, e
Viver, no revelar das notas da magia...  Relembrar
A vida ali cantada... No blues, jazz, ou outra delicia de cantar...
 Encorajando ainda de novo, poder amar,  Ouvir, e brilhar.
Então, dei-me uma canção de amor...           By betonicou